Alfred Radcliffe-Brown
Alfred Reginald Radcliffe-Brown foi um antropólogo e etnógrafo britânico.
Alfred Reginald Radcliffe-Brown nasceu em Sparkbrook, Birmingham, Inglaterra, o segundo filho de Alfred Brown (d.1886) e de sua esposa, Hannah (nascida Radcliffe). Mais tarde, ele mudou seu sobrenome, por escritura pública, para Radcliffe-Brown, sendo Radcliffe o nome de solteira de sua mãe. Ele foi educado na King Edward's School, em Birmingham, e no Trinity College, Cambridge (B.A., 1905; M.A., 1909). Ele estudou Psicologia com W. H. R. Rivers, que, com A. C. Haddon, o levou à Antropologia Social. Sob a influência deste último, ele viajou para as Ilhas Andaman (1906-1908) e depois para a Austrália Ocidental (1910-1912, com o biólogo e escritor E. L. Grant Watson e Daisy Bates) para realizar trabalho de campo sobre o funcionamento das sociedades locais. Seu tempo nas Ilhas Andaman e na Austrália Ocidental serviu de inspiração para seus livros posteriores: The Andaman Islanders e The Social Organization of Australian Tribes.
Radcliffe-Brown insere-se na tradição de Durkheim, tendo desenvolvido uma teoria estruturo-funcionalista do social que se opôs ao funcionalismo de Bronislaw Malinowski, nos primeiros tempos da antropologia social britânica. Embora frequentemente associado ao funcionalismo e considerado como o fundador do funcionalismo estrutural, Radcliffe-Brown negava veementemente que fosse um funcionalista e distinguia o seu conceito do função daquele preconizado por Malinowski, que defendia abertamente o funcionalismo.


