Alberto da Cunha Melo
José Alberto Tavares da Cunha Melo foi um poeta, escritor, jornalista e sociólogo brasileiro.
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Filho de Maria José Veloso de Melo e Benedito Cunha Melo, descobre na literatura a sua maior vocação, muito supostamente como reflexo do ofício poético exercido pelo seu pai, além do próprio avô, Alberto Tavares da Cunha Melo. Despontou no cenário recifense em 1966, com a publicação de Círculo Cósmico, e foi revelado à imprensa pelo crítico César Leal, em fevereiro do mesmo ano, nas páginas do Diário de Pernambuco. Àquela época, destacava-se entre aqueles com os quais fundara o Grupo de Jaboatão, que tinha como principal esteio o jornal Dia Virá, onde publicou seus primeiros poemas e crônicas assinadas sob o pseudônimo Joseph de la Rue. Entre 1979 e 1984, o Grupo de Jaboatão aglutinou diversos artistas e intelectuais, para a recepção crítica da produção artístico-cultural-científica de seus componentes, tratando-se, também, de um movimento editorial, as denominadas Edições Pirata. O que contribuiu para sua integração, enquanto poeta, à Geração 65, tributária da Geração 45 e avessa às vanguardas formais.
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Surgido em 1966 no cenário literário recifense, Alberto da Cunha Melo, experimentou relativo anonimato. Em parte, o desconhecimento de sua obra se deve à sua modéstia excessiva enquanto escritor; e, também, às circunstâncias de produção e circulação da escrita no país, pouco favoráveis à instituição da literatura como prática social. O autor deve à Cláudia Cordeiro Tavares da Cunha Melo, hoje sua viúva, o inventário e a curadoria da própria obra, a qual abrange, de acordo com a mesma, os títulos abaixo descritos, considerando-se aqueles publicados em língua portuguesa.. Em 2017, foram publicados duas obras do poeta organizadas por ela: uma versão bilíngue de seus poemas e a definitiva Poesia completa, pela editora Record. O livro Cantos de Contar foi lançado para celebrar os 70 anos do nascimento do escritor, ocasião em que Cordeiro não apenas noticiou a tradução/publicação italiana de Oração pelo Poema (1966). Conforme referência a seguir, a reunião de sua poesia em uma edição da Record foi anunciada por ela em 2016 e publicada em dezembro de 2017.
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BARBOSA FILHO, Hildeberto. Alberto da Cunha Melo, grande pecador ou seis propostas para uma nova leitura. In: MELO, Alberto da Cunha. O cão de olhos amarelos & outros poemas inéditos. São Paulo: A Girafa, 2006. p. 259-267. BOSI, Alfredo. Uma estranha beleza. In: MELO, Alberto da Cunha. Dois caminhos e uma oração. São Paulo: A Girafa Editora; Recife: Instituto Maximiano Campos, 2003. p. 161-163. ___, Tradição de extremos. Orelha do livro O cão de olhos amarelos, 2006. (In: Poesia completa, Record, 2017). Republicado na revista Continente Multicultural, Recife: CEPE, ed. n. 64, abril de 2006. Livro premiado pelo Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras em 2007, ano da morte do poeta. Portanto, o último livro lançado por ele em vida. CORDEIRO, Cláudia. Faces da resistência na poesia de Alberto da Cunha Melo. Recife: Bagaço, 2003. DOURADO, Érica Roberto. Ressonâncias épicas em Yacala, de Alberto da Cunha Melo. 2015. 139 f. Dissertação (Mestrado em Letras) – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Três Lagoas.


