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Alhajaje ibne Iúçufe

Abu Maomé Alhajaje ibne Iúçufe ibne Aláqueme ibne Aquil Atacafi, comumente chamado apenas de Alhajaje ibne Iúçufe, foi talvez o mais notável governador que serviu o Califado Omíada. Um estadista extremamente capaz, embora implacável, de caráter estrito, mas também um membro duro e exigente, foi amplamente temido por seus contemporâneos e tornou-se uma figura amplamente controversa e objeto de inimizado entre os escritores pró-abássidas posteriores, que atribuíram-lhe perseguições e execuções em massa.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Vida

Origens e começo da carreira

Alhajaje nasceu ca. 661 na cidade de Taife no Hejaz, na atual Arábia Saudita. Seus ancestrais não foram particularmente distintos: veio de família pobre, cujos membros trabalharam como carregadores de pedra e construtores. Sua mãe, Alfaria, casou, e divorciou-se, de Muguira ibne Xuba, nomeado governador de Cufa pelo primeiro califa omíada, Moáuia I (r. 661–680). Quando garoto, Alhajaje adquiriu o apelido de Culaibe ("cachorrinho"), com o qual foi mais tarde referido pejorativamente. Seus primeiros anos são obscuros, exceto que foi professor em sua cidade natal — outra fonte de escárnio para seus inimigos. Ele participou na Segunda Fitna, lutando nas batalhas de Harrã próximo de Medina (682) e Alrabada (684), mas aparentemente sem distinção particular. Seu primeiro posto público, como governador de Tabala na região de Tiama, também não foi significativo.

Governador do Iraque

No começo de 694, Abedal Maleque enviou Alhajaje para governar o Iraque. Isso envolveu combinar os governos de Cufa e Baçorá, o que não era feito desde os dias de Ziade ibne Abi Sufiane 20 anos antes. O califa anteriormente nomeou seu irmão Bixer ibne Maruane como governador de Cufa, mas quando ele morreu no começo de 694, esse "experimento no domínio da família" (Hugh N. Kennedy) claramente não teve sucesso, e Alhajaje, cuja habilidade e lealdade foram amplamente demonstradas, foi nomeada para este posto crucial. O governo do Iraque foi de fato "o posto administrativo mais importante e responsável do Estado islâmico" (A. Dietrich), pois compreendia não apenas o Iraque, mas também incluía terras conquistadas por tropas das duas cidades colônias (micir) de Cufa e Baçorá, ou seja, Pérsia, Coração e as demais províncias orientais do califado. O governador do Iraque estava, então, encarregado de uma enorme super-província ou vice-reino que se estendia da Mesopotâmia às fronteiras expandidas da Ásia Central e subcontinente Indiano, compreendendo metade do território do califado e produzindo mais que metade de sua receita.

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