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Alessandro Zanardi

Alessandro Leone "Alex" Zanardi foi um automobilista e paraciclista italiano. Como automobilista, Zanardi correu na Fórmula 1 e na CART, onde foi bicampeão pela equipe Chip Ganassi, defendendo também a equipe MoNunn, somando um total de 15 vitórias e 28 pódios em 66 grandes prêmios disputados. Como atleta paralímpico, Zanardi foi o maior campeão do Paraciclismo nos Jogos Paralímpicos, com quatro medalhas de ouro e duas de prata. Zanardi foi o primeiro piloto de F-1 a disputar uma edição de Jogos Paralímpicos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Biografia

Alex Zanardi nasceu em Bolonha, Itália, filho de Anna, uma costureira, e Dino, um encanador. Mudou-se com a família para a vila Castel Maggiore quando tinha 4 anos. Tinha uma irmã mais velha, Cristina, morta aos quinze anos em um acidente de carro em 1979. Seu pai, Dino, faleceu de câncer em 1994. Desde 1996, era casado com Daniella Manni. Em 1998, o casal teve seu primeiro e único filho, Niccolò.

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Carreira no automobilismo

Zanardi começou a correr no kart, com um modelo que ele mesmo construiu. Em 1980 e 1981, começou a competir em corridas locais. Em 1982, entrou para o Campeonato Italiano de Kart 100cc e terminou em 3º na classificação geral. Foi tricampeão italiano e campeão europeu no cartismo. Disputou três temporadas da Fórmula 3 Italiana entre 1988 e 1990, sendo vice-campeão em seu último ano. Venceu a Copa de Fórmula Três Europeia da FIA em 1990, após o pole Michael Schumacher ser desclassificado. Em 1991, disputou a Fórmula 3000, tendo como rival o brasileiro Christian Fittipaldi. Alex venceu em Vallelunga e Mugello, tendo mais três segundos lugares, e precisando ficar à frente do brasileiro na corrida final em Nogaro para ser campeão. Mas Zanardi terminou em segundo, enquanto Fittipaldi venceu e ficou com o título, com cinco pontos de vantagem sobre o italiano, que amargou o vice-campeonato.

Fórmula 1

Em 1991, Zanardi teve sua primeira experiência na Fórmula 1, pilotando um Footwork na sessão de testes em Paul Ricard. No final do ano, ele começou sua carreira na Fórmula, disputando as três últimas corridas da temporada pela Jordan. Em 1992, Zanardi retornou à F1 como substituto do lesionado Christian Fittipaldi na Minardi. Alex disputou os GPs da Grã-Bretanha, da Alemanha e da Hungria, mas falhou em se qualificar em dois deles e abandonou a etapa alemã. Em 1993, Zanardi assinou com a Lotus, onde alcançou seu maior resultado da carreira na F1: o sexto lugar no GP do Brasil. Permaneceu correndo mesmo após sofrer uma lesão no pé esquerdo, resultado de uma colisão envolvendo um motorista e sua bicicleta. Mas Zanardi não terminou a temporada, pois sofreu uma concussão após bater na Eau Rouge durante os treinos do GP da Bélgica.

Indy/CART

Sem resultados expressivos na Fórmula 1, Zanardi passou a disputar a Indy/CART em 1996 pela Target Chip Ganassi, guiando o carro nº 4 e tendo como companheiro de equipe Jimmy Vasser, que viria a ser campeão nesta temporada. Logo na segunda corrida, Zanardi conquistou sua primeira pole, durante a Rio 400, onde terminou em quarto. Ficou seis corridas sem pontuar, até conquistar sua primeira vitória em Portland. Zanardi ainda venceria em Mid-Ohio e em Laguna Seca, onde fez uma manobra arriscada sob Bryan Herta, a The Pass (A Ultrapassagem), que acabou banida. O italiano terminou sua primeira temporada na CART na terceira posição, sendo o piloto que mais fez poles no ano (seis no total) e conquistando o prêmio Rookie of the Year, desbancando nomes como Greg Moore.

Carreira pós-acidente

Em menos de dois anos após o acidente, o italiano já estava de volta ao volante. Em um carro adaptado às suas necessidades, com alavancas manuais para aceleração e freio, Alex voltou ao palco de seu acidente para uma homenagem, onde completou as 13 voltas que restavam para o fim da trágica corrida. A experiência fez Zanardi desejar voltar às pistas. Em 2004, competiu no Campeonato Europeu de Turismo. Entre 2005 e 2009, disputou os campeonatos de WTCC (World Touring Car Champion) pela BMW obtendo quatro vitórias e dez pódios nesse período. A volta por cima valeu a ele o Prêmio Laureus. Em 2014, disputou a temporada do Mundial de Gran Turismo, e em 2015 as 24 Horas de Spa.

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Carreira como atleta paralímpico

Em 2007, adotou o paraciclismo como novo esporte. Com poucas semanas de treinos veio o primeiro resultado, quarto lugar na maratona de Nova York entre os ciclistas "de mão". Em março de 2010, Zanardi venceu a Maratona paralímpica de Roma, terminando a prova em 1h15m53s, dois minutos mais rápido que o segundo lugar. Em setembro de 2012, nos Jogos Paralímpicos de Londres, conquistou 3 medalhas no ciclismo, sendo duas de ouro e uma de prata. A primeira medalha de ouro veio com a vitória na corrida contrarrelógio, categoria H4, com o tempo de 24min50s22. Dois dias depois, Zanardi venceu também a prova de estrada, na categoria H4, com o tempo de 2h00min32s. A medalha de prata foi conquistada no revezamento por equipe. A seleção italiana completou a prova em segundo lugar, com o tempo de 30min50s, apenas 43 segundos atrás dos Estados Unidos, que venceram a corrida. Nos Jogos Paralímpicos do Rio - 2016, Zanardi conquistou mais 2 ouros e uma prata, tornando-se, assim, o maior campeão do Paraciclismo nos Jogos Paralímpicos, com quatro medalhas de ouro e duas de prata.

Acidente em paraciclismo

No dia 19 de junho de 2020, Zanardi sofreu um grave acidente em uma prova de Paraciclismo, na região da Toscana, na Itália. Zanardi perdeu o controle de sua handbike e foi atropelado por um caminhão. Foi levado ao hospital por um helicóptero. Em vídeo é possível ver o equipamento do piloto todo batido no meio da rua. Em setembro de 2020, foi anunciado que Alessandro mostrava "sinais de interação" pois "responde com sinais transientes e sinais iniciais de interação com o ambiente que o rodeia" a estímulos visuais e acústicos.

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Morte

Zanardi morreu em 1 de maio de 2026, aos 59 anos.

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Fontes consultadas

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