Real Alcázar de Sevilha
O Real Alcázar de Sevilha , também conhecido como Reais Alcázares de Sevilha , é um complexo palaciano situado em Sevilha, Espanha, composto por vários edifícios de diferentes épocas. A fortificação original foi construída sobre uma antiga edificação romana, e mais tarde visigoda. Posteriormente passou a ser uma basílica paleocristã, identificada por alguns como a Basílica de São Vicente Mártir), onde teria sido enterrado São Isidoro.
Imagem: BelquiorGoncalves · BY-SA · Openverse
O Real Alcázar de Sevilha começou a tomar o seu aspecto actual depois da conquista de Sevilha, em 713, pelos árabes. Estes utilizaram os alcáceres como residência dos seus líderes a partir de 720. Em 884, a fortaleza contribuiu para evitar a invasão da cidade pelos viquingues. Inicialmente, o complexo compunha-se por vários recintos, como a Casa dos Príncipes, edifícios que, no século IX iam desde o que é atualmente a Praça do Triunfo até ao Bairro da Santa Cruz. Um dos palácios que rodeia dois pátios é da mesma época da Alhambra de Granada. Para levar a cabo a obra, foram enviados pelo rei nacérida Maomé V importantes artesãos toledanos, granadinos, assim como locais. Foi ampliado com a construção da residência dos emires no século XI. No mesmo século continuaram as obras de fortificação e ampliação com estruturas como o alcázar ou o Palácio das Bendições. Um século depois, os almóadas adicionaram mais pátios e palácios.
Logo à entrada temos a Porta do Leão, em estilo almóada. A partir deste sítio tudo o que se pode ver é um conjunto extraordinariamente mesclado de arte árabe e cristã. Cruzando a muralha árabe do século XII, situamo-nos primeiramente no Pátio da Montaria, cujo nome se deve aos batedores que acompanhavam o rei nas suas caçadas. Passamos ao Pátio do Leão, onde se podem contemplar as magníficas filigranas do Palácio de Pedro I. À direita situa-se o Quarto do Almirante, destinado por Isabel a Católica como Casa de Contratação depois da descoberta do Novo Mundo. Conserva-se no recinto a "Virgem dos Mareantes", de Alejo Fernández, obra de 1531, como lembrança do feito produzido. Foram aqui projectadas as mais célebres viagens dos descobridores, como a Primeira Volta ao Mundo de Magalhães. No outro extremo do pátio existem uns salões do século XVIII, construídos sobre restos de um palácio gótico do qual ainda se conservam os Banhos de Maria de Padilla, a Capela e o Salão de Carlos V.
Passear pelos Jardins do Alcázar pode ser um dos passeios mais agradáveis de Sevilha, sendo possível encontrar elementos árabes, renascentistas e modernos. Estão dispostos em terraços com uma vegetação verdejante, possuindo uma grande diversidade de laranjeiras e palmeiras, com fontes e pavilhões onde se respira frescura e quietude, lugar para o sossego e descanso na calorosa cidade. Destacam-se os Jardins do Príncipe, com a Fonte de Mercúrio, os Jardins do Laranjal, com a Fonte do Leão, e o Pavilhão de Carlos V, onde morreu o rei Fernando III de Castela. No resto dos jardins, mais modernos, podemos encontrar-nos coo o escudo e nome do rei Afonso XIII. A partir dos jardins chegamos ao Pátio de Bandeiras, lugar onde se colocavam as bandeiras quando algum rei estava alojado no palácio, além de servir como uma espécie de Praça de Armas do alcázar.
Imagem: Marcio Cabral de Moura · BY-NC-ND · Openverse
Os Alcázar de Sevilla já serviu de cenário para filmes famosos, como Lawrence da Arábia (de 1962), The Wind and the Lion (1975), 1492: Conquest of Paradise (1992), Kingdom of Heaven (2005) ou Knight and Day (2010). Lá foram também filmadas partes das séries de televisão Game of Thrones (5.ª temporada, 2015), Emerald City (2017), The White Princess (2017) e Warrior Nun (2020).


