Aristides Quintiliano
Aristides Quintiliano foi um musicólogo grego, autor de um antigo tratado musical, Perì musikês, latim: De Musica).
Segundo o musicólogo americano Theodore Cyrus Karp, sua obra em três volumes sobre música “constitui uma das principais fontes do conhecimento moderno sobre a música grega antiga e sua relação com outras disciplinas”. Conforme o estudioso do século XVII Marcus Meibomius, em cuja coleção (Antiquae Musicae Auctores Septem: Graece et Latine, 52) esta obra foi impressa pela primeira vez em 1652, ela contém tudo o que se pode encontrar sobre música na Antiguidade. As datas de Aristides são incertas. Em seu livro, ele faz referência a Cícero (morto em 43 a.C.), e sua obra foi utilizada por Marciano Capela (fl. 410-420). Segundo o musicólogo americano Thomas J. Mathiesen, Aristides viveu no final do século III ou início do século IV d.C. Uma evidência para a data de Aristides, segundo Winnington-Ingram, é o fato de que, na obra, ele se dirige a dois amigos chamados Eusébio e Florêncio; o último nome é desconhecido antes de 300 d.C.
Sua teoria sobre a harmonia musical baseia-se na analogia e nos números. A música humana é apenas uma imitação imperfeita da harmonia celestial. A alma se comove com a música porque possui a mesma proporção que uma escala musical, pois desce de regiões mais puras. A alma, de acordo com suas inclinações, se emociona mais ou menos com as características masculinas ou femininas das escalas musicais, da mesma forma que escolheria um corpo com características masculinas ou femininas. A classificação estética dos sons musicais feita por Aristides Quintiliano é distinguida da seguinte forma: os tons mais graves são masculinos, os mais agudos são femininos. A música tem fins pedagógicos, mas também terapêuticos: as mais adequadas para a educação são as “melodias masculinas”. Dependendo do sexo e da idade, o efeito terapêutico da música também varia.


