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Jerry Siegel

Jerome Siegel, mais conhecido como Jerry Siegel foi um artista, quadrinista estadunidense e uma das maiores figuras da história dos quadrinhos mundial, sendo o criador, em conjunto com Joe Shuster, do Superman.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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Biografia

Infância e juventude

Nascido a 17 de Outubro de 1914 em Cleveland, Ohio. Jerry Siegel era filho de imigrantes judeus da Lituânia, o mais jovem de seis irmãos. Seu pai, Mitchell Siegel (nome real Mikhel Segalovich) foi um pintor de placas que abriu uma loja de materiais e encorajou seu filho com inclinações artísticas. Mitchell morreu após um ataque cardíaco, quando sua loja foi roubada. Jerry estava na escola primária nessa época. A família de Siegel mudou-se para o bairro judeu de Glenville em 1928. Ele frequentou a Glenville High School em Cleveland, Ohio. Por volta dos 16 anos, em Glenville, ele fez amizade com Joe Shuster. trabalhou para um semanário estudantil, The Torch. Angariou alguma fama entre seus colegas com uma paródia de Tarzan chamada "Goober the Mighty." Aos dezesseis anos, ainda em Glenville, ele conheceu seu melhor amigo e futuro colaborador, Joe Shuster, Siegel descreveu sua amizade com Shuster, igualmente tímido e com óculos, além disso, Siegel encantara-se pela arte de Shuster, o qual desenhava especialmente bem. Siegel descreveu assim sua amizade com Shuster:

Primeiros trabalhos para a DC Comics (1935–1943)

Incapaz de pagar a faculdade, ele trabalhou em vários trabalhos de entrega, o tempo todo cortejando editores. No verão de 1935, ainda morando em Cleveland, ele e Shuster começaram a vender histórias em quadrinhos para a National Allied Publications, a principal precursora da DC Comics, em Nova York. A dupla criativa iniciou o trabalho nos quadrinhos com a célebre revista do Major Malcolm Wheeler-Nicholson chamada New Fun. Os personagens iniciais foram o mosqueteiro "Henri Duval" e o lutador sobrenatural contra o crime Doutor Oculto, no número 6 de outubro de 1935. Siegel e Shuster criaram um vilão careca telepata chamado "The Superman," que desejava dominar o mundo. Ele apareceu numa história curta chamada "The Reign of the Superman" de Science Fiction: The Advance Guard of Future Civilization #3, um fanzine de ficção científica que Siegel publicara em 1933. O personagem não fez sucesso. Depois de uma noite mal dormida em 1934, o personagem seria alterado para uma versão mais próxima do atual Superman. Siegel e Shuster começaram então a jornada de seis anos tentando encontrar um editor para o personagem. The Superman foi oferecido aos editores de Consolidated Book Publishing, que tinham publicado um livro de quadrinhos em preto e branco de 48 páginas chamado Detective Dan: Secret Operative No. 48. Mesmo respondendo com uma carta encorajadora aos jovens artistas, a Consolidated nunca mais voltaria a publicar quadrinhos. Shuster se irritou e queimou todas as páginas de The Superman, restando apenas a capa salva por Siegel que a retirou do fogo. Siegel e Shuster então alteraram o personagem tornando-o comparável a Slam Bradley, um aventureiro criado pela dupla e que aparecera em Detective Comics #1 (março de 1937). Em 1938, após uma proposta para More Fun Comics — publicado pela National Allied Publications, a precursora da DC Comics — o editor Vin Sullivan escolheu a nova aventura do personagem da dupla para a capa de Action Comics #1 (junho de 1938). No ano seguinte, Siegel & Shuster iniciaram a distribuição licenciada da tira do Superman.

Carreira no pós-guerra (1946–1959)

Durante seu serviço no Havaí, Siegel aprendeu com seu amigo Shuster que a DC Comics havia publicado uma história com uma versão infantil do Superman chamada Superboy", que foi baseada em uma história não vendida por Siegel. Como a DC Comics nunca comprou os direitos autorais do Superboy de Siegel, Siegel processou a DC Comics pelos direitos do Superboy. Um segundo problema que tiveram com a DC Comics foi que a DC os enganou com os royalties do programa de rádio do Superman e das mercadorias. Siegel e Shuster processaram simultaneamente os direitos do Superman. Na conclusão do julgamento, Siegel e Shuster concordaram em renunciar aos direitos autorais de Superman e Superboy em troca de um acordo de pouco mais de US$ 94 000. Os papéis de Siegel em 1948 sugerem que ele ficou com US$ 29 000 depois de pagar suas custas judiciais, mas antes de resolver seu divórcio.

Volta para a DC Comics (1959-1965)

Siegel retornou à DC Comics em 1959, a pedido de sua segunda esposa. Embora ele tenha escrito algumas histórias do Superman, ele não tinha mais nenhum controle criativo, mas respondeu à direção de seu editor. Durante esse tempo, ele escreveu extensivamente sobre o grupo Legião dos Super-Heróis, adicionando muitos personagens duradouros ao seu elenco. As contribuições de Siegel durante esse período são difíceis de determinar, porque a DC Comics geralmente não forneceu créditos para criadores. Seu último trabalho para a DC foi uma história curta incluída na revista Superman's Pal Jimmy Olsen #89 (dezembro de 1965). A DC Comics deixou de lhe dar trabalho em 1966, quando a empresa soube que Siegel e Shuster estavam planejando um segundo processo para recuperar os direitos autorais de Superman. Ele perdeu o processo.

Trabalhos posteriores

Siegel mais tarde trabalharia para a Marvel Comics, usando o pseudônimo de "Joe Carter" ao roteirizar as aventuras do "Tocha Humana" que apareceram na revista Strange Tales #112-113 (setembro-outubro de 1963), criando a namorada adolescente do herói chamada Doris Evans; e, com seu próprio nome, uma história retroativa dos X-Men com o Anjo, que apareceu em Marvel Tales e Ka-Zar.[carece de fontes?] Em 1966, Siegel escreveu também para a Archie Comics, quando criou histórias para os heróis The Fly, The Mighty Crusaders, The Web e Steel Sterling; para a Charlton Comics, onde criou os super-heróis; Mr. Muscles e Nature Boy. A série Mr. Muscles teve duas edições e Nature Boy, três.; e para a inglesa Lion, escrevendo para aventuras de The Spider. Em 1968 ele trabalhou para a Western Publishing, escrevendo histórias dos Junior Woodchucks (Escoteiros-mirins), criados por Carl Barks. Na década de 1970, ele foi contratado pela Mondadori Editore, na época, editora italiana dos quadrinhos da Disney que publicava a revista Topolino (nome do Mickey Mouse no país), creditado como roteirista ("soggettista e sceneggiatore").

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Ações na Justiça

Siegel & Shuster versus Time Warner

Em 1975, Siegel lançou uma campanha pública de protesto contra a DC Comics, reclamando do tratamento que ele e Shuster recebiam da empresa. A Warner Communications que controlava a DC aceitou pagar aos autores uma quantia vitalícia de 20 mil dólares por ano e garantiu que todos os quadrinhos, episódios de série de TV (que inclui a popular série Smallville), filmes e mais tarde jogos eletrônicos com o Superman fossem creditados como "Superman, criado por Jerry Siegel e Joe Shuster."

Herdeiros de Siegel versus Time Warner

Em 16 de abril de 1999, a viúva de Siegel, Joanne Siegel, e a filha deles, Laura Siegel Larson, intimaram a empresa sobre direitos autorais. Warner Bros. contestou essa intimação o que levaria a uma batalha legal. Em 26 de março de 2008, o Juiz Stephen G. Larson da Corte da Califórnia sentenciou que os Siegel ficassem com uma parte dos direitos no país do personagem. A sentença não afeta os direitos internacionais da Time Warner e da sua subsidiária DC Comics. Isso valia para os trabalhos publicados a partir de 1999.

Superboy

Superboy foi objeto de uma batalha legal entre Time Warner, a proprietária da DC Comics e os herdeiros de Jerry Siegel. Os Siegels alegaram que Jerry Siegel era um trabalhador avulso quando propôs o personagem, que foi rejeitado pela DC à época. Quando retornou da Segunda Guerra Mundial, Siegel soube que a DC publicara uma história do Superboy, similar à sua proposta. Em 23 de março de 2006, o Juiz federal Ronald S. W. Lew deu ganho de causa aos Siegel. Warner Bros. e DC Comics entraram com recurso e ajuizaram uma moção em janeiro de 2007. Em 27 de julho de 2007, o Juiz Federal Larson (substituto de Lew) revogou a primeira sentença.

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Fontes consultadas

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