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Albert Löfgren

Johan Albert Constantin Löfgren, também conhecido como Alberto Loefgren, foi um botânico sueco naturalizado brasileiro, notado principalmente por ter sido um dos pioneiros do conservacionismo brasileiro e responsável pela criação de algumas das primeiras áreas protegidas do país.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 14/07/2026
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Biografia

Começos

Formado em filosofia e ciências naturais na Universidade de Uppsala, Löfgren mudou-se para o Brasil em 1874, integrando a expedição botânica comandada pelo naturalista Hjalmar Monsén (1807-1884), seguindo diretamente para Poços de Caldas, onde permaneceu por alguns anos. Löfgren auxiliou Anders Fredrik Regnell na expedição, realizada entre 1874 e 1877, nos estados de São Paulo e de Minas Gerais. Em 1877, realizou estudos na Serra do Caracol, em Andradas, Minas Gerais. Hjalmar Monsén retornou em seguida a seu país, mas Löfgren permaneceu no Brasil após o término dos trabalhos da expedição. Mais tarde, Löfgren trabalhou como engenheiro-arquiteto da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, entre 1877 e 1880, quando residiu na cidade de Pirassununga. Posteriormente mudou-se para Campinas, onde se dedicou ao ensino de ciências naturais.

O ativista ambiental

Empreendeu uma campanha férrea para a conscientização da população nas causas ambientais. À frente dos movimentos conservacionistas, lutou para conscientizar e sensibilizar tanto a população quanto as autoridades em todos os seus níveis. Em 1900, Löfgren alerta as autoridades para o desmatamento devido ao aumento do consumo de lenha pela ferrovias, sendo que uma delas consumia 500 m³ diários, o equivalente à destruição de 2 hectares de matas por dia. Neste mesmo ano, dá início a uma campanha para frear os desmatamentos na Serra da Cantareira empreendida pelos carvoeiros, e encabeça a comissão que tinha por objetivo elaborar o Código Florestal, como meio preventivo e disciplinador do desmatamento e utilização das matas. Neste mesmo ano, escreve inúmeros artigos e pronuncia várias conferências, alertando os paulistas para o uso que faziam de sua cidadania, às avessas, lembrando os poderes públicos da necessidade de uma legislação e de um serviço florestais.

O botânico

Outro grande feito de Löfgren foi ter colaborado como botânico na confecção do livro “Os Sertões” de Euclides da Cunha, junto com o engenheiro Theodoro Sampaio e o geólogo Orville Derby. Seria este trio também que também viria a colaborar nos ensaios que Euclides fez sobre a Amazônia. Foi na estrada entre Queimadas e Monte Santo que Euclides da Cunha entrou pela primeira vez em contato direto com as caatingas, que ele considerou capazes de assombrar ao mais experimentado botânico: "De um, sei eu [dizia Euclides], que ante ela faria prodígios. Eu porém, perdi-me logo, perdi-me desastrosamente no meio da multiplicidade das espécies (...)" Esses trechos retirados do “Diário de uma Expedição” e da “Caderneta de Campo”, pinçados não por acaso, permitem colocar a seguinte interrogação: quem seriam essas “pessoas mais competentes” que iriam analisar amostras recolhidas e quem seria o botânico que faria prodígios diante daquela “estranha e impressionadora” caatinga do sertão baiano? Certamente Euclides da Cunha estava se referindo aos seus amigos da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo, dirigida por Orville Derby e local onde trabalhava Alberto Löfgren, este último provavelmente o botânico que Euclides imaginava ser capaz de “fazer prodígios” diante da vegetação sertaneja. Derby, Löfgren e Theodoro Sampaio haviam indicado o nome de Euclides da Cunha para sócio do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo antes da viagem para a Bahia.

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Tributos e distinções

Imagem: Davis Santana · BY-SA · Openverse

Löfgren foi cônsul da Suécia em São Paulo desde 1891 e recebeu a medalha Regnelliana da Academia de Estocolmo em 1895. Fez parte de numerosas sociedades e institutos científicos nacionais e internacionais e, desde 1900 havia recebido o título de Cavaleiro de Primeira Classe da Ordem de Wasa. Em homenagem a Löfgren, o Horto Florestal de São Paulo leva o seu nome. Alberto Löfgren faleceu em 30 de agosto de 1918, aos 64 anos. Ao longo de sua carreira, dedicou-se ao estudo científico por mais de quatro décadas, com atuação em diferentes áreas e contribuições para o conhecimento da natureza no Brasil. A Rua Loefgren, na Vila Mariana, em São Paulo, inaugurada em 1930, também foi citada em sua homenagem.

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Fontes consultadas

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