Círculos operários católicos (França)
Os "Oeuvre des cercles catholiques d'ouvriers", foram uma associação criada no dia 23 de dezembro de 1871, por Albert de Mun e Maurice Maignen. O objetivo era reaproximar a classe operária do cristianismo, defendendo seus interesses materiais e morais, e, desse modo, evitar uma nova insurreição sangrenta como fora a Comuna de Paris.
Na primeira metade do Século XIX, já existiam iniciativas de ação social católica na Franca, como os Irmãos de La Salle que forneciam educação gratuita para filhos de artesãos e dos pobres e a Sociedade de São Vicente de Paulo. Em 1855, Maurice Maignen, que integrava os "frères de Saint-Vincent de Paul" (Irmãos de São Vicente de Paulo), fundou a "Association des jeunes ouvriers" (Associação de jovens trabalhadores). Em 1965, a "Association des jeunes ouvriers" passou a ser denominada como "Cercle des jeunes ouvriers" (Círculo dos Jovens Trabalhadores). Após a sangrenta repressão contra a Comuna de Paris, Albert de Mun, inspirado por Maurice Maignen, passou a defender a promoção de ações sociais em favor dos trabalhadores, pois acreditava que eram necessárias para evitar uma nova insurreição. Desse modo, fundou a "Oeuvre des Cercles catholiques d'ouvriers". O primeiro círculo, foi inaugurado em 7 de abril de 1872, em Belleville (Paris).
No dia 4 de setembro de 1871, foi criada a "Union des œuvres ouvrières catholiques de France" (União das Obras Católicas da França), dirigida por Louis Gaston Adrien de Ségur. Esta união reunia a multiplicidade de obras do mecenato numa única e vasta instituição de "companheirismo cristão". Mas os círculos pertencentes à "Oeuvre des cercles catholiques d'ouvriers" diferiam das entidades pertencentes à "Union des œuvres ouvrières catholiques de France", pois eram, especificamente, dirigidos a adultos e jovens trabalhadores, o que permitia uma maior autonomia de gestão, apesar do fato de cada circulo ter um comitê protetor, composto por integrantes da classe dominante. Outra diferença residia no fato de que as entidades pertencentes à "Union des œuvres ouvrières catholiques de France", eram, em regra, dirigidas por clérigos, enquanto que os círculos eram, na maioria das vezes, dirigidos por leigos. Nesse contexto, fomentava-se a formação de uma elite operária católica que buscasse soluções para a melhoria das condições de vida da classe trabalhadora.


