Alexander Scriabin
Alexander Nikolayevich Scriabin foi um compositor e pianista russo que iniciou com um estilo de composição tonal semelhante à linguagem harmônica de F. Chopin e desenvolveu, de forma independente à Segunda Escola de Viena mas através de suas crenças espirituais, uma linguagem musical altamente atonal que pode atualmente ser comparada com composições dodecafônicas e serialistas. Ele hoje é considerado uma das figuras mais importantes da escola russa de composição do inicio do período moderno, tendo influenciado outros compositores como Sergei Prokofiev e Igor Stravinsky. A Grande Enciclopédia Soviética diz de Scriabin: "Nenhum compositor foi mais desprezado e ao mesmo tempo mais agraciado por amor...".
Criação e formação
No dia 25 de dezembro de 1871 (seguindo o calendário juliano; 6 de janeiro de 1872 no calendário gregoriano) nasce Alexander Scriabin em uma família aristocrática em Moscou. Sua família em geral se relacionava muito com o ambiente militar pois seu pai e todos os irmãos da família do pai tiveram carreiras no militar. Sua mãe, aluna do famoso pianista pedagogo Theodor Leschetizky, era pianista concertista e morreu quando Alexander tinha apenas 1 ano de idade. Após a morte da mãe, o pai de Alexander se mudou para Turquia ao se tornar um diplomata, deixando o pequeno Alexander sobre os cuidados da família da avó. Lyubov, a tia dele, era pianista amadora e frequentemente tocava quando ele lhe pedia.
Carreira como pianista e compositor
Também em 1894, Scriabin estreou em São Petersburgo e começou a compor para uma empresa editora de Belyayev. Três anos depois se casa e lança uma turnê pela Rússia e ao exterior com grande sucesso que culminou em um concerto em Paris em 1898. Nesse mesmo ano ele se torna professor do Conservatório de Moscou, durante o qual ele componha o ciclo de estudos Op. 8, as três primeiras sonatas de piano Op. 6, 19 e 23, vários prelúdios e o Concerto para Piano e Orquestra Op. 20. Durante esses seis anos em que vivia em Moscou ele também escreve as duas primeiras sinfonias Op. 26 e 29. Quando se mudou para Suíça em 1904, começou a trabalhar na composição de sua terceira sinfonia: Le Divin Poème, e foi estreado no ano seguinte em Paris. Nos anos que seguiram, Scriabin viajou por vários países da Europa e pelos Estados Unidos enquanto trabalhava na composição de novas peças sinfônicas e um forma de peças para piano chamadas Poèmes. Em 1907 ele se estabeleceu em Paris participando de uma serie de recitais que promoviam a música russa, mas em logo em 1909 ele volta para Rússia, onde ele permanece até sua morte.
Música
A maior parte das composições de Scriabin são escritas exclusivamente para o piano, mas existem também trabalhos orquestrais: 5 sinfonias (as últimas duas consideradas poemas sinfônicos: Le Poème de l'extase, e Prométhée); Rêverie e Concerto para Piano e Orquestra. As primeiras composições de Scriabin têm muita semelhança com a Obra de F. Chopin, principalmente em a escolha das formas, muitas delas preferidas de Chopin como mazurka, noturno e étude. Porém, a música dele evoluiu relativamente rápido e podemos acompanhar essa evolução através das 10 sonatas para piano: as primeiras sonatas até a no. 5 se mantém no estilo composicional do período romântico tanto em linguagem harmônica e em forma.
Conceitos extra-musicais
Scriabin através dos anos desenvolveu uma crença que nasce de influências da teosofia como entidade religiosa e filosófica. Isso tem uma relevância profunda porque muito do desenvolvimento e evolução do estilo composicional, que inclui as formas, as escolhas harmônicas e a própria temática e material fonte das peças das quais ele dá nome como as últimas sonatas e "sinfonias", são apenas sombras do desenvolvimento filosófico que ele tinha em relação a sua realidade e sua relação ao mundo. Uma visão única e diferente da visão mais comum que vem do pensamento da teosofia pois Scriabin entendia o papel do artista criador um designação divina. Com essa perspectiva fica claro a proposta de Scriabin em um projeto épico como Mysterium.
Em janeiro de 1910 Scriabin tocou em Moscou nove das suas obras, a Welte-Mignon, entre elas: Prelúdio, Op. 11, No. 1, Prelúdio, Op. 11, No. 2 e Mazurka, Op. 40, No. 2.


