Altice Portugal
A Altice Portugal, é um conglomerado de média de telecomunicações em Portugal. A atividade da empresa segmentos do setor das telecomunicações como: negócio fixo, móvel, multimédia, dados e soluções empresariais. Fundada em 1994, é desde 2 de junho de 2015 uma subsidiária integral da Altice Group, uma multinacional de fornecimento de serviços de telecomunicações com presença em França, Israel, Portugal e República Dominicana. Não está cotada, pois tem como único acionista a Altice Europe.[carece de fontes?] Em 2021 veio a público que a Altice demostrou interesse em vender. A Orange, MásMóvil e a Oni Telecom demonstram interesse. A Altice Portugal afirmou que não passava de rumores, mas segundo o Jornal de Negócios a Altice contatou o MásMóvil sobre o seu interesse em comprar a Altice Portugal.
Em 12 de Julho de 2023, a sede da Altice Portugal foi alvo de investigação devido a suspeitas de corrupção e fraude fiscal. Devido a isto, o CEO da companhia, Armando Pereira, foi detido no dia seguinte. No fim de Janeiro de 2025, foi anunciado que o nome Altice seria removido da maioria das suas subsidiárias portuguesas, e que estas iriam adoptar o nome MEO. Apesar de o anúncio deixar claro que a mudança de nome foi feita para criar melhor sinergia de marca, muitos suspeitam que isto seja o resultado dos escândalos de corrupção de 2023 e dos problemas financeiros do Grupo Altice.
Antecedentes
A empresa inicial de serviços telefónico com comutação manual (Anglo-Portuguese Telephone Company - APT) tinha uma vintena de assinantes, e estava confinada às regiões de Lisboa e Porto (raio de 30 km em torno de Lisboa e de 20 Km em torno do Porto). O serviço telefónico no resto do país era assegurado pela Direcção-Geral dos Correios, Telégrafo e Telefone.[carece de fontes?] Em 1968 a APT foi nacionalizada tendo sido criada a empresa pública TLP (Telefones de Lisboa e Porto) e a empresa pública CTT (Correios de Portugal) em substituição da antiga Direcção-Geral. A administração das duas empresas era comum tendo como objetivo a sua fusão.[carece de fontes?]
Fundação
Na primeira metade da década de 1990 o setor das comunicações em Portugal foi profundamente alterado. Em 1990 o governo autoriza a abertura ao mercado concorrencial dos serviços complementares de telecomunicações. Entre estes serviços está o serviço de telemóvel que até então era prestado pelos Correios e Telecomunicações de Portugal e pelos Telefones de Lisboa e Porto, ambas empresas públicas. Em 1991 o governo autoriza os operadores de serviço público a autonomizar os serviços de complementares e constituir novas empresas de capital aberto. No mesmo ano, os CTT e os TLP autonomizam os respetivos serviços móveis de comunicações, fundindo-os numa nova empresa denominada Telecomunicações Móveis Nacionais (TMN), tendo cada uma metade do capital. Em setembro, o capital da TMN é aberto à Companhia Portuguesa Rádio Marconi.
Privatização
Em 1996, a empresa, até então pública, iniciou um processo para passar para o sector privado e começou a alargar a sua área de intervenção. A privatização da Portugal Telecom decorreu durante mais de dezoito anos e cinco vagas de ofertas públicas de acções. Este processo terminou quando o Estado Português prescindiu das suas 500 acções Golden Share e concedeu o contrato de concessão e da prestação dos demais serviços concessionados em Outubro de 2013, o que permitiu ao estado português lançar o concurso para escolher o novo prestador do serviço universal, cumprir as decisões da união europeia e à Altice Portugal reclamar os custos desta prestação de anos anteriores.[carece de fontes?]
Expansão internacional
Em julho de 1998 a Portugal Telecom entrou no mercado brasileiro ao adquirir a Telesp Celular por 3,59 bilhões de reais, após vencer o leilão da privatização da empresa, e em julho de 2000 comprou também no Brasil a Ceterp Celular por 150 milhões de reais. A TVCABO mudou para a PT Multimédia (PTM, hoje NOS) incluindo parte da TELEPAC em julho de 1999, que operava nas áreas de media, serviços interativos e Internet. Esta empresa chegou a deter cerca de 90% do mercado da televisão por subscrição, seja por cabo ou satélite, que possibilitava o acesso a mais de 50 canais através da TV Cabo. A PTM centralizava as atividades de media e internet, tais como a TV Cabo, PT Conteúdos, Internet, Lusomundo, Páginas amarelas (24,75% de participação), Sportinveste, entre outros.
Fusão com a Oi
Em 2 de outubro de 2013 a Oi e a Portugal Telecom SGPS anunciaram um fusão para criar uma grande multinacional luso-brasileira de telecomunicações e com operações em todos os países que falam a língua portuguesa e com mais de 100 milhões de clientes, com a fusão das duas empresas se cria um nova companhia, com uma estrutura do estilo CorpCo, ainda sem nome oficial anunciado. Esta fusão logrou realizar um aumento de capital superior a R$8 mil milhões mas passou por uma grave crise em razão do investimento que a Portugal Telecom SGPS e a sua subsidiária a 100%, PT Finance BV, fizeram na Rioforte, holding não financeira do Grupo Espírito Santo. A fusão teve um desenlace inesperado e a PT teve de reduzir a sua participação na Oi para acomodar o prejuízo que resultou do investimento de €897 milhões efectuado pela PT SGPS e PT Finance BV na Rio Forte. Perante esta alteração a estratégia da Oi foi alterada e os negócios de telecomunicações e tecnologia portugueses (PT Portugal) foram vendidos à Altice.
Passagem da Única Marca em Portugal e a venda para a Altice
Em Janeiro de 2014, a PT (agora Altice) anunciou a fusão das marcas TMN e MEO, sendo dando a origem com a fusão entre PT Prime (PTP) e PT Negócios (PTN), depois da fusão da ZON e Optimus em 2013. No dia 27 de janeiro de 2014, a marca TMN passou-se oficialmente MEO, também enquanto a PT Negócios e PT Prime mudaram-se para PT Empresas (agora MEO Empresas). No dia 30 de abril de 2014, depois da TMN mudar para o MEO, a ZON e a Optimus anunciou que vai nascer a nova marca de telecomunicações em maio de 2014. No dia Maio de 2014 a ZON Optimus altera a sua denominação, dando origem à NOS. A 2 de junho de 2015, a Altice anunciava a conclusão da compra da PT Portugal SGPS, SA ao Grupo Oi por 7,4 mil milhões de euros. Armando Pereira, accionista com cerca de 30% da Altice, assumiu o cargo de Presidente do Conselho de Administração. A 7 de julho de 2015, Paulo Neves foi nomeado como Presidente Executivo da empresa.. Já neste momento da compra da PT para Altice, a Cabovisão deu a venda para a Altice para o Grupo Apax France, sendo que operava o MEO (Altice Group) e a Cabovisão com operadores concorrentes. Em setembro de 2016, a operadora Cabovisão, mudou-se de nome e imagem para NOWO.
Data Center PT Covilhã
O Data Center PT Covilhã é um centro de processamento de dados, inaugurado em 2013.[carece de fontes?]
Torres de comunicações
A torre de comunicações da Altice Portugal situa-se em Lisboa. Possui uma altura de cem metros e está localizado no Parque Florestal de Monsanto, a uma cota de 187 metros acima do nível do mar, e é utilizada par teledifusão para toda a rede MEO. Esta torre é responsável por receber os sinais de TV da RTP, SIC e TVI e distribui-los para os restantes Centros Emissores dispersos por todo o território nacional. Neste Centro também se procede à interligação com os estúdios desses vários operadores, ao encaminhamento de sinais de TV para os estúdios e ao envio destes sinais para a Estação de Satélites de Alfouvar (Sintra).[carece de fontes?]
A Altice Portugal inclui as seguintes marcas:


