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Alexandre José Montanha

Alexandre José Montanha foi um engenheiro militar e cartógrafo português, que elaborou diversas plantas e fortificações no Brasil, inclusive o primeiro traçado da cidade de Porto Alegre.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Biografia

Nascimento e família

Nasceu em Lisboa, bairro da Pena, em 28 de março de 1730, sendo batizado na Igreja de Nossa Senhora da Pena em 10 de abril do mesmo ano. Filho do segundo casamento do escrevente José da Costa Montanha, que também exerceu o ofício de secretário do Conde de Vale de Reis, e de Leocádia Teresa da Rosa, que foi “dona de casa” da Condessa de Valadares. É neto, pelo tronco paterno, do impressor Diogo Ribeiro Carreira e de Izabel Delgada e, pelo materno, do Capitão e Escrivão da Fazenda Real na praça de Cacheu José da Rosa Pinto e de Josefa Maria Rosa. José da Costa Montanha casou-se duas vezes: a primeira, em 7 de setembro de 1754, com D. Maria Caetana de Azevedo e Ataíde, natural de Lisboa e filha de António Monteiro de Ataíde e D. Teodora de Azevedo; e a segunda, a 19 de agosto de 1792, com Maria Rita Doroteia Lisboa, também de Lisboa e filha de José Francisco Lisboa e Eufrásia Teresa Rosa. Teve dois filhos, José Alexandre Montanha e Mariana Gertrudes Montanha, sendo ambos oriundos do primeiro matrimônio.

Formação militar e início de Carreira

Durante a infância e a adolescência, Alexandre José Montanha recebeu uma nobre educação ainda na casa de seus pais. Logo em seguida, foi para a Casa dos Calhariz onde desempenhou o ofício de escudeiro da Princesa de Holstein, Maria Anna Leopoldina von Schleswig-Holstein-Sonderburg-Beck, esposa de D. Manoel de Souza, Conde de Calhariz, de onde partiu para aprender Engenharia. Estudou na Academia Militar da Corte, onde aprendeu aritmética, desenho, álgebra, geometria, fortificação de praça e campanha, hidráulica e trigonometria plana. Entre os anos de 1756 e 1765, Alexandre José Montanha aparece frequentemente como avaliador em autos de medição, e também como colaborador em Autos de Posse e Avaliações, trabalhando na condição de Ajudante, e mais tarde como Praticante da Aula Militar.

Atuação no Brasil

No Brasil, Alexandre José Montanha ficou de 25 de outubro de 1765 a 30 de julho de 1791. Desse período, ficou 15 anos em Rio Grande de São Pedro (atual estado do Rio Grande do Sul), voltando em 1780 para o Rio de Janeiro. Já no ano seguinte de sua chegada ao Brasil, Montanha ingressou na Ordem de Cristo por meio de uma diligência de habilitação, sendo aprovado pela Mesa da Consciência e Ordens em 10 de dezembro de 1766 e autorizado a receber o hábito no Rio de Janeiro, com tença de 40 mil réis, bem como uma licença para poder reparti-la, o que fez do seguinte modo: 8 mil réis para a esposa Maria Caetana de Azevedo e Ataíde, 8 mil réis para a filha Mariana Gertrudes e 12 mil réis para o filho José Alexandre.

Anos finais da vida: a volta ao Reino

No ano seguinte de seu retorno ao Reino, Montanha é gratificado pela Rainha Maria I com uma tença de 88 mil réis em 6 de fevereiro de 1792, bem como condecorado com o hábito da Ordem de Santiago de Espada. Achando-se gravemente enfermo, Alexandre José Montanha fez testamento em 11 de novembro de 1800 e faleceu no dia seguinte em Lisboa, Mercês.

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Rua Capitão Montanha

Em sua homenagem, existem atualmente quatro ruas que recebem o nome de Capitão Montanha, todas no Estado do Rio Grande do Sul: no centro da cidade Porto Alegre, em Gravataí, em Novo Hamburgo e em Sapiranga.

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Fontes consultadas

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