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Trentino-Alto Ádige

O Trentino-Alto Ádige é uma região situada no extremo norte da Itália. Tem mais de um milhão de habitantes e uma área de 13 607 km². A capital é Trento.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 21/07/2026
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Geografia

O Trentino-Alto Ádige tem limites ao norte com a Áustria (Tirol e Salzburgo), ao sul e leste com o Vêneto, a sul e oeste com a Lombardia, a oeste com a Suíça (Cantão Grisões). A região é inteiramente montanhosa. O Ortles é o cume mais elevado, ultrapassando 3 900 metros de altitude. O río mais importante é o Ádige. A parte setentrional do maior lago italiano, o lago de Garda, pertence ao Trentino-Alto Ádige.

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Administração

A região é composta de duas províncias (Província autónoma de Trento e Província autónoma de Bolzano) chamadas autónomas visto que se trata das únicas províncias italianas que têm poderes legislativos e não estão sujeitas ao poder regional. O conselho regional é composto pelos parlamentos das províncias e o cargo de presidente da região é assumido a rotação pelos presidentes das províncias. Atualmente o presidente da região é Luis Durnwalder.

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Línguas

Na região de Trentino-Alto Ádige estão presentes três grupos linguísticos: As duas províncias são diferentes linguisticamente. O Trentino (província autónoma de Trento, também chamado Welschtirol ou Tirolo Italiano) é quase completamente de língua italiana, com comunidades históricas de língua alemã (Mocheni e Cimbri) e língua ladina (Val di Fassa, Val di Non, Val di Sole e Val di Fiemme), enquanto o Alto Ádige (Província autónoma de Bolzano ou Südtirol) tem maioria de língua alemã e minoria de língua italiana, que hoje representa 25% da população, além da população de língua ladina. Até o século XVI, cerca de 6% da população da cidade de Trento era de língua materna alemã. A minoria lingüística ladino-dolomita habita a assim chamada Ladínia, que se estende também ao território da região do Vêneto, compreende: Val Gardena e Val Badia na província de Bolzano, Val di Fassa, Val di Non e Val di Sole na província de Trento, as comunas de Colle Santa Lucia, Livinallongo del Col di Lana e Cortina d'Ampezzo na província de Belluno. Em Ampezzo porém quase não se fala mais o ladino (ou é muito influenciado pelo vêneto). Val Badia e Val Gardena são completamente ladinas. O ladino é uma verdadeira língua neolatina. Cada vale possui sua própria variante ladina, com frequência muito diferente das outras. Isto se tornou um grande obstáculo para o desenvolvimento cultural e linguístico fora de seus limites: por isso foi pensado em criar-se uma língua padrão ("ladino standard") com modelo no romanche do cantão suíço de Grisões, que reunisse os aspectos mais similares do falar ladino.

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História

Do século XVI até o final da Primeira Guerra Mundial 1919, esta região formava, juntamente com a porção setentrional austríaca (atualmente constituinte do estado do Tirol), um condado (Condado Episcopal do Tirol) pertencente aos domínios da Casa de Habsburgo, transformado em Província do Tirol em 1806. A região tirolesa manteve-se unida sob a Casa da Áustria a partir de 1363 principalmente por causa da política imperial austríaca; com uma população composta por falantes de diferentes línguas, foi sobretudo o aspecto cultural que manteve unidos, desde o século XIV, nobres, clérigos e camponeses, segundo um modelo político consideravelmente avançado para os padrões da época. O movimento do risorgimento do século XIX procurou anexar o território ao Reino de Itália, sem sucesso. Um aspecto importante da organização política tirolesa era a participação direta dos camponeses nas decisões administrativas do condado desde o Conde Mainardo (século XIV), qe instituiu representações camponesas que opinavam inclusive sobre decisões militares. Isso foi bastante reforçado durante o reinado do imperador Maximiliano (coroado na catedral de Trento), quando instituiu o "Landlibell", lei regional tirolesa que permitia a organização e grupos armados paramilitares que, posteriormente, tornar-se-iam atiradores (alemão: Schützen; italiano: Sìzzeri; ladino: Scizer).

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Política

Dia 12 de janeiro de 2011, saiu o resultado da assembleia legislativa de Belluno em favor de um futuro plebiscito para anexação da província à região do Trentino-Alto Ádige. A solicitação partiu de assinatura de 17 mil cidadãos. Acredita-se que possa ter mais razões econômicas que históricas uma vez que a região Trentino-Alto Ádige possui maior autonomia. Porém a província ainda possui no total 210 mil cidadãos, fora os cidadãos no exterior, que serão decisivos no futuro plebiscito sem data marcada.

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Fontes consultadas

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