Pastor Maldonado
Pastor Rafael Maldonado Motta é um ex-automobilista venezuelano que competiu na Fórmula 1 entre 2011 e 2015. Fez sua estreia na Williams, com quem conquistou sua primeira e única vitória na carreira no Grande Prêmio da Espanha de 2012, e em 2014, se transferiu para a Lotus. Anteriormente, foi campeão da Fórmula Renault da Itália em 2004 e da GP2 Series no ano de 2010.
Nascido em Maracay, capital do estado venezuelano de Aragua, Pastor Rafael Maldonado Motta vem de uma família ligada ao automobilismo. Sua família tem uma concessionária e seu pai, também chamado Pastor, já foi piloto, assim como dois de seus tios e seu primo Manuel. Ele fala vários idiomas: além do espanhol, seu idioma nativo, Maldonado também é fluente em italiano, inglês, e tem noções de francês e de português. O piloto se considera socialista, tendo sido amigo de Hugo Chávez, que o apoiou em sua carreira através da petrolífera estatal PDVSA. Maldonado foi um dos guardas de honra durante o funeral do ex-presidente venezuelano em 2013, e mais tarde, também homenageou Chávez em seu capacete usado no GP da Austrália, colocando a frase “Hasta siempre, comandante” (em português: "Adeus, comandante") numa tarja com fundo preto. Desde 2006, Pastor tem relacionamento com a jornalista venezuelana Gabriela Tarkanyi, com quem é casado desde dezembro de 2012. O casal teve Victoria, nascida em 2013, e Valentina, nascida em 2017. Juntos, Pastor e Gaby fundaram diversas empresas, incluindo uma que reforma e vende imóveis de luxo em Mônaco, e outra que lida com gestão financeira.
Anos iniciais
Maldonado começou correndo de motocross, e aos sete anos, ganhou seu primeiro kart. Seu início no automobilismo foi no kartódromo de Maracay, que ficava cinco minutos distante de sua casa. Em 1998, começou a disputar provas de kart na Europa.
Fórmula Renault
Maldonado migrou para os monopostos em 2003, ao disputar a Fórmula Renault 2.0 Italiana com a equipe Cram Competition. Teve três pódios, com seu melhor resultado sendo o segundo lugar em Vallelunga. Também correu na Eurocopa de Fórmula Renault 2000, mas não pontuou, com seu melhor resultado sendo um nono lugar em Assen. Em 2004, seguiu na Cram, vencendo as duas corridas da rodada de Monza da Eurocopa de F-R 2000, que ele encerrou em oitavo. Mas seu maior destaque foi na F-R Italiana, onde fez doze pódios nas dezessete provas da temporada. Destes, oito foram vitórias, com cinco delas sendo consecutivas. Maldonado foi campeão, somando 362 pontos, quase cem de distância para o japonês Kohei Hirate, vice-campeão.
Fórmula 3000 Italiana
Em 2005, durante seu hiato na Fórmula Renault 3.5 Series, Maldonado disputou quatro corridas na Fórmula 3000 Italiana, vencendo uma em Magione. No ano seguinte, Maldonado retornou para a rodada na Hungria, com o venezuelano vencendo a corrida 1. Entre 2007 e 2009, Maldonado participou de duas corridas na categoria, renomeada para Euroseries 3000, e ele venceu uma vez em todos os anos.
GP2 Series
Maldonado subiu para a GP2 Series em 2007, pela equipe Trident Racing, sendo parceiro do japonês Kohei Hirate. Teve apenas uma vitória na corrida longa de Mônaco, mas não fez a temporada completa por ter quebrado a clavícula nos treinos, perdendo as quatro últimas rodadas, nas quais foi substituído pelo argentino Ricardo Risatti. Com isso, foi apenas o décimo primeiro colocado, com 25 pontos. Retornou à categoria em 2008, pela Piquet Sports, tendo a companhia do emiradense Andreas Zuber. Teve seis pódios, com um deles sendo a vitória na corrida curta de Spa-Francorchamps. Maldonado foi o quinto colocado, com 60 pontos, tendo quase o dobro da pontuação de Zuber, nono colocado.
Fórmula 1
Em 2004, Maldonado teve sua primeira oportunidade de guiar um carro da Fórmula 1, ao participar de testes com a Minardi. Ele dividiu o PS04B com o holandês Christijan Albers, pilotando na parte da manhã, e apesar de ter sido elogiado pelo chefe da equipe, a vaga de titular para a temporada seguinte ficou com Albers. Em 2005, Maldonado foi um dos pilotos escolhidos para fazer parte do programa de desenvolvimento da Renault, saindo em 2006. Maldonado chegou a estar entre os cotados para correr na Campos, e também na Stefan Grand Prix. As duas equipes planejavam estrear na F1 em 2010. Mas a Stefan foi rejeitada, e a Campos, que foi renomeada para HRT, não contratou Maldonado, optando por assinar com Karun Chandhok e Bruno Senna.
Outras categorias
Maldonado chegou a negociar uma vaga na IndyCar Series com a KV Racing em 2017, mas o acordo não se concretizou. Disputou o Campeonato Mundial de Endurance da FIA na temporada 2018-2019 com a Dragonspeed na classe LMP2, ao lado do mexicano Roberto González. O duo venceu uma corrida em Spa ao lado de Anthony Davidson, fazendo mais pódios em Xangai, Sebring e nas 24 Horas de Le Mans de 2018. Isso deixou Maldonado na terceira colocação do campeonato de pilotos da classe LMP2. Em 2019, Maldonado correu nas 24 Horas de Daytona com a Dragonspeed, fazendo mais uma parceria com Roberto González, e também dividindo o carro com Sebastián Saavedra e Ryan Cullen. Seu grupo venceu a prova na classe LMP2.
Legenda: (Corridas em negrito indicam pole position); (Corridas em itálico indicam volta mais rápida)


