Pesquisa · Mapa mental

Alfredo Vieira Peixoto de Vilas-Boas

Alfredo Vieira Coelho Peixoto Pinto de Vilas-Boas, 2.º Barão de Paçô Vieira e 1.º e único Conde de Paçô Vieira, foi um magistrado e político de relevo ligado ao Partido Regenerador e colaborador próximo de Hintze Ribeiro. Desempenhou, entre outras, as funções de deputado e vice-presidente da Câmara dos Deputados, ministro das Obras Públicas, Comércio e Indústria e governador civil do Distrito Autónomo de Ponta Delgada.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
01

Biografia

Alfredo Vieira Coelho Peixoto Pinto de Vilas-Boas nasceu em Braga, a 6 de Setembro de 1860, filho de Margarida Pinto do Vale Peixoto de Sousa de Vilas Boas e de José Joaquim de Sousa Barreiros Coelho Vieira, 1.º barão de Paçô Vieira, juiz do Supremo Tribunal de Justiça, deputado às Cortes e governador civil do Distrito de Braga. A família pertencia à melhor aristocracia de Entre Douro e Minho, já que era neto paterno do senhor das casas de Paçô Vieira e de Guilhomil e materno do último capitão-mor de Lousada. Era sobrinho pelo lado materno do 2.° Barão de São Martinho de Dume, Duarte Ferreri de Gusmão. A família tinha fortes ligações aos meios políticos e grande implantação local, permitindo aspirar a uma carreira na magistratura ou na alta administração do Estado. Depois de preparatórios em Braga e Guimarães, frequentou a Universidade de Coimbra, na qual obteve bacharelato em Direito no ano de 1883, tendo quase de imediato ingressado na magistratura.

Carreira na magistratura

Em 1884, ano imediato ao da sua formatura, depois de ter exercido advocacia, foi nomeado subdelegado do Procurador Régio na comarca do Porto. Seguiram-se em rápida sucessão nomeações para delegado em Meda, em Portalegre e finalmente na 3.ª Vara Cível do Porto. Em 1890 foi promovido a juiz, por distinção, sendo colocado no Tribunal Administrativo de Viana do Castelo e depois como juiz de execução fiscal no Porto. Desempenhou as funções de ajudante do Procurador Geral da Coroa e Fazenda (com nomeação a 29 de Novembro de 1900) e representou o Estado no tribunal arbitral que foi nomeado para resolver o conflito entre o Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria e a empresa H. Hersent, empreiteiro geral das obras do porto de Lisboa. Promovido a juiz de 1.ª classe em 17 de Outubro de 1904, foi juiz de direito em Torres Vedras e em Setúbal.

Carreira política

Filiado no Partido Regenerador e herdeiro político de seu pai, foi eleito deputado pela primeira vez nas eleições gerais de 30 de Março de 1890 (28.ª Legislatura das Cortes Constitucionais), em representação do círculo uninominal de Peso da Régua, tendo prestado juramento a 3 de Maio de 1890. Participou activamente nos trabalhos parlamentares, especializando-se em questões jurídico-políticas e económicas. Logo durante o seu primeiro mandato, coube-lhe defender a posição dos regeneradores sobre a liberdade de imprensa e sobre os tribunais de júri (a que se opunha), matéria que pela sua relevância mostram a influência de que já dispunha. Nas eleições gerais que se seguiram (29.ª Legislatura, a 23 de Outubro de 1892) não foi eleito, mas concorrendo num sufrágio suplementar, resultante da vacatura do círculo de Pinhel pela saída de Artur Alberto de Campos Henriques, foi eleito, reingressando na Câmara, onde prestou juramento a 10 de Julho de 1893. Destacou-se novamente na actividade parlamentar ao abordar matérias jurídicas, nomeadamente a organização dos tribunais e questões processuais em matéria penal e nas questões fiscais e orçamentais.

02

Honras e títulos

Alfredo Vieira Coelho Peixoto Pinto de Vilas-Boas sucedeu no título de barão de Paçô Vieira a seu pai, em verificação de 2.ª vida, em 18 de Abril de 1895. Posteriormente, foi elevado a 1.º conde de Paçô Vieira por decreto de 3 de Setembro de 1896, do rei D. Carlos I. Após a instauração da República e o fim do sistema nobiliárquico, foi pretendente aos títulos de 3.º barão de Paçô Vieira e de 2.º conde de Paçô Vieira Fernando Coelho Vieira Peixoto Pinto de Vilas-Boas. Paçô Vieira era fidalgo de cota de armas, comendador da Ordem de Cristo e grã-cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Detinha condecorações de Espanha, Itália, Suécia, Bélgica e Mónaco.

03

Publicações

O conde de Paçô Vieira publicou as seguintes obras:

Vídeos recomendados

Fontes consultadas