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Alphonsus de Guimaraens

Afonso Henrique da Costa Guimarães, mais conhecido como Alphonsus de Guimaraens, foi um poeta brasileiro, considerado um dos principais representantes do simbolismo no Brasil. Seus poemas versavam de maneira obsessiva a morte da mulher amada e apresentavam um ritmo melódico e um misticismo católico, temas centrais em livros como Câmara Ardente, com influências barrocas, românticas e decadentistas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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Biografia

Alphonsus de Guimaraens era filho de Albino da Costa Guimarães, comerciante nascido em Cepães, Braga, Portugal, e de Francisca de Paula Guimarães Alvim, sobrinha do poeta Bernardo Guimarães, portanto, era sobrinho-neto de Bernardo. Matriculou-se, em 1887, na Faculdade de Engenharia. Perdeu prematuramente (1889) a prima e noiva Constança, filha de Bernardo Guimarães, o que o abalou moral e fisicamente. Foi, em 1890, para São Paulo, onde ingressou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, compondo a turma 64, que colou grau em 1895. Em São Paulo, colaborou na imprensa e frequentou a Vila Kyrial, de José de Freitas Vale, onde se reuniam os jovens simbolistas. Em 1895, no Rio de Janeiro, conheceu Cruz e Souza, poeta a quem já admirava e de quem se tornou amigo pessoal. Também foi juiz-substituto e promotor em Conceição do Serro, hoje Conceição do Mato Dentro, MG. No ano de 1897, casou-se com Zenaide de Oliveira. Posteriormente, em 1899, estreou na literatura com volumes de versos como Septenário das dores de Nossa Senhora, Câmara Ardente e Dona Mystica, obras de nítida inspiração simbolista.

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Homenagem

O poeta Carlos Drummond de Andrade homenageou Alphonsus em seu centenário em 1970, com o poema "Luar para Alphonsus", na segunda edição do livro de poesias e crônicas chamado "Versiprosa", em 1973. Em 1987 foi inaugurado em Mariana o Museu Casa Alphonsus de Guimaraens. O Museu está instalado na casa em que o escritor viveu com a família no período de 1913 a 1921. Localizado no centro histórico da cidade, o imóvel apresenta características das construções de estilo colonial, dentro dos padrões estéticos do fim do século XVIII até o início do século XIX, com dois pavimentos e um quintal, por onde se distribuem os espaços expositivos, educativos, áreas de pesquisa, de administração e de convivência do Museu. Na mesma cidade há também uma rua com seu nome, situada entre a ponte de areia e a ponte de tabuas - que também recebe seu nome. O rapper Emicida, em 2019, lançou uma música inspirada no maior poema do autor, "Ismália". A música é uma parceria com Larissa Luz e Fernanda Montenegro, que recita o texto no final da canção.

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Fontes consultadas

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