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Alexander Alekhine

Alexander Alexandrovich Alekhine foi um jogador de xadrez franco-russo de grande nível, conhecido pelo seu estilo marcadamente atacante e campeão mundial de xadrez durante 17 anos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Biografia

Imagem: hugovk · BY-NC-SA · Openverse

Alekhine nasceu de uma família abastada, o pai era proprietário de terras e membro da Duma, enquanto a mãe era filha de um rico industrial. Foi a mãe que ensinou a Alexander e ao seu irmão a jogar xadrez, em 1903. O primeiro feito de Alekhine no mundo de xadrez foi em 1909, aos dezessete anos, quando venceu o torneio russo de xadrez para amadores, disputado em São Petersburgo, com um resultado de doze vitórias, dois empates e duas derrotas. Este torneio foi disputado em simultâneo com o de profissionais, ganho por Emanuel Lasker e Akiba Rubinstein. A vitória valeu a Alekhine o título de mestre nacional. Mais tarde neste ano, nos Estados Unidos, o cubano José Raúl Capablanca, na altura com 23 anos de idade, chocou os jogadores americanos ao esmagar Frank Marshall. As vidas de Capablanca e Alekhine iriam cruzar-se em breve. Em 1914, após ser disputado um torneio em São Petersburgo, Alekhine e Capablanca pertenciam ao grupo dos cinco primeiros jogadores a ganhar o título de grandmaster. Alekhine era bastante cosmopolita, viveu em vários países e falava russo, alemão, francês e inglês.

Relação com o nazismo

Alekhine não participou de boicotes contra torneios organizados por nazistas e não se opôs a a ocupação alemã da França; e é muito provavelmente o autor de artigos antissemitas intitulados "Jüdisches und arisches Schach" (Xadrez judaico e alemão) publicados sob seu nome no Pariser Zeitung. Neles, contrasta o "xadrez judaico" (que identifica com Steinitz e Lasker) com o "xadrez ariano", relacionado com vários outros nomes da história do xadrez. Chama o primeiro de covarde e "calculista"; e exalta o segundo como a verdadeira fonte de brilhantismo e arte no esporte. Entretanto, não está claro se Alekhine realmente nutria simpatias nazistas ou era apenas complacente e coagido pelo governo devido a sua situação financeira e pessoal. O próprio veio a negar a autoria dos artigos depois de algum tempo.

Morte

Alekhine veio a morrer num hotel do Estoril em Portugal, enquanto se preparava para um partida para defender o seu título de campeão do mundo contra Botvinnik. Pensa-se que a sua morte, um assunto muito controverso e ainda debatido, se deva ou a um ataque cardíaco, ou a ter sufocado enquanto se alimentava. A este propósito alguns investigadores mais recentes apontam a hipótese de Alekhine ter sido espião (possivelmente alemão) durante a 2ª Guerra e ter sido vítima de homicídio (notar que Lisboa era então uma importante praça giratória da espionagem mundial). A FIDE financiou o funeral, e os seus restos mortais foram transferidos para o Cimetière du Montparnasse, em Paris, em 1956.

Legado

Alekhine estudava bastante, aparecendo o seu nome associado a várias aberturas. A Defesa Alekhine (1. e4 Cf6 na notação algébrica) é o exemplo mais sonante; também existe o ataque de Alekhine-Chatard (1. e4 e6 2. d4 d5 3. Cc3 Cf6 4. Bg5 Be7 5. e5 Cfd7 6. h4), um sacrifício na Defesa Francesa. Também há uma partida que Alekhine jogou contra Aaron Nimzowitsch, que deu origem ao "Canhão de Alekhine".

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Fontes consultadas

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