Aldemir Bendine
Aldemir Bendine é um administrador brasileiro.
De origem italiana, Bendine é neto de imigrantes italianos da região da Emilia-Romanha, região situada ao norte da Itália. Nasceu em Paraguaçu Paulista, filho de Antônio Bendine e Joaquina Carreira Bendine. Cursou o Ensino Fundamental e Ensino Médio na cidade natal de Paraguaçu Paulista, no Colégio Estadual Diva Figueiredo Silveira e depois Engenharia Civil em Presidente Prudente, curso que abandonou depois de prestar concurso e ingressar no Banco do Brasil. Procurou uma carreira voltada para a gestão bancária, formando-se em Administração de empresas, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), tendo ainda alguns MBAs.
Imagem: José Cruz/ABr · BY-SA · Openverse
Banco do Brasil
Funcionário de carreira do Banco do Brasil, onde ingressou em 1978 como menor aprendiz, passou pela Diretoria de Cartões, Varejo e Novos Negócios, antes de ser vice-presidente e depois, presidente em 23 de abril de 2009. Quando assumiu a presidência do Banco do Brasil, em abril de 2009, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva impôs-lhe grandes desafios: expandir o crédito para auxiliar a retomada da economia, reduzir as taxas de juros e consolidar a posição da instituição como o maior banco do País. Ele tinha de se firmar como o quarto presidente do BB durante o governo Lula. Durante sua gestão, a carteira de crédito do Banco do Brasil quase duplicou: de R$ 300 bilhões em 2009, para R$ 520 bilhões no fim de 2012. O salto reflete o crescimento da instituição em segmentos nevrálgicos (como o financiamento imobiliário) que nunca foi exatamente o forte da instituição. No mesmo período, o total de ativos do banco subiu de R$ 700 bilhões para mais de R$ 1 trilhão.
Petrobras
Em 6 de fevereiro de 2015, a presidente Dilma Rousseff o nomeou presidente da estatal Petrobras em substituição a Graça Foster, que renunciou ao cargo após os desdobramentos da Operação Lava Jato, que levaram à investigação de funcionários de alto escalão da estatal. Bendine deixou o Banco do Brasil, depois de 37 anos na instituição. O primeiro desafio de Bendine foi apresentar um balanço auditado do 3º trimestre de 2014, e recuperar a credibilidade da empresa. Ao assumir a Petrobras, afirmou em entrevista que havia "um sentimento de vergonha por esses malfeitos que ocorreram, e não tivemos uma clarividência se de dentro para fora ou se de fora para dentro".
Imagem: José Cruz/ABr · BY · Openverse
Em 13 de junho de 2017 o juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, autorizou a abertura de inquérito para investigar Bendine por suspeita de corrupção passiva. Ele teria solicitado e recebido três milhões de reais em propina da Odebrecht (atual Novonor), segundo delações premiadas de executivos da empresa. Em 27 de julho de 2017, Aldemir Bendine foi preso na cidade de Sorocaba, na 42ª fase da Operação Lava Jato nomeada como Operação Cobra, ação deflagrada pela Polícia Federal. Em 7 de março de 2018 foi condenado a 11 anos de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Na sentença, o juiz Sérgio Moro lavrou "O condenado assumiu o cargo de Presidente da Petrobras em meio a um escândalo de corrupção e com a expectativa de que solucionasse os problemas existentes. O último comportamento que dele se esperava era corromper-se, colocando em risco mais uma vez a reputação da empresa. Entendo que a prática do crime no contexto em que se insere foi muito grave e denota elevada culpabilidade ou personalidade desviada"


