Alfredo da Cunha
Alfredo Carneiro da Cunha, mais conhecido por Alfredo da Cunha, foi um advogado, jornalista, escritor e empresário da comunicação social, que se destacou como um dos primeiros historiadores do jornalismo em Portugal. Foi genro de Eduardo Coelho, co-fundador do Diário de Notícias de Lisboa, a quem sucedeu como administrador e director. Ficou conhecido pela polémica pública gerada pelo internamento psiquiátrico e interdição judicial da esposa, Maria Adelaide Coelho da Cunha, que aos 48 anos de idade o abandonara para prosseguir um relacionamento amoroso com um homem mais novo.
Nasceu no Fundão, filho de José Germano da Cunha, poeta e historiador, e de Maria Augusta de Paiva Carneiro da Cunha. Fez os estudos secundários no Colégio Jesuíta de S. Fiel e formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, tendo concluído o curso com distinção em 1885. Iniciou em Lisboa uma carreira de advogado, mas dedicou a maior parte do seu tempo ao jornalismo, actividade à qual aliou a gestão de empresas, sendo inicialmente administrador da empresa do Diário de Notícias, actividade que alargou a outras empresas do ramo da imprensa e da tipografia, conseguindo reunir uma considerável fortuna. Casou a 19 de abril de 1890, na Igreja de Santa Isabel, em Lisboa, com Maria Adelaide Coelho, filha primogénita de Eduardo Coelho, co-fundador do Diário de Notícias e seu primeiro director. Este casamento com a herdeira principal da empresa consolidou a sua posição liderante no grupo. Pelo falecimento do sogro (1889) e do sócio capitalista da empresa e seu co-fundador, Tomás Quintino Antunes, 1.º conde de São Marçal (1898), Alfredo da Cunha assumiu a direcção do Diário de Notícias, transformando-se também no principal proprietário do periódico e sócio maioritário da Tipografia Universal de Lisboa. Também se conhece colaboração jornalística da sua autoria nas revistas A Leitura (1894-1896), Branco e Negro (1896-1898), Brasil-Portugal (1899-1914), Serões (1901-1911), Boletim cultural e estatístico (1937) e no Boletim do Sindicato Nacional dos Jornalistas (1941-1945).


