Charlton Heston
Charlton Heston, nome artístico de John Charles Carter, foi um ator e ativista político norte-americano, notabilizado no cinema por papéis heroicos em superproduções da era de ouro de Hollywood, como Moisés, de Os Dez Mandamentos, Judah Ben-Hur, de Ben-Hur, George Taylor, de Planeta dos Macacos, o lendário cavaleiro espanhol El Cid, no filme homônimo, e Robert Neville, em A Última Esperança da Terra.
Em 1952, o filme O Maior Espetáculo da Terra, superprodução de Cecil B. DeMille ambientada no mundo do circo, transformou Heston numa estrela de primeira grandeza do cinema. A partir dali, seu porte ereto, sua altura e o perfil musculoso, lhe dariam os papéis mais simbólicos nas superproduções dos anos 50 do cinema norte-americano. Os Dez Mandamentos (filme de 1956), de 1956, marcou sua imagem como Moisés e a partir dele todos os grandes papéis heroicos e históricos encontraram Heston para representá-los. Nos anos 50 e 60, ele filmou sucessos como 55 Dias em Pequim, El Cid, Agonia e Êxtase e Ben-Hur (1959), entre outros, recebendo o Oscar de melhor ator pelo último, um dos onze recebidos pelo filme, que se manteve solitariamente como o mais premiado pela Academia em todos os tempos até ser igualado em 1997 por Titanic e em 2003 por O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei. Em 1958, num trabalho diferente dos papéis históricos pelo qual ficaria marcado, fez um dos mais elogiados filmes de Orson Welles, A Marca da Maldade, mostrando sua capacidade de trabalhos mais artísticos em filmes menores.
Charlton Heston foi um liberal democrata e fazia campanhas pelos candidatos à presidência, como Adlai Stevenson e John Kennedy. Ativista pelos direitos civis dos negros, ele acompanhou Martin Luther King durante a Marcha pelos direitos civis a Washington, em 1963, chegando a usar uma faixa onde se lia “Todos os homens nascem iguais”. Em 1968, após o assassinato do senador Robert Kennedy, ele apareceu num programa da tv americana junto com Gregory Peck e Kirk Douglas pedindo apoio para o presidente Lyndon Johnson e sua tentativa de aprovar no Congresso o Ato a favor do controle de armas nos Estados Unidos. Anos mais tarde diria que nesta ocasião era jovem e tinha sido bobo e tolo. Heston também ficou conhecido como um oponente do macartismo e da segregação racial nos Estados Unidos, que, segundo ele, apenas ajudavam a causa do comunismo mundial, além de ter sido um grande crítico de Richard Nixon, que considerava um desastre.


