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Final da Copa do Mundo FIFA de 2026

A partida final da Copa do Mundo FIFA de 2026 definiu o título da 23.ª edição da competição da Federação Internacional de Futebol (FIFA) para seleções nacionais de futebol masculino. Foi realizada em 19 de julho de 2026 no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jérsia, próximo à cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos. A Espanha derrotou a Argentina, que defendia o título, tornando-se bicampeã. Além disso, o país se tornou o primeiro a conquistar o título tanto entre os homens, como entre as mulheres, simultaneamente em um intervalo de três anos, já que a seleção feminina foi campeã do mundo em 2023.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/07/2026
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Contexto

A FIFA anunciou a data da final em 16 de março de 2023. O local da final, o MetLife Stadium, foi anunciado pela FIFA em 4 de fevereiro de 2024. O anúncio estava previsto inicialmente para o final de 2023, mas foi adiado devido a dificuldades de planejamento. A Espanha chegou ao torneio como favorita e detentora do título Europeu. A seleção já havia conquistado o título uma vez, derrotando os Países Baixos na final de 2010, em Joanesburgo, na África do Sul. Após uma eliminação precoce na fase de grupos em 2014, bem como eliminações consecutivas nas oitavas de final — decididas nos pênaltis contra a Rússia e o Marrocos, em 2018 e 2022, respectivamente —, Luis de la Fuente, então técnico da seleção sub-21, foi nomeado treinador da equipe principal e conduziu a Espanha à conquista de seu quarto título europeu em 2024, estabelecendo um recorde. A Argentina era a atual campeã da Copa do Mundo de 2022, o que fez desta a segunda vez consecutiva em que os detentores do título se classificam para a final seguinte — repetindo o feito da França em 2022, após vencer a Copa de 2018. A Argentina conquistou três títulos anteriormente: em 1978, 1986 e 2022. A equipe também foi vice-campeã em três ocasiões: 1930, 1990 e 2014. Por ser a atual campeã mundial, a Argentina também chegou ao torneio como uma das favoritas ao título. Além disso, a seleção entrou na competição como atual campeã da Copa América, tendo defendido seu título em 2024 e alcançado a marca recorde de 16 conquistas. A Argentina busca se tornar a primeira seleção a conquistar títulos consecutivos da Copa do Mundo desde o Brasil em 1958 e 1962.

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Local

Durante o torneio, referiu-se o estádio como “New York New Jersey Stadium” (em português: Estádio de Nova York e Nova Jersey), devido à política de remoção de patrocínios das sedes da Copa do Mundo. O estádio utiliza-se principalmente pelo New York Giants e New York Jets da National Football League (NFL) desde sua inauguração, em 2009. Com capacidade para 82.500 pessoas, utilizou-se para o Super Bowl XLVIII em 2014, para a Final da Copa América Centenário em 2016, e para a Final do Mundial de Clubes da FIFA de 2025.

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Caminho até a final

Espanha

A Espanha foi sorteada no Grupo H da Copa do Mundo FIFA de 2026, ao lado de Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai. Na estreia, disputada no Mercedes-Benz Stadium, os espanhóis empataram sem gols contra a seleção cabo-verdiana. Na rodada seguinte, também em Atlanta, a equipe goleou a Arábia Saudita por 4–0, recuperando o favoritismo do grupo. No último jogo da fase de grupos, enfrentando o Uruguai no Estadio Akron, no México, a Espanha garantiu a vitória por 1–0 e confirmou a primeira colocação da chave com sete pontos conquistados. Pelo novo formato da competição com 48 seleções, a Espanha disputou a fase de 16 avos de final contra a Áustria, no SoFi Stadium. Os espanhóis venceram confortavelmente por 3–0, com dois gols de Mikel Oyarzabal e um de Pedro Porro. Nas oitavas de final, enfrentaram a rival ibérica Portugal no AT&T Stadium, garantindo a vitória por 1–0 com grande atuação defensiva comandada por Aymeric Laporte e o goleiro Unai Simón.

Argentina

A Argentina iniciou a defesa do seu título mundial no Grupo J da Copa do Mundo FIFA de 2026, dividindo a chave com Argélia, Áustria e Jordânia. Na estreia, jogando no Arrowhead Stadium, a Albiceleste confirmou o favoritismo ao bater a Argélia por 3–0, com uma grande atuação de Lionel Messi, que marcou três gols e alcançou o recorde histórico de Miroslav Klose. Na segunda rodada, em Arlington, no AT&T Stadium, os argentinos derrotaram a Áustria por 2–0. A equipe comandada por Lionel Scaloni fechou a fase de grupos mantendo os 100% de aproveitamento ao vencer a Jordânia por 3–1, assegurando confortavelmente a liderança isolada do grupo. Na fase eliminatória de 16 avos de final, a Argentina enfrentou seu maior teste físico até então contra Cabo Verde no Hard Rock Stadium. A partida terminou empatada no tempo normal, mas a classificação foi assegurada na prorrogação por 3–2, graças a um gol contra de Diney Borges após escanteio cobrado por Messi. Nas oitavas de final, enfrentando a Egito no Mercedes-Benz Stadium, a seleção argentina saiu atrás no placar por 2–0, mas buscou uma virada histórica por 3–2, consolidada com um gol de cabeça nos acréscimos marcado por Enzo Fernández.

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Entretenimento

Cerimônia de encerramento

A cerimônia de encerramento, com início previsto para as 13h30 (UTC−4), contará com apresentações de Laura Pausini, Nicole Scherzinger, Robbie Williams, IShowSpeed ​​e Post Malone, além de uma participação de Tom Cruise. Está prevista a interpretação do hino nacional dos Estados Unidos, "The Star-Spangled Banner", por Jennifer Hudson.

Show do intervalo

A final de 2026 foi a primeira a contar com um show no intervalo, semelhante aos do Super Bowl da NFL. O espetáculo foi anunciado pela FIFA em 28 de novembro de 2024, com a Global Citizen listada como coprodutora. Madonna, Shakira e BTS foram as atrações principais do show de 11 minutos, que teve curadoria de Chris Martin, do Coldplay. Justin Bieber, Burna Boy, Gustavo Dudamel e o PS22 Chorus (este último com a participação do Coldplay) também integraram a apresentação. O evento também arrecadou 100 milhões de dólares para o Fundo de Educação FIFA Global Citizen. O show do intervalo foi criticado por comentaristas de futebol e torcedores por ser excessivamente comercial e representar uma americanização indesejada da partida. Espera-se que a duração do intervalo, incluindo a apresentação e as análises, ultrapasse 20 minutos. As regras do futebol estabelecem que o intervalo não pode exceder 15 minutos; no entanto, shows realizados nos intervalos das finais da Copa América de 2024 e do Mundial de Clubes FIFA de 2025 chegaram a 24 minutos cada.

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Pré-jogo

O esloveno Slavko Vinčić foi designado como árbitro da final de 16 de julho de 2026, tendo seus compatriotas Tomaž Klančnik e Andraž Kovačič nomeados como árbitros assistentes. Vinčić tornou-se árbitro da FIFA em 2010 e atuou anteriormente nas edições de 2020 e 2024 da Eurocopa da UEFA e na Copa do Mundo da FIFA de 2022, além de ter arbitrado as finais da Liga Europa da UEFA de 2022 e da Liga dos Campeões da UEFA de 2024. No decorrer do torneio, Vinčić arbitrou os jogos da fase de grupos entre Brasil e Marrocos e entre Jordânia e Argélia, bem como a partida entre México e Equador, válida pela fase de dezesseis avos de final. Os jordanianos Adham Makhadmeh e Mohammad Al-Kalaf foram nomeados como quarto árbitro e árbitro assistente reserva, respectivamente.

Dignitários presentes

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compareceu à partida e entregou troféu à equipe vencedora, que recebeu 30 anéis de campeão semelhantes aos utilizados pelas ligas esportivas norte-americanas. O rei da Espanha, Filipe VI, a rainha Letícia, suas filhas — Leonor e Sofia — e o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, também compareceram ao jogo. O presidente argentino, Javier Milei, recusou o convite, justificando a decisão com base em suas crenças supersticiosas. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney — representando os outros dois países coanfitriões —, também assistiram à final após receberem o convite de Trump.

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Fontes consultadas

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