Ali Azair
Alboácem Ali Azair Lizadim Alá, mais conhecido como Ali Azair, foi o sétimo califa fatímida. Ele ascendeu ao trono em 1021, aos 16 anos, após o desaparecimento de seu pai, Aláqueme Bianre Alá, e reinou até 1036. Seu governo foi marcado por desafios internos e externos, mas também por importantes manobras diplomáticas e administrativas.
Pontos-chave
- Ali Azair governou o Califado Fatímida entre 1021 e 1036.
- Seu reinado começou com uma regência e a ascensão de favoritos de sua irmã.
- O Califado enfrentou crises no Egito e revoltas na Palestina e Síria durante seu governo.
- A diplomacia fatímida e a ação militar foram cruciais para conter as revoltas.
- Ali Azair manteve relações complexas com o Império Bizantino, incluindo disputas e acordos.
Após Ali Azair assumir o califado, o governo inicial ficou sob a responsabilidade de sua irmã e regente, Sital Mulque. Com a morte dela em 1023, um grupo de seus favoritos assumiu o poder, levando o Califado Fatímida a uma profunda crise. Entre 1023 e 1025, o Egito sofreu com carestias e epidemias, gerando caos. Simultaneamente, de 1024 a 1029, uma revolta beduína eclodiu na Palestina e na Síria. A habilidade diplomática fatímida fragmentou a coalizão rebelde, permitindo que o general Anusteguim Adizbiri obtivesse vitórias militares.
Em 1028, Ali ibne Amade Jarjarai emergiu como uma figura central, eliminando seus colegas e assumindo o cargo de vizir, posição que manteve até 1045. Jarjarai buscou fortalecer as relações com o Império Bizantino, apesar das disputas constantes pela suserania sobre o Emirado de Alepo, que por vezes escalaram para conflitos armados. Para apaziguar os bizantinos e os súditos cristãos do califado, Jarjarai negociou um tratado com o imperador bizantino Romano III Argiro, permitindo a reconstrução da Igreja do Santo Sepulcro, demolida em 1009 pelo pai de Ali Azair. A reconstrução, no entanto, só foi iniciada em 1042.


