Aldona da Lituânia
Aldona da Lituânia, batizada Ana foi princesa do Grão-Ducado da Lituânia por nascimento, e rainha consorte da Polônia como a primeira esposa de Casimiro III da Polônia.
Aldona foi a quarta filha e décima primeira criança nascida do grão-duque Gediminas e de sua terceira esposa, Eva Ivanovna. Os seus avós paternos eram Butividas (também chamado de Pukuveras), grão-duque da Lituânia, e sua esposa de nome desconhecido. Os seus avós maternos eram Ivan Vsevolodich, príncipe de Polatsk e sua esposa de nome desconhecido. Aldona teve treze irmãos, entre eles: Narimantas, que foi convidado por nobres russos para administrar alguns territórios russos; Karijotas, duque de Navahrudak e Vawkavysk, ambos territórios da atual Bielorrússia; Jaunutis, sucessor do pai no grão-ducado até sua deposição; Algirdas, depôs Jaunutis e governou ao lado do outro irmão, Kęstutis; Liubartas, grão-príncipe da Volínia, uma região da Ucrânia; Maria, esposa de Demétrio Mikhailovich, príncipe de Tver, que se retirou para um convento após o assassinato do marido pelos mongóis; Danila (batizada Isabel), que se casou com o duque Venceslau de Płock como parte da aliança do pai com Venceslau durante a guerra civil na Mazóvia; Gaudemunda (batizada Eufêmia), esposa de Boleslau Jerzy II, príncipe da Galícia e Vladimir em Volínia, que acabou sendo afogada debaixo do gelo no Rio Vístula, na atual Polônia; Augusta (batizada Anastácia), esposa de Simão de Moscou, com quem se casou para confirmar uma trégua entre Lituânia e Moscou, mas ela acabou morrendo como uma freira, entre outros.
Casamento
Na década de 1320, a Polônia e Lituânia (um país que praticava o paganismo) possuíam um inimigo em comum: os Cavaleiros Teutônicos, que era uma ameaça para ambos os países. Na época, a Lituânia era um país bem maior do que hoje em dia, ocupando, não só o território atual, mas também 2/3 da atual Bielorrússia. Já a Ordem Teutônica fazia fronteira com a Polônia e Lituânia, se prolongando pelo litoral do Mar Báltico. Também havia uma disputa pelo território da Pomerânia entre a Polônia e a Orgem. Portanto, em 1325, o rei polônes, Ladislau I, o Breve, decidiu formar uma aliança com os lituanos pagãos contra os Cavaleiros Teutônicos, o que seria selado pelo casamento entre seu herdeiro e uma filha do grão-duque Gediminas, que tinha empreendido, há pouco tempo, uma campanha fracassada para tornar o grão-ducado um país cristão. A decisão do rei polonês era um movimento arriscado, pois, embora o monarca tenha recebido a aprovação do papa, outras pessoas não ficaram felizes com a sua decisão de se aliar aos pagãos. No entanto, além da aliança política, essa união vinha com a vantagem de trazer sangue novo para a realeza polonesa, já que a maior parte da realeza europeia nessa época possuía parentesco entre si, o que seria diferente com os lituanos, que não tinham se unido a realeza cristã ainda.
Vida como rainha
O rei Ladislau faleceu em 2 de março de 1333, e assim, logo tiveram início as preparações para a coroação do novo rei. Segundo o costume, Aldona seria coroada ao lado do marido, assim como Edviges tinha sido treze anos antes. Todavia, Edviges era contra a coroação da nora, pois ela acreditava que apenas deveria existir uma rainha coroada no reino por vez. Casimiro, contudo, convenceu a mãe a concordar com a coroação. Desta forma, Aldona foi coroada rainha da Polônia em 25 de abril de 1333. Apesar do desejo do filho, a rainha viúva não parece ter aceitado isso completamente, e logo após, deixou a corte real; ainda assim, ela continuou a manter um certo nível de influência pelo resto de sua vida.


