Waldemar Levy Cardoso
Waldemar Levy Cardoso foi um Marechal do Exército Brasileiro, que combateu na Segunda Guerra Mundial e foi Presidente da Petrobras. Viveu até a longeva idade de 108 anos, sendo o último Marechal brasileiro a morrer.
Filho de uma sefardita de origem argelina e marroquina e de pai descendente de portugueses, Waldemar Levy Cardoso ingressou na vida militar em 1914, no Colégio Militar de Barbacena. Saiu de lá em 1918, aos dezessete anos de idade, como Coronel-Aluno, por ter sido o primeiro colocado da sua turma. Em 1921, foi declarado Aspirante-a-oficial da arma de Artilharia. Sua primeira unidade foi o então 4º Regimento de Artilharia Montado (4º RAM), situado em Itu. Em 1924 envolveu-se na revolta contra Artur Bernardes, quando foi preso e condenado a dois anos de prisão. Depois de cumprir a pena, o Supremo Tribunal Federal reviu seu caso e o condenou a mais três anos de detenção. Waldemar fugiu da pena e passou alguns anos escondido em Paranaguá, usando nome falso. Anistiado, envolveu-se na Revolução de 30, já como tenente. Foi então promovido a capitão. Em fevereiro de 1935, matriculou-se na Escola de Estado-Maior, no Rio de Janeiro, concluindo o curso em dezembro de 1937. Em 1944, como tenente-coronel, seguiu com a Força Expedicionária Brasileira (FEB) para a Itália, para lutar na Segunda Guerra Mundial, onde foi o Comandante do 1º Grupo de Artilharia Expedicionário. Participou da Batalha de Monte Castello ao lado das tropas estadunidenses. Ele seria o co-autor da frase "Senta a Pua!", com o major-brigadeiro Fortunato Câmara de Oliveira, comandante da Esquadrilha Azul.
Waldemar Levy Cardoso foi durante muitos anos o último brasileiro detentor da patente de marechal. Ele morreu em 13 de maio de 2009 aos 108 anos, no Hospital Central do Exército, vítima de insuficiência respiratória. No saguão principal do Palácio Duque de Caxias (PDC), familiares, autoridades civis e militares estiveram presentes, prestando sua última homenagem. O sepultamento ocorreu no Cemitério de São João Batista. A guarda da câmara ardente foi composta por Cadetes da Arma de Artilharia da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), a mesma arma à qual pertenceu o Marechal, e também por soldados do 1º Batalhão de Infantaria Motorizado (Escola) - Regimento Sampaio, trajando uniforme histórico da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Seu corpo foi transladado para o cemitério em uma viatura blindada e, no Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, recebeu uma salva fúnebre de 19 tiros, realizada pelo 31º Grupo de Artilharia de Campanha (Escola). Chegando ao local de sepultamento, foi recebido por uma guarda fúnebre do 1º Batalhão de Guardas - Batalhão do Imperador. Por ter sido o mais antigo militar combatente da Segunda Guerra, o Marechal Levy detinha o bastão de comando da Força Expedicionária Brasileira.


