Alcanede
Alcanede é uma vila portuguesa que é sede da Freguesia de Alcanede do Município de Santarém, na antiga província do Ribatejo, freguesia com 106,18 km² de área e 3970 habitantes, tendo, por isso, uma densidade populacional de 37,4 hab./km².
Nota: Com lugares desta freguesia foi criada em 1985 a Freguesia de Gançaria.
Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse
Além da sede, a Freguesia de Alcanede compreende as seguintes localidades: Aldeia de Além, Aldeia da Ribeira, Alqueidão do Mato, Alqueidão do Rei, Bairro dos Murtais, Barreirinhas, Casais da Charneca, Casal de Além, Covão dos Porcos, Espinheira, Mata do Rei, Mosteiros, Murteira, Prado, Pé da Pedreira, Vale da Trave, Várzea, Vale do Soupo, Valverde, Viegas, Vale do Carro e Xartinho.
Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse
De acordo com a tese proposta pelo linguista português José Pedro Machado, o topónimo «Alcanede» trata-se de um hibridismo toponímico, que conjuga o étimo árabe al- com o étimo do latim tardio cannetus, que significa «canavial». Outra interpretação (ano de 2021): De acordo com pedido de colaboração (de Joaquim VF Victorino), dirigido à Embaixada do Reino de Marrocos em Lisboa, o topónimo Alcanede significa "o Canal" ou canedo e resulta da configuração geológica determinada pela erosão da água ao longo de milénios naquele ponto da Crista geológica existente entre Abrã e Teira, de que é resultado, ali, a ribeira de Alcanede e, para atravessá-la, a ponte medieval com características romanas
Anteriormente à fundação como vila(1), em 1163, por aí passava um velho caminho de pé posto e rodado de tracção animal, que era eixo de ligação entre Évora, Santarém e Leiria; e nesse caminho, ali no sopé do penhasco que é uma Crista Geológica com vários quilómetros de extensão, cortado por uma ribeira a norte e outra a sul formando um canal ou canedo, havia, e há, uma ponte de características romanas; e no cimo do Monte terá existido um pequeno Castro de que não se guardam vestígios; e neste, Gonçalo Mendes de Sousa, por incumbência de D. Afonso Henriques, edificou o primeiro Castelo, de facto e de notícia documentada, mas nada se encontra sobre a sua descrição. E nasceu a vila – uma alcaidaria com uma guarnição de armas e um alcaide-menor(2) residente.
Marcos históricos mais relevantes
Vila; sede da freguesia com o mesmo nome, com 106 km2, 4600 habitantes na Vila e em 22 aldeias; tem mais de 300 empresas, designadamente algumas importantes PME no setor da extração, transformação e comercialização de calcários; Fundada em 1163 por D. Afonso Henriques, foi doada no temporal a Gonçalo Mendes de Sousa. Nessa mesma fundação, o Rei deu o domínio eclesiástico ao Prior do Convento de Santa Cruz de Coimbra; Em 1187, o Rei D. Sancho I transfere a doação do domínio temporal para a Ordem dos Cavaleiros Freires de São Bento de Évora, na pessoa do seu Grão-Mestre, Gonçalo Viegas, com o compromisso de a defenderem e povoarem; Em 1211, aquando da doação da Vila de Avis, pelo Rei D. Afonso II, aos Cavaleiros Freires de São Bento de Évora, o Castelo de Alanede, Vila e seu Termo, passaram a pertencer à Ordem de Avis, onde se manteve até 1789, ano da secularização desta Ordem Religiosa Militar;
Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse
Localização
A freguesia de Alcanede é delimitada pelas freguesias de Abitureiras, Azoia de Cima e Tremês, Abrã e Gançaria. Confina, ainda, com freguesias dos concelhos vizinhos de Alcanena (freguesia de Malhou, Louriceira e Espinheiro), Porto de Mós (freguesias de Arrimal e Mendiga e São Bento) e Rio Maior (freguesias de Fráguas e Outeiro da Cortiçada e Arruda dos Pisões).
Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse
A freguesia de Alcanede destaca-se pela importante concentração de atividade extrativa de pedra calcária e indústrias de produtos afins. No sentido de regular essas atividades e, em paralelo, minimizar os impactos ambientais dessas indústrias, foi criada a Zona de Desenvolvimento Económico de Alcanede (Pé da Pedreira).


