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Aldo Pagotto

Dom Aldo Di Cillo Pagotto S.S.S. • GOMM foi prelado brasileiro da Igreja Católica. Religioso da Congregação do Santíssimo Sacramento, ascendeu ao episcopado em 1997 ao ser escolhido bispo-coadjutor da Diocese de Sobral, no Ceará. No ano posterior, sucedeu como ordinário da mesma diocese, a qual governou até maio de 2004, quando foi transferido para a Arquidiocese da Paraíba. Pagotto era considerado como um dos principais nomes da chamada "ala conservadora" da Igreja Católica no Brasil. No entanto, ao longo do seu episcopado, ele enfrentou diversas acusações tanto de homiziar religiosos acusados de crimes sexuais quanto de ele próprio tê-los cometido. Tais acusações levaram-no a renunciar ao governo da Arquidiocese da Paraíba em julho de 2016.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/08/2026
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Formação

Dom Aldo nasceu em Santa Bárbara D'Oeste, interior de São Paulo, filho de Rosa di Cillo e Ângelo Pagotto, ambos filhos de imigrantes italianos. Era primo do cardeal de São Paulo, Agnelo Rossi. Fez os cursos primário e secundário no Liceu Pasteur, na Vila Mariana, e nos colégios Bandeirantes e Basílio Machado. Cursou filosofia e teologia no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário Caratinga (Minas Gerais) e no Seminário S. Pio X dos Padres Sacramentinos, Caratinga. Na Universidade Gregoriana estudou de 1988 a 1991, onde bacharelou-se em Filosofia e especializou-se em teologia dogmática.

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Presbiterado

D. Aldo foi ordenado diácono em 7 de setembro de 1977. Recebeu a ordem sacerdotal das mãos de Dom José Eugênio Corrêa, em Caratinga, aos 7 de dezembro do mesmo ano. Enquanto padre diocesano em Caratinga, foi administrador paroquial da Paróquia Santa Helena, em Caputira (Minas Gerais) e professor de Teologia Fundamental no Seminário Diocesano Nossa Senhora do Rosário, em Caratinga (1978-1979). Foi transferido para Belo Horizonte em 1981, sendo vigário paroquial na Catedral de Belo Horizonte e assessor da Pastoral da Juventude na Arquidiocese de Belo Horizonte até 1983. Em São Paulo, foi vigário paroquial em Santa Ifigênia e atuou como co-formador dos filósofos da Congregação entre 1983 e 1984. Em 8 de dezembro de 1985, emitiu os votos perpétuos na Congregação do Santíssimo Sacramento.. Neste mesmo ano, mudou-se para Fortaleza, onde exerceu a função de vigário paroquial em São Benedito e foi vigário episcopal da Região Metropolitana de Fortaleza (1992-1996). Ensinou Teologia Fundamental no Instituto Teológico Pastoral do Ceará entre 1985 e 1988 e 1991 e 1995. Entre 1995 e 1997 foi vice-provincial de sua congregação. Em 1997 foi vigário-geral na Arquidiocese de Olinda e Recife.

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Episcopado

Dom Aldo foi ordenado bispo no dia 31 de outubro de 1997, por Dom Cláudio Hummes, então Arcebispo de Fortaleza. Logo ordenado bispo, sucedeu a Dom Walfrido Teixeira em Sobral, no interior norte do Ceará entre 18 de março de 1998 e 5 de maio de 2004. Como bispo, foi encarregado da Dimensão Ecumênica no Regional NE 1; Comissão Pastoral da Seca no NE 1. Em 2000, foi eleito Presidente do Regional NE 1 CNBB. Foi também Presidente da Comissão Episcopal Serviço, Caridade, Justiça e Paz (2003-2007). Em 5 de maio de 2004 foi nomeado arcebispo da Arquidiocese da Paraíba, em substituição a Dom Marcelo Carvalheira. Próximo das correntes vinculadas à Renovação Carismática Católica, ele definia sua ação pastoral como um esforço para o resgate da família e da parceria entre a Igreja e o estado na busca de políticas públicas que promovam o bem estar da população, através de ações que considera distantes de tendências ideológicas.

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Condecorações

Em 12 de abril de 2006, como Arcebispo da Paraíba, D. Aldo foi admitido pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Ordem do Mérito Militar no grau de Grande Oficial especial. No dia 30 de outubro de 2007, o arcebispo recebeu da Assembleia Legislativa do Estado da Paraíba a medalha Papa João Paulo II. Da Câmara Municipal de João Pessoa, recebeu a medalha do Mérito da Cidade de João Pessoa. Em 24 de maio de 2018, foi agraciado com o Título de Cidadão Cearense, o título foi uma propositura da deputada Fernanda Pessoa (PSDB). A concessão do título, no Ceará, ocorreu no Plenário 13 de Maio da Assembleia Legislativa.

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Ordenações episcopais

Dom Aldo foi concelebrante das ordenações episcopais de:

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Controvérsias

Problemas no governo da Arquidiocese da Paraíba e com a Santa Sé

Através de um processo canônico, a Arquidiocese da Paraíba passou por uma intervenção da Santa Sé, tendo atuado como visitador apostólico Dom Fernando Guimarães, à época bispo da diocese de Garanhuns-PE. O conteúdo do processo e das investigações não foram revelados. Dom Aldo também tem suscitado diversas controvérsias em sua relação com a doutrina espírita. Prefaciou o livro do espírita Severino Celestino (Entretanto, este falava sobre cristianismo primitivo). Em entrevista ao programa Espiritismo Via Satélite, programa este apresentado pelo senhor Alamar Régis Carvalho, Dom Aldo disse que já havia lido Paulo e Estevão (obra psicografada por Chico Xavier), entretanto, afirmou não desprezar as contrariedades das doutrinas, ou seja, leu sob uma ótica católica.

Casos de pedofilia e estupros

Em abril de 2002, Ministério Público do Ceará acusa dom Aldo Pagotto de coagir adolescentes a mudar depoimentos sobre abuso sexual, no caso do frei Luis Sebastião Tomás - apontado como suposto autor de abuso sexual contra 21 meninas de Santana do Acaraú, no interior cearense. Nove das supostas vítimas passaram por exames no Instituto Médico Legal. A polícia revelou que uma delas teria sofrido estupro e duas teriam mantido relações sexuais com o frade. Em julho de 2016, papa Francisco aceitou sua renúncia. De acordo com a imprensa italiana, o religioso ítalo-brasileiro de 66 anos é suspeito de ter abrigado em sua diocese padres e seminaristas acusados de abusar sexualmente de menores e expulsos por outros bispos.

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Morte

Dom Aldo tratava-se de câncer desde 2017. A primeira manifestação da enfermidade se deu na próstata. Em seguida, no intestino grosso e, por fim, no fígado e no pulmão. Ele já estava internado no Hospital da Unimed, no bairro São João do Tauape, em Fortaleza, quando, em 13 de abril de 2020, com grave insuficiência respiratória, foi transferido do leito para Unidade de terapia intensiva (UTI) daquele hospital. Houve suspeita de que ele estivesse infectado por COVID-19 e ele foi testado. No dia seguinte, ele teve um derrame pulmonar e acabou por falecer à tarde, pelas 15h40min. O corpo do religioso foi então colocado na câmara fria até que se confirmasse ou não a suspeita de infecção pelo novo coronavírus. O resultado do exame saiu no dia seguinte e deu positivo para COVID-19. O corpo foi sepultado na tarde do dia 15, na cripta da Igreja São Benedito, no centro de Fortaleza, em caixão lacrado e a cerimônia fúnebre aconteceu sem a presença de fiéis.

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Fontes consultadas

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