Teresa de Lisieux
Teresa de Lisieux, O.C.D., nascida Marie-Françoise-Thérèse Martin e universalmente conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face, foi uma freira carmelita descalça francesa. É lembrada como um dos mais influentes modelos de santidade para católicos e religiosos em geral, sobretudo por sua espiritualidade marcada pela confiança filial em Deus e por sua "forma prática e simples de viver e ensinar a vida interior". Ela, ao lado de São Francisco de Assis, figura entre os santos mais amados e populares de toda a história da Igreja. São Pio X chamou-a de "a maior entre os santos modernos", antes mesmo de ser beatificada e canonizada.
A Ordem do Carmo foi reformada no século XVI por Santa Teresa de Ávila e dedica-se basicamente às preces, pessoais e coletivas. Apesar de diversos períodos de silêncio e solidão, a fundadora também previu tempo para o trabalho e relaxamento em comum — a austeridade da vida não deveria atrapalhar as relações fraternas e alegres. Fundado em 1838, o Carmelo de Lisieux tinha, em 1888, 26 religiosas de todas origens e classes sociais. Durante a maior parte da vida de Teresa, a prioresa foi Marie de Gonzague, nascida Marie-Adéle-Rosalie Davy de Virville. Quando Teresa entrou para o convento, Madre Maria tinha 54 e era uma mulher de humor imprevisível, ciumenta de sua autoridade e capaz, por vezes, de agir de modo caprichoso; a ela também se credita um certo relaxamento na observância das regras estabelecidas. "Nas décadas de sessenta e setenta do século XIX, uma aristocrata em pessoa contava muito mais num convento pobre do que percebemos hoje em dia… os superiores da ordem nomearam Marie de Gonzague para as posições mais altas logo que seu noviciado terminou…em 1874 começou sua longa sequência de mandatos como prioresa".
Família
Teresa nasceu na Rue Saint-Blaise, Alençon, na França, em 2 de janeiro de 1873, filha da Santa Marie-Azélie Guérin, chamada geralmente de Zélie, uma bordadeira, e de São Louis Martin, um joalheiro e relojoeiro, ambos devotados católicos. Louis havia tentado se tornar um clérigo secular do Hospício do Grande São Bernardo, mas foi recusado por não conhecer nada de latim. Zélie, que tinha um temperamento forte e ativo, desejava servir aos doentes e também considerou dedicar-se à vida consagrada, mas a prioresa das clérigas regulares do Hôtel-Dieu (a "Santa Casa") de Alençon ignorou seu pedido. Desapontada, aprendeu a bordar e teve muito sucesso, abrindo seu próprio negócio na própria rua Saint-Blaise com apenas 22 anos.
Nascimento e sobrevivência
Logo depois de seu nascimento, em janeiro de 1873, eram poucas as esperanças de que Teresa sobreviveria. A enterite, que já havia levado quatro de seus irmãos, acometeu-a também e ela teve que ser entregue aos cuidados de uma enfermeira, Rose Taillé, que já havia tratado duas crianças dos Martin. Ela tinha seus próprios filhos e não podia viver com a família e, por isso, Teresa foi morar com ela num bosque em Semallé. Em 2 de abril de 1874, uma Quinta-Feira Santa, Teresa, com apenas 15 meses de vida e recuperada, voltou para sua família em Alençon. Durante toda sua infância, foi educada numa atmosfera profundamente católica, que incluía Missas diárias às 5h30, estrita observância de jejuns e orações que seguiam o ritmo ditado pelo ano litúrgico. Os Martin praticavam também a caridade, visitando doentes e idosos e ocasionalmente recebendo mendigos à mesa do jantar. Mesmo quando Teresa não se mostrava a garotinha "modelo" que suas irmãs depois fizeram crer, respondia bem a esta educação. Brincava frequentemente fingindo ser uma freira e chegou, certa vez, a desejar que sua mãe morresse pois desejava para ela a felicidade do Paraíso. Geralmente descrita como sendo uma criança feliz, era também muito emocional e reclamava muito. Conta Gaucher: "Céline está brincando com a pequena com alguns tijolos… Tenho que corrigir a pobre bebê que faz assustadoras birras quando não consegue o que quer. Rola no chão em desespero acreditando que tudo está perdido. Às vezes tão inflamada que quase chega a engasgar. Ela é uma criança muito nervosa". Aos 22, já uma carmelita, Teresa admitiu: "Eu estava longe de ser uma garotinha perfeita".
Infância
Teresa foi educada em casa até os oito anos e meio, quando entrou para a escola mantida pelas freiras beneditinas da Abadia de Notre Dame du Pré, em Lisieux. Em parte por conta da excelente educação que recebeu de Marie e Pauline, logo tornou-se a melhor de sua classe em todas as matérias, exceto redação e aritmética. Porém, por conta de sua pouca idade e das altas notas, era frequentemente provocada pelos colegas, principalmente por uma garota de quatorze anos que não ia bem. Muito sensível, Teresa sofreu muito e quase sempre chorava em silêncio, resignada. Para piorar, ela não gostava dos barulhentos jogos do recreio e preferia contar histórias ou cuidar dos mais pequenos do jardim de infância. Conta Teresa: "Os cinco anos que passei na escola foram os mais tristes da minha vida e, se minha querida Céline não estivesse lá comigo, não teria conseguido ficar lá por um mês sequer sem ficar doente". Segundo Céline, "Na época, ela passou a gostar de se esconder; não queria ser observada, pois se considerava, sinceramente, inferior". Nos dias de folga, Teresa passou a se apegar cada vez mais a Marie Guérin, sua prima mais nova em Lisieux. As duas brincavam de ser anacoretas (monges ascetas e eremitas), como a grande Teresa fazia com seu irmão. E todas as tardes, mergulhava na vida familiar. "Felizmente eu podia ir para casa todas as tardes e daí me alegrava. Costumava pular no colo do papai para contar-lhe as notas que havia ganhado e, quando ele me beijava, esquecia de todos os meus problemas… Eu precisava tanto deste tipo de encorajamento." Apesar disso, a tensão desta vida dupla de auto-conquista diária cobrou um alto preço: ir para a escola foi se tornando cada dia mais difícil para Teresa.
Doença
Nesta época, Teresa estava frequentemente doente, sofrendo principalmente de tremores nervosos. Eles começaram certa noite depois que seu tio levou-a para uma caminhada e os dois começaram a falar de Zélie. Supondo que ela estaria apenas com frio, a família cobriu Teresa com cobertores, mas os tremores continuaram; ela cerrou os dentes e não conseguia falar. A família chamou um médico para tentar descobrir o que estava acontecendo. Em 1882, Dr. Gayral diagnosticou que Teresa "reage às suas frustrações com um ataque neurótico". Alarmada — e ainda enclausurada — Pauline começou a escrever cartas para Teresa e tentou intervir de diversas formas. Teresa finalmente se recuperou depois que se virou para fitar a imagem da Virgem Maria que ficava no quarto de Marie, para onde Teresa havia sido movida. Segundo ela, em 13 de maio de 1883, a Virgem lhe deu um sorriso; "Nossa Senhora Abençoada veio até mim, sorriu pra mim. Como estou feliz!". Porém, quando Teresa contou às freiras carmelitas sobre sua visão a pedido de Marie, sentiu-se acuada por suas perguntas e perdeu a confiança recém-recuperada. A dúvida fez com que ela começasse a questionar sua própria experiência. "Eu achava que 'tinha mentido' — não conseguia mais olhar para mim mesma sem sentir um 'profundo horror'". "Por um longo período depois da minha cura, acreditei que minha enfermidade havia sido deliberada e que aquilo era o martírio real para minha alma". A preocupação de Teresa com o incidente continuaria até novembro de 1887.
Conversão completa: Natal de 1886
A véspera de Natal de 1886 foi um ponto de inflexão na vida de Teresa, um evento que ela chamou de "conversão completa". Anos depois, ela afirmou que foi naquela noite que finalmente superou as pressões que vinha enfrentando desde a morte de sua mãe e completou "Deus fez um pequeno milagre para me fazer crescer num instante. Naquela abençoada noite….Jesus, que achou por bem fazer-se uma criança por amor a mim, achou também por bem tirar-me das faixas [de bebê] e imperfeições da infância". Naquela noite, Louis Martin e suas filhas, Léonie, Céline e Teresa, tinham ido à Missa da meia-noite na catedral em Lisieux — "mas havia pouca disposição na família". Em 1 de dezembro, Léonie, coberta de eczemas e escondendo o cabelo sob uma mantilha, retornou para Les Buissonnets depois de apenas sete semanas experimentando o duro regime das clarissas em Alençon e suas irmãs tentavam a todo custo ajudá-la a superar a sensação de fracasso e humilhação que ela sentia. Em casa, Teresa, "como era o costume das crianças francesas, deixou um sapatinho vazio na lareira esperando presentes, não do Papai Noel, mas do Menino Jesus, que, acreditava-se, chegaria voando trazendo presentes e bolos". Enquanto subia as casas, ouviu seu pai, "talvez exausto pelo horário ou cansado das inesgotáveis demandas de sua chorosa filha caçula", dizer a Céline: "Bem, felizmente este será o último ano!" Teresa começou a chorar e Céline recomendou que ela não descesse novamente naquele momento. Então, repentinamente, Teresa se recompôs, enxugou as lágrimas, desceu correndo e, ajoelhando-se perto da lareira, abriu seus presentes tão alegremente quanto nos anos anteriores. Em seu relato, nove anos depois, em 1895, ela conta: "Num instante, Jesus, contente com minha boa vontade, realizou o que eu não fora capaz de realizar em dez anos". Depois de nove tristes anos, ela havia "recuperado a força da alma que perdera" quando sua mãe morreu e, continua Teresa, "que permaneceria com ela para sempre". Ela redescobriu a alegria no auto-esquecimento e acrescentou: "Eu senti, numa palavra, caridade entrar no meu coração, a necessidade de esquecer-me de mim para fazer os outros felizes — desde esta abençoada noite, nunca mais fui derrotada numa batalha, mas, ao invés disso, fui de vitória em vitória e comecei a falar, a 'percorrer a carreira do herói'" (uma referência a Salmos 19:5).
Imitação de Cristo, Roma e o Carmelo
Antes dos quatorze anos, já em seu período de calma interior, Teresa começou a ler "A Imitação de Cristo", de Tomás de Kempis, ardorosamente, como se o autor tivesse escrito cada frase para ela: "O Reino de Deus está dentro de ti…Volta-te com todo teu coração para o Senhor; e esqueçais deste mundo miserável: e tua alma encontrará repouso.". Passou a andar com o livro por toda parte e posteriormente escreveu que este livro e partes de outro de natureza bem diferente, as palestras do abade Arminjon intituladas "O Fim deste Mundo e os Mistérios do Mundo que Virá", a alimentaram durante este período crítico. A partir daí, Teresa passou a ler outros livros também, principalmente sobre história e ciências.
Aos quatorze, Teresa já sabia que sua vocação era rezar pelos padres, ser um "apóstolo dos apóstolos". Em setembro de 1890, em seu exame canônico antes de professar seus votos religiosos, foi perguntada do motivo pelo qual queria entrar no Carmelo. Sua resposta foi: "Quero salvar almas e, especialmente, rezar pelos padres". Por toda sua vida, Teresa rezou fervorosamente por eles e se correspondeu com vários outros. Ela acreditava, como escreveu para sua irmã, que "nossa missão enquanto carmelitas é formar missionários evangélicos que irão salvar milhares de almas de quem seremos mães". Teresa era devota da meditação eucarística. Numa delas, em 26 de fevereiro de 1895, escreveu de supetão, sem sequer um rascunho, sua obra-prima poética, "Viver de Amor". Ainda em vida, o poema foi enviado para várias comunidades religiosas e foi incluída num caderno de seus poemas.
Menino Jesus e Santa Face
Em 24 de setembro de 1890, quando Teresa participou da cerimônia de "tomada do véu" após ter feito seus votos, acrescentou ao seu nome religioso, "Teresa do Menino Jesus", o epíteto "da Santa Face". Ambas devoções se tornariam cada vez mais importantes no desenvolvimento de sua fé e da sua vida espiritual. Em sua "A l'ecole de Therese de Lisieux: maitresse de la vie spirituelle", o bispo Guy Gaucher enfatiza que a importância delas era tanta que Teresa assinava "Therese de l'Enfant Jesus de la Sainte Face" (Teresa do Menino Jesus da Santa Face). Em seu poema "Meu Céu na Terra", composto em 1895, Teresa expressa a noção de que, através da divina união de amor, a alma assume o semblante de Jesus. Ao contemplar os sofrimentos associados com a Santa Face, acreditava poder se aproximar muito mais de Cristo. É importante lembrar que a devoção à Santa Face foi promovida por outra freira carmelita, irmã Maria de São Pedro, em Tours, em 1844. Posteriormente, Leo Dupont, que ficou conhecido como apóstolo da Santa Face fundou a "Arquifraternidade da Santa Face" ali em 1851. Teresa era membro desta fraternidade desde 26 de abril de 1885, quando foi apresentada à devoção por Pauline.
O Pequeno Caminho (ou Pequena Via)
Em sua busca pela santidade, Teresa acreditava que não era necessário realizar atos heroicos e nem "grandes feitos" para atingir a santidade e nem para expressar o amor de Deus: Este "pequeno caminho" de Teresa é o fundamento de sua espiritualidade. Na Igreja Católica, o caminho de Teresa ficou conhecido por algum tempo como "o pequeno caminho da infância espiritual", mas ela própria só usou o termo "pequeno caminho" uma única vez e jamais escreveu "infância espiritual". Foi sua irmã Pauline que, depois da morte de Teresa, adotou a frase para batizá-lo. Anos depois da morte dela, uma carmelita de Lisieux perguntou a Pauline sobre a frase e ela respondeu espontaneamente: "Sabes bem que Teresa jamais usou-a! É minha." Em maio de 1897, Teresa escreve para o padre Adolphe Roulland: "Meu caminho é todo confiança e amor". Para Maurice Bellière, ela escreveu "e eu, com 'meu caminho', farei mais que você e assim espero que um dia Jesus faça com que você siga pelo mesmo caminho que eu". Finalmente, a própria Teresa explica:
Autobiografia - História de uma Alma
Santa Teresa é ainda hoje muito popular por causa de suas memórias espirituais, cujo título original em francês é "L'histoire d'une âme" ("A História de uma Alma"). Ela começou a escrevê-la em 1895 como um livro de memórias de sua infância, instada principalmente por sua irmã Pauline, conhecida como Madre Agnes de Jesus. Como madre das carmelitas em Lisieux, Agnes pediu que Teresa escrevesse sua história depois que a irmã mais velha das duas, Maria do Sagrado Coração, fez-lhe uma pergunta sobre o tema. Quando Teresa estava em seu retiro, em setembro de 1896, escreveu uma carta para Maria que atualmente é parte da edição de "A História de uma Alma". Em junho do ano seguinte, Agnes soube da gravidade da situação de Teresa e imediatamente pediu que Madre Marie de Gonzague — que a sucedeu como prioresa — permitisse que Teresa escrevesse outro livro de memórias, focado desta vez nos detalhes de sua vida religiosa. Incluindo uma seleção das cartas de Teresa, poemas e lembranças dela relatadas por outras freiras, a obra foi publicada postumamente. O texto foi muito editado por Madre Agnes, que fez mais de 7 000 revisões no manuscrito de Teresa e o apresentou como uma autobiografia de sua irmã.
A Congregação das Oblatas de Santa Teresa de Lisieux foi fundada em 1933 por Gabriel Martin, um padre na diocese de Luçon (França) e Béatrix Douillard. A missão da congregação é evangelizar as paróquias e ajudar Santa Teresinha a "espalhar seu céu fazendo o bem na terra". A Congregação de Santa Teresa de Lisieux foi fundada em 19 de março de 1931 por Mar Augustine Kandathil, bispo metropolitano da Igreja Católica Siro-Malabar, como a primeira ordem religiosa indiana para irmãos.
Canonização
O papa Pio X assinou o decreto autorizando a abertura do processo de canonização de Teresa em 10 de junho de 1914. Bento XV, para acelerá-lo, dispensou os costumeiros cinquenta anos requeridos entre a morte e a beatificação. Em 14 de agosto de 1921, ele próprio promulgou o decreto das virtudes heroicas de Teresa e discursou sobre o "caminho de confiança e amor" de Teresa, recomendando-o a toda a cristandade. Teresa foi beatificada em 29 de abril de 1923 e canonizada em 17 de maio de 1925 por Pio XI, apenas 27 anos depois de sua morte. Sua festa foi incluída no Calendário Geral Romano em 1927 na data de 3 de outubro. Em 1969, o papa Paulo VI moveu a festa para 1 de outubro, o dia de seu dies natalis ("nascimento celeste").
Celebração de sua canonização
Teresa foi declarada santa cinco anos e um dia depois de Santa Joana d'Arc, mas teve muito mais impacto que a da lendária heroína francesa. Na época, o Pio XI reviveu o antigo costume de decorar a Basílica de São Pedro com tochas e lamparinas de sebo. De acordo com um relato, "Cordas e lamparinas de sebo foram recuperadas nos empoeirados depósitos onde ficaram guardadas por mais de cinquenta e cinco anos. Uns poucos operários mais idosos que ainda lembravam como a decoração foi feita da última vez — em 1870 — guiaram o trabalho de 300 homens por duas semanas enquanto eles escalavam para amarrar as lâmpadas na cúpula de São Pedro". O New York Times dedicou sua primeira página a uma história sobre a ocasião, intitulada "Toda Roma admira São Pedro brilhando pela nova santa", De acordo com o Times, mais de 60 000 pessoas, o maior público na basílica desde a canonização de São Pio X, 22 anos antes, assistiram a cerimônia de canonização.
Beatificação e Canonização dos pais de Teresa
Um movimento lutava para canonizar os pais de Teresa, que foram declarados veneráveis em 1994 por João Paulo II. Em 2004, o arcebispo de Milão aceitou a cura inesperada de uma criança com problemas pulmonares como tendo sido resultado da intercessão do casal. Anunciada antecipadamente pelo cardeal Saraiva Martins em 12 de julho de 2008, a beatificação dos veneráveis Zelie e Louis Martin deu-se durante as cerimônias que marcaram o sesquicentenário de seu casamento, em 19 de outubro de 2008, em Lisieux. Em 2011, as cartas dos beatos Zélie e Louis Martin foram publicadas em inglês com o título de "A Call to a Deeper Love: The Family Correspondence of the Parents of Saint Thérèse of the Child Jesus, 1863-1885" ("Um Chamado para um Amor mais Profundo: A Correspondência Familiar dos Pais de Santa Teresa do Menino Jesus, 1863-1885"). Em 7 de janeiro de 2013, em Valência, Espanha, o processo diocesano para examinar um "milagre presumido" atribuído à intercessão do casal foi aberto: o caso era de uma recém-nascida, Carmen, nascida prematura quatro dias depois da beatificação e que se recuperou inexplicavelmente de uma severa hemorragia cerebral e de outras complicações.
Causa de Léonie Martin, irmã de Teresa
Há também interessados em promover a causa da santidade da irmã de Teresa, Léonie, a única das cinco irmãs que não se tornou uma freira carmelita. Ela entrou para a vida religiosa por três vezes antes de sua quarta e última tentativa, em 1899, no Mosteiro da Visitação de Caen, onde tomou o nome de irmã Françoise-Thérèse e tornou-se uma fervorosa seguidora do pequeno caminho de Teresa. Léonie morreu ali em 1941 e seu túmulo pode ser visitado pelos fieis. Em 25 de março de 2012, Jean-Claude Boulanger, bispo de Bayeux e Lisieux, concedeu o imprimatur para uma oração que pede para que ela seja declarada venerável.
Influência
Junto com São Francisco de Assis, Santa Teresinha é um dos santos católicos mais populares desde a era apostólica. Como Doutora da Igreja, está sujeita a intenso debate e estudo teológico, e, como uma encantadora jovem cuja mensagem tocou a vida de milhões, é o foco de fervorosa devoção popular.
Relíquias
Por muitos anos, as relíquias de Teresa rodaram o mundo e milhares de peregrinos tiveram a oportunidade de vê-las. Embora o cardeal Basil Hume tenha se negado a endossar as propostas para uma turnê em 1997, elas finalmente viajaram para Inglaterra e País de Gales no final de setembro e início de outubro de 2009, incluindo um pernoite na Catedral de York, um templo anglicano, no dia de sua festa. Um quarto de milhão de fiéis foram venerá-las. Em 27 de junho de 2010, as relíquias estiveram pela primeira vez na África do Sul durante a Copa do Mundo de 2010 e permaneceram no país até 5 de outubro. A escrivaninha que Teresa utilizou no Carmelo viajou pelos Estados Unidos entre setembro e outubro de 2013. Em novembro, um novo relicário contendo as relíquias de Santa Teresa e de seus pais foi presenteado a Arquidiocese de Filadélfia e está abrigado no mosteiro carmelita da cidade.


