Albert Hofmann
Albert Hofmann foi um cientista suíço, e mais conhecido como o "pai" do LSD.
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Ao trabalhar no isolamento de princípios ativos presentes no fungo ergô, pesquisando uma substância que impedisse o sangramento excessivo após o parto, sintetizou o Ácido Lisérgico, obtido a partir da hidrolisação da ergotamina (substância obtida no fungo); então fez cerca de 25 testes adicionando aminas diferentes no ácido. A 25° tentativa, chamada de LSD-25, foi sintetizada ao acaso, feita com uma amina chamada Dietilamina. Assim surgiu a Dietilamida do Ácido Lisérgico (LSD). Hofmann sentiu os efeitos dele quando a substância foi acidentalmente absorvida pela pele, mais precisamente em seu braço, e viu-se obrigado a interromper momentaneamente o procedimento, devido aos sintomas alucinantes que estava a sentir. Alguns anos após, pressentindo que havia descoberto algo demasiado misterioso para ser abandonado, repetiu a experiência intencionalmente e maravilhou-se. Inicialmente, a substância foi utilizada como recurso psicoterapêutico e para tratamento de alcoolismo e disfunções sexuais.
Albert Hofmann morreu de ataque do coração em 29 de abril de 2008 na cidade de Burg im Leimental, próximo de Basileia, Suíça, aos 102 anos.
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Depois de se aposentar da Sandoz em 1971, Hofmann foi autorizado a levar seus artigos e pesquisas para casa. Ele deu seu arquivo para a Fundação Albert Hofmann, uma organização sem fins lucrativos com sede em Los Angeles, mas os documentos ficaram guardados por anos. Os arquivos foram enviados para a área de São Francisco em 2002 para serem digitalizados, mas esse processo nunca foi concluído. Em 2013, o arquivo foi enviado para o Instituto de História da Medicina de Berna, na Suíça, onde está sendo organizado. De acordo com Beat Bächi, que tem pesquisado o espólio no Instituto como parte de um projeto de pesquisa da Swiss National Science Foundation (SNSF), o LSD, como uma droga, era algo para a elite cultural na opinião de Hofmann.


