Alcuíno de Iorque
Alcuíno de Iorque foi um monge, poeta, matemático e professor inglês.
Nascido em Iorque, Nortúmbria, atual Grã-Bretanha, por volta de 735, em uma família nobre, foi levado por seus pais, ainda criança, para estudar na Catedral de Iorque, onde o arcebispo era Egberto. Seu mestre foi Elberto, discípulo do arcebispo. Lecionou posteriormente nessa mesma instituição durante quinze anos, tendo iniciado em 757, e ali criou uma das melhores bibliotecas da Europa, tendo transformado a Escola em um dos maiores centros do saber. Foi também ordenado diácono. No inverno 780, foi enviado a Roma pelo arcebispo Eambaldo de Iorque, para receber das mãos do Papa o pálio, uma sobrepeliz de lã, com uma cruz bordada e que era o símbolo dessas altas funções. Em março de 781, cruzou-se com Carlos Magno em Parma, e foi convidado pelo monarca para o ajudar a instruir e reformar a corte e o clero do seu reino. Entre outros empreendimentos, fundou o Palácio-escola (Aula Palatina) da Catedral de Aquisgrão, no qual eram ensinadas as sete artes liberais: o trívio (gramática, lógica e retórica) e o quadrívio (aritmética, geometria, astronomia e música). Contribuiu bastante para a Renascença carolíngia. Foi também conselheiro do imperador, permanecendo na corte de Carlos Magno até 790.


