Alexandre Silveira
Alexandre Silveira de Oliveira GCMD é técnico em contabilidade, advogado, ex-delegado de polícia, comerciante e político brasileiro, filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Como um dos fundadores da sigla, foi presidente do PSD no estado de Minas Gerais nos anos de 2014 e 2015, reassumindo o cargo em 2021.
Nascido em Belo Horizonte, casado e pai de dois filhos, Alexandre Silveira é segundo dos cinco filhos de Adilson de Oliveira e de Maria da Conceição Aparecida Silveira, Teve uma infância humilde, tendo sido criado em parte dela pelos avós, enquanto seus pais trabalhavam em uma fábrica de colchões de seus tios na capital mineira. Teve sua formação educacional básica na rede pública de ensino, estudou da primeira à quarta série do ensino fundamental na Escola Municipal Lídia Angélica e deu continuidade aos seus estudos na Escola Estadual Geraldo Teixeira da Costa. Alexandre prestou vestibular, em 1990, para o curso de Direito, na Fundação Educacional Monsenhor Messias, onde graduou-se em 1994.
Inicio da carreira profissional
Aos 14 anos teve a sua primeira carteira assinada ao trabalhar como responsável pelo almoxarifado de uma indústria de estofados subsidiária da empresa de colchões de sua família. Aos 16 anos, já emancipado, Alexandre abriu o seu primeiro negócio, uma loja de colchões na qual comercializava os produtos que eram fabricados pela indústria de sua família. Mais tarde, em 1988 fundou a “Alexandre Móveis” e em 1994 as Lojas São Tomé, nas quais atuou como gerente administrativo e comercial até 1996. Ao longo de sua carreira profissional, Alexandre também atuou no ramo da construção civil, onde construiu centenas de residências e também em um escritório de contabilidade na capital mineira, após concluir a formação técnica no área pelo Colégio AEC.
Como delegado de polícia
Em 1997, participou de um concurso público no Estado de Minas Gerais para o cargo de delegado da Polícia Civil, aprovado, iniciou sua carreira, no ano seguinte, no município de Antônio Dias, no Vale do Aço. Durante o período em que foi delegado, atuou em várias comarcas do estado mineiro, exercendo cargo de Delegado de Combate ao Tráfico de Drogas, Furtos e Roubos e Furto de Veículos, supervisor da área administrativa do trânsito e de Identificação e foi também um dos fundadores da Delegacia de Crimes Contra a Mulher de Ipatinga, uma das primeiras do interior de Minas.
Como coordenador e diretor-geral do DNIT
Em 2003, Alexandre Silveira foi convidado pelo então vice-presidente do Brasil, José Alencar (PR), a ocupar o cargo de Coordenador Geral da 6ª Unidade de Infraestrutura Terrestre do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Em 2004 foi nomeado pelo então presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a diretor-geral do órgão a nível nacional, considerada a maior autarquia do país. Reconhecido como o servidor mais novo a ocupar o cargo de diretor-geral do DNIT, onde permaneceu até 2006, comandou obras como o Anel Rodoviário de Ipatinga e projetos de modernização de trechos da BR, dentre eles, o da BR-381 entre Belo Horizonte e Ipatinga e da BR-262 no acesso a São Domingos do Prata.
Câmara dos Deputados
Alexandre teve sua primeira experiência político-eleitoral em 2002, disputando, pelo Partido Liberal (PL), uma cadeira na Câmara dos Deputados do estado de Minas Gerais. Obteve 26.153 votos e ficou como suplente. No ano de 2006, já afiliado ao Partido Popular Socialista (PPS), Alexandre Silveira se elegeu Deputado Federal com mais de 147 mil votos, sendo o 5º parlamentar mais votado de Minas Gerais. Nesse mandato, Alexandre foi eleito pelos seus pares, presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Sendo autor da CPI da Violência Urbana, foi membro ativo das CPI´S do sistema carcerário e das escutas telefônicas clandestinas e foi membro das comissões de Constituição e Justiça, Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e Amazônia e também Viação e Transportes.
Secretarias estaduais de Minas Gerais
Alexandre Silveira esteve a frente da SEGEM, dentre janeiro de 2011 até dezembro de 2013, durante a gestão do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) no governo mineiro, período em que o órgão implementou em diversas áreas nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte e do Vale do Aço projetos como o Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI) da RMBH, a Parceria público-privada (PPP) dos Resíduos Sólidos Urbanos, o Novas Centralidades, a Pesquisa Origem e Destino, e o Trem Metropolitano. Em janeiro de 2014, Alexandre Silveira assumiu pasta da secretária de Saúde do estado de Minas Gerais, através da qual firmou convênios com diversos municípios mineiros para construção e repasse de verbas à unidades básicas de saúde e hospitais, adquiriu o primeiro helicóptero exclusivo para atendimento aeromédico do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e administrou projetos de saúde móvel e de combate a dengue. Durante o período que esteve a frente da secretária inaugurou a primeira UTI Cardiológica da região do Vale do Rio Doce
Senado Federal (2022)
Nas eleições de 2014, Alexandre Silveira foi convidado como primeiro suplente do ex-governador Antônio Anastasia (PSDB), que foi eleito ao Senado Federal com 5 milhões de votos. Em fevereiro de 2021, Alexandre Silveira foi nomeado como diretor de assuntos técnicos e jurídicos do Senado pelo então presidente da casa Rodrigo Pacheco (PSD). Ao exercer o cargo, foi responsável por reunir-se, na presidência do Senado, com mais de 820 prefeitos de municípios mineiros para tratar de assuntos referentes à recursos para investimentos nas áreas da saúde e infraestrutura, tendo participação direta, junto ao governo federal, na viabilização de verbas extras para as forças de proteção civil, melhoria da infraestrutura urbana, assim como na aquisição de equipamento de tratamento na área da saúde em cidades do estado de Minas.
Ministério de Minas e Energia
Em 29 de dezembro de 2022, Alexandre Silveira foi anunciado como o Ministro de Minas e Energia do terceiro governo Lula. Em março de 2023, durante uma entrevista ao portal Metrópoles, Gleisi Hoffman criticou a decisão de Alexandre Silveira de indicar nomes do Centrão ao Conselho de Administração da Petrobrás. O Ministro teria rejeitado as sugestões feitas pelo presidente da Petrobrás, Jean Paul Prates, em prol da indicação de apadrinhados do Centrão. Em mensagem para Gleisi, o coordenador-geral da Frente Única dos Petroleiros, Deyvid Bacelar, classificou os nomes como "perigosas indicações". Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, a proximidade de Alexandre Silveira com o almirante Bento Albuquerque, ex-ministro de Bolsonaro, gera desconforto entre os aliados do governo petista, e diversas de suas indicações são nomes ligados ao governo Bolsonaro.
Gestão no Ministério de Minas e Energia e o LRCAP
Em março de 2026, sob a gestão de Alexandre Silveira no Ministério de Minas e Energia (MME), foi deliberada a realização do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP 2026). Institucionalmente, a pasta justificou o certame como medida para garantir a segurança de suprimento do Sistema Interligado Nacional (SIN), projetando em atos oficiais uma modicidade tarifária equivalente a R$ 33 bilhões para os consumidores a longo prazo. Contudo, os parâmetros técnicos e os critérios de governança do processo foram objeto de procedimentos de controle externos. A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) instaurou uma apuração acerca das alterações e elevações nos preços-teto publicadas na véspera do certame, emitiu notas técnicas de cautela regulatória relativas aos índices de competitividade do mercado.


