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Marcelo Misailidis

Marcelo Andres Misailidis é um bailarino e coreógrafo uruguaio radicado no Brasil. Chegou ao país aos seis anos de idade. Na adolescência, morando no interior de São Paulo, se interessou pelo balé. Se mudou para o Rio de Janeiro para estudar balé clássico com grandes nomes da dança como Aldo Lotufo, Eugenia Feudorova, Tatiana Leskova e Dalal Achcar.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Biografia

Marcelo Misailidis nasceu a 31 de janeiro de 1968 em Montevidéu, no Uruguai. Foi o sétimo filho de uma família de nove irmãos. Seu pai, de origem grega, era químico e violonista clássico. Sua mãe cursou faculdade de Direito depois dos quarenta anos, chegando ao pós-doutorado. Misailidis mudou-se para o Brasil aos seis anos de idade, junto com sua família, no período da ditadura civil-militar uruguaia. No Brasil, foi morar em Americana, no interior de São Paulo. Começou a estudar balé em Campinas por influência de uma namorada bailarina. Misailidis conta que ao buscar a namorada nos ensaios de balé, se apaixonou pela dança. Viver da dança foi um desafio pelo preconceito de gênero e pelas dificuldades financeiras. Sua primeira professora lhe sugeriu que abandonasse a dança, mas ele insistiu e, aos 17 anos de idade, foi estudar balé clássico no Rio de Janeiro, onde acabou se estabelecendo. Estudou com o primeiro bailarino do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Aldo Lotufo, e as bailarinas Eugenia Feudorova e Tatiana Leskova. Despertou o interesse da Associação de Ballet do Rio de Janeiro, companhia dirigida pela bailarina Dalal Achcar. Contratado por ela, passou a trabalhar com Desmond Doyle, artista de histórica importância no Royal Ballet de Londres.

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Vida pessoal

Misailidis é casado com a professora de história Danielle Uhebe e pai de três filhas: Sophie, Mirta e Fernanda.

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Trajetória no carnaval

1998-2002: Unidos da Tijuca

Em sua estreia no carnaval, no desfile das escolas de samba de 1998, enfrentou diversos problemas. Faltando duas horas para o desfile, Misailidis estava na casa da componente principal tentando improvisar uma fantasia de Vênus, porque o figurino desapareceu no barracão da escola, assim como as saias do restante das dançarinas. Neste caso, o jeito foi usar toalhas de mesa. Também precisou trocar as guias de nylon do figurino para guias de arame, que pudessem resistir ao impacto da dança. Ainda tive que rasgar a própria roupa para fazer acertos já com os fogos de artifício anunciando a escola. A comissão de frente, apesar de elogiada pela crítica, recebeu notas baixas. A Unidos da Tijuca, que fez um desfile sobre o Vasco da Gama, foi rebaixada para a segunda divisão do carnaval. Apesar do fracasso, não gostaria de deixar o carnaval com uma sensação tão amarga.

2003-2007: Salgueiro

No carnaval de 2003 se transferiu para o Salgueiro, conquistando seu segundo Estandarte de Ouro. No desfile, em homenagem à própria escola, a comissão de Misailidis uniu o clássico ao moderno. Os componentes vestiam fraque e cartola, nas cores da escola, como nos antigos carnavais. O toque de modernidade foi mostrado na coreografia, com as capas que formavam palavras como: "Salgueiro", "50 anos" e "glórias". A comissão perdeu 1,4 pontos no julgamento oficial do carnaval, quebrando a sequência de notas máximas conquistadas por Misailidis na Unidos da Tijuca. No carnaval de 2004 voltou a receber nota máxima dos jurados. A comissão de Misailidis, novamente inspirada numa brincadeira com sua filha, formava um elefante usando leques gigantes. No carnaval de 2005, a comissão do Salgueiro soltou fogos em frente aos jurados, no desfile sobre o fogo. Misailidis recebeu seu terceiro Estandarte de Ouro em quatro anos. Na comissão do carnaval de 2006, componentes vestidos de aranha evoluíram com agulhas gigantes. No carnaval de 2007, a comissão do Salgueiro reuniu quinze homens que representavam um faraó tentando trazer ao mundo a rainha Nefertiti. Após o carnaval, Misailidis trocou o Salgueiro pela Unidos de Vila Isabel.

2008-2013: Vila Isabel

Em sua estreia na Vila, no carnaval de 2008, componentes da comissão carregavam reproduções de folhas de palmeira para representar a lenda indígena do João de Barro. No carnaval de 2009, Misailidis ganhou todos os prêmios do carnaval com sua comissão para a Vila em homenagem ao Theatro Municipal. No carnaval de 2010 realizou mais um trabalho elogiado. No desfile da Vila, em homenagem a Noel Rosa, sambistas carregavam violões, que se transformavam em mesa de bar, mulata e quando deixados no chão "deslizavam" em direção aos componentes. No carnaval de 2011, Misailidis teve uma de suas piores avaliações. No desfile, sobre cabelos, a comissão da Vila representou o mito de Medusa. Componentes manipulavam reproduções de serpentes que saiam do cabelo da górgona. No carnaval de 2012 teve a comissão mais premiada do ano. Componentes simularam uma savana africana. A Unidos de Vila Isabel venceu o carnaval de 2013 e Misailidis foi campeão do Grupo Especial pela primeira vez. No desfile sobre a vida no campo, a comissão de frente desfilou com um tripé em forma de caixote onde eram representadas cenas como um casamento na roça e insetos na plantação. Após o carnaval, Misailidis se desligou da Vila Isabel.

2014-2022: Beija-Flor

Após sair da Vila, Misailidis foi contratado pela Beija-Flor, recebendo de Laíla, a missão de fazer uma comissão de frente que integrasse o casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola, Claudinho e Selminha Sorriso. A sua estreia na Beija-Flor, no carnaval de 2014, foi mal recebida por especialistas e jurados. A integração entre comissão de frente e casal de mestre-sala e porta-bandeira recebeu críticas e foi despontuada no julgamento oficial. Com um desfile em homenagem ao empresário e diretor de televisão Boni, a escola de Nilópolis obteve seu pior resultado em 22 anos. "Logo que cheguei na Beija-Flor, o Laíla me propôs um desafio que era a comissão de frente se apresentar junto com casal. No mesmo momento eu disse que isso já era um projeto que tinha imaginado anos atrás e que acreditava que isto seria um caminho para o futuro. Fizemos um grande xadrez onde Claudinho e Selminha eram o rei e a rainha do tabuleiro, onde os peões viravam beija-flores de verdade, símbolo da escola. O projeto recebeu críticas desde a origem pela mídia especializada e fontes conservadoras, mas não tive medo de arriscar e as fotos daquela comissão são de arrepiar, fico emocionado até hoje.".—Misailidis sobre a comissão de 2014 da Beija-Flor.

2023-presente: Imperatriz e Mocidade

Para o carnaval de 2023, Misailidis assumiu a direção da comissão de frente da Imperatriz Leopoldinense. Com um desfile sobre o cangaceiro Lampião, a escola venceu o carnaval e Misailidis foi campeão pela quarta vez. No carnaval de 2025 assumiu a Comissão de Frente da Mocidade Independente de Padre Miguel. Usando mini robôs, a Comissão foi a mais premiada do ano, recebendo diversas premiações, incluindo o quinto Estandarte de Ouro do coreógrafo.

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Comissões de Frente

Comissões de frente coreografadas por Marcelo Misailidis e as notas recebidas no carnaval.

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Premiações

Abaixo, a lista de prêmios recebidos por Marcelo Misailidis em sua carreira no carnaval.

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Fontes consultadas

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