Rifkin's Festival
Rifkin's Festival é um filme de comédia de 2020, escrito e dirigido por Woody Allen. Uma coprodução estadunidense, espanhola e italiana, é estrelado por Wallace Shawn, Elena Anaya, Louis Garrel, Gina Gershon, Sergi López e Christoph Waltz.
Imagem: Rock in Rolo ONLUS · BY-SA · Openverse
Mort Rifkin, um idoso e esnobe crítico de cinema de Nova Iorque, conta ao seu terapeuta sobre os acontecimentos recentes de sua vida. Em seu relato, ele acompanha sua esposa mais jovem, Sue, a um festival de cinema em San Sebastián. Sue trabalha como assessora de imprensa de Philippe, um diretor francês cujo filme anti-guerra, apesar de banal e derivativo, está sendo aclamado como uma obra-prima, para o desgosto de Mort. Ele rapidamente se sente incomodado com a crescente proximidade entre Sue e Philippe, que flertam abertamente. Suas inseguranças e pensamentos o levam a ter pesadelos inspirados em clássicos do cinema em preto e branco, como Citizen Kane, À bout de souffle, Jules et Jim, Un homme et une femme, Persona, Smultronstället, El ángel exterminador e 8½. Enquanto está no festival, Mort reflete sobre sua vida, sua carreira acadêmica e o romance pretensioso que vem escrevendo há anos, na tentativa de alcançar uma relevância literária que parece inalcançável. Paralelamente, sua frustração aumenta ao perceber que não pode impedir Sue e Philippe de passarem tempo juntos. Durante sua estadia, Mort também conhece a médica espanhola Joanna Rojas, que desperta seu interesse e o faz repensar sua situação. A partir desse encontro, Mort embarca em uma jornada de introspecção, revisitando suas crenças sobre arte, relacionamentos e seu próprio futuro.
Imagem: Digitas Photos · BY · Openverse
Em fevereiro de 2019, a Amazon Studios retirou Allen de um acordo de cinco filmes para produzir e financiar filmes, após o ressurgimento das alegações de abuso sexual feitas contra ele em 1992. Naquele mês, foi anunciado que Allen escreveria e dirigiria esse filme, com Jaume Roures [en] produzindo sob a companhia midiática Mediapro [en]. Em junho de 2019, Gina Gershon, Christoph Waltz, Elena Anaya, Louis Garrel, Sergi López e Wallace Shawn foram anunciados no elenco. No mês de julho de 2020, Richard Kind anunciou que participaria do filme.
Filmagem
A filmagem começou em 10 de julho de 2019, em San Sebastián, na Espanha, e terminou em 16 de agosto, uma semana antes do previsto.
Imagem: francescopozzi · BY · Openverse
Em abril de 2020, a Tripictures adquiriu os direitos de distribuição do filme na Espanha. O filme teve sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián [en] em 18 de setembro de 2020, e foi lançado na Espanha em 2 de outubro, tendo sido previamente programado para ser lançado no país em 25 de setembro. Estava programado para ser lançado pela Vision Distribution na Itália em 5 de novembro de 2020, mas o lançamento foi adiado para 6 de maio de 2021, devido à pandemia de COVID-19. Em 28 de janeiro de 2022, o filme teve um lançamento limitado nos cinemas dos Estados Unidos e em serviços de streaming. Em Portugal, a estreia do filme ocorreu em 23 de setembro de 2021. No Brasil, o filme foi lançado em 6 de janeiro de 2022.
Imagem: francescopozzi · BY · Openverse
Bilheteria
Ao redor do mundo, o filme arrecadou US$ 2,319,180 milhões de dólares.
Recepção da crítica
No site agregador de críticas Rotten Tomatoes, Rifkin's Festival tem um índice de aprovação de 41% com base em 81 resenhas, com uma pontuação média de 5,2/10; o “consenso da crítica” do site diz: “Embora não esteja entre os esforços verdadeiramente inferiores de Woody Allen no final do período, Rifkin's Festival mostra o cineasta satisfeito em revisitar um território bem desgastado.” No Metacritic, o filme tem uma pontuação média ponderada de 44 de 100, com em avaliações de 16 críticos, indicando “avaliações mistas ou médias”. Jonathan Romney, do The Observer, deu ao filme três estrelas de cinco e declarou: “De certa forma, Rifkin's Festival é um território absolutamente familiar de Allen e, independentemente do que seus detratores possam ou não acusá-lo, não há como ele se livrar da acusação de arar o mesmo terreno nas últimas duas décadas. Mais uma vez, ele fez uma comédia frágil sobre angústia conjugal em um ambiente glamouroso.” Jessica Kiang, do jornal The New York Times, comentou: “Portanto, é um alívio informar que Rifkin's Festival é, para o cativo voraz, como encontrar um estoque inesperado de sobremesa: não substancial e não nutritivo, mas doce o suficiente para lembrá-lo, de passagem, dos bons momentos que você já teve, apesar de tudo o que aconteceu nesse meio tempo”. Guy Lodge, da revista cultural Variety, acrescentou: “Em seu 49º longa-metragem, o Festival de Rifkin é o mais recente de uma longa sequência de bagatelas indistintas que podem ser descritas como sem esforço, e não de uma forma especialmente elogiosa.”


