Romário
Romário de Souza Faria é um político, empresário e futebolista brasileiro. Joga pelo America-RJ. Em sua carreira no futebol, jogou primariamente como centroavante. É um dos maiores centroavantes brasileiros, do futebol mundial e de todos os tempos, sendo amplamente reconhecido por muitos jogadores nacionais e estrangeiros. Entre os seus muitos títulos, destaca-se a Copa do Mundo FIFA de 1994 com a Seleção Brasileira, na qual foi a figura principal. Na época do mundial, era jogador do Barcelona e encantou até o duro treinador da equipe e maior jogador da história da Holanda, Johan Cruijff, autor de um dos famosos apelidos do atacante: "gênio da grande área". Em fevereiro de 2024, tomou posse como presidente do America-RJ e, em abril do mesmo ano, foi inscrito como jogador do clube 15 anos após sua aposentadoria em 2009. Também é Senador da República pelo Rio de Janeiro, filiado ao Partido Liberal (PL).
Filho de Edevair de Souza Faria e Manuela Ladislau Faria, morou na comunidade do Jacarezinho até os três anos de idade, quando mudou-se para a Vila da Penha. Lá jogou no time de futebol do Estrelinha, fundado por seu pai, o que era uma maneira de incentivá-lo à prática dos esportes. Foi no asfalto e nas quadras de futebol de salão que aprendeu a jogar. Com pouco tempo já era destaque entre os garotos, e já jogava entre os mais velhos. Em 1979, um olheiro o levou para fazer testes no infantil do Olaria. De cara ele foi artilheiro e campeão carioca na categoria infantil em 1979. Destaque entre os jogadores da equipe, foi levado depois ao Vasco da Gama, foi obrigado a fazer um "estágio" de um ano, pois o jogador não tinha condições legais de ingressar no clube por causa de sua idade. Já na categoria juvenil e juniores do Vasco, conseguiu por três anos seguidos ser artilheiro do Campeonato Carioca: em 1982,1983 e 1984, além de ser bicampeão em 1983 e 1984, mostrando assim que estava surgindo um dos maiores artilheiros de todos os tempos do futebol.
No Brasil, Romário conseguiu ser ídolo nos rivais cariocas, Flamengo e Fluminense, além do America. Sua carreira, porém, está mais identificada ao Vasco da Gama, visto que é o segundo maior artilheiro do clube com 326 gols, onde também iniciou sua carreira e lhe garantiu reconhecimento nacional e internacional, conquistando o Campeonato Brasileiro de 2000, a Copa Mercosul de 2000, o Campeonato Carioca de 1987 e 1988, além de torneios estaduais, nacionais e internacionais. Seu período no futebol europeu iniciou-se em 1988, atuando pelo PSV Eindhoven, da Holanda. Ali permaneceu por cinco temporadas e meia, conquistando títulos importantes para o clube do técnico Guus Hiddink e posteriormente do técnico Bobby Robson, ganhando os Campeonatos Holandeses de 1988–89, 1990–91 e 1991–92, a Copa dos Países Baixos em 1989 e 1990 e a Supercopa dos Países Baixos em 1992. Após sua passagem pelo PSV, Romário foi negociado por US$ 5 milhões pelo Barcelona, onde teve relevante participação na conquista de importantes títulos, entre eles o Campeonato Espanhol de 1993–94. Considerado um dos jogadores mais importantes entre os que vestiram a camisa do clube catalão, foi colocado na eleição feita em 2007 pelos leitores do jornal catalão El Mundo Deportivo no time dos sonhos do Barcelona, deixando claro que é ídolo da torcida.
Início no Vasco
No Vasco, Romário iniciou a sua carreira profissional em 1985, promovido ao time principal por Antônio Lopes. Sua estreia em jogos oficiais ocorreu em 6 de fevereiro, na vitória vascaína por 3–0 sobre o Coritiba, partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Romário entrou no segundo tempo, no lugar de Mário Tilico. Já seu primeiro gol foi marcado no dia 18 de agosto, em um amistoso contra o time do Nova Venécia, marcando duas vezes em uma goleada de 6–0 sobre a equipe capixaba. Começou a chamar a atenção de torcedores e jornalistas já no Campeonato Carioca de 1985, onde foi vice-artilheiro. Considerado uma grande revelação, assinou seu primeiro contrato profissional em 1986, ano em que fez dupla de ataque com o consagrado jogador Roberto Dinamite, em um elenco vascaíno que ficaria marcado por contar com os dois maiores ídolos da história recente do clube, mesclando também outros veteranos consagrados e jovens talentos. Dinamite diria, mais tarde: "Você sabe o que é jogar ao lado do Romário de 20 anos de idade? Era só jogar a bola para ele. Das três que chegavam no pé, duas ele colocava dentro do gol".
PSV Eindhoven
Durante o ano de 1988, Romário chegou a ser negociado para jogar no São Paulo, mas isso não se concretizou porque o PSV levou primeiro o jogador. Romário transferiu-se para o PSV por US$ 6 milhões de dólares estadunidenses, sendo na época a mais cara contratação brasileira por um clube estrangeiro ultrapassando a que era até então a maior que havia sido a de Zico que foi vendido para a Udinese, da Itália, por US$ 4 milhões de dólares em 1983. Romário teve realmente um mega contrato; além do salário de US$ 1 milhão de dólares por temporada com mordomia, US$ 1 milhão de dólares de luvas, uma casa com vários quartos e todos os empregados necessários, equipamento de som e vídeo da Philips, um carro Opel GSI, 10 passagens aéreas por ano entre Holanda e Brasil, liberdade para fazer qualquer publicidade no mundo inteiro, contrato publicitário com a Philips do Brasil, curso de inglês e holandês para ele e sua esposa Mônica Santoro, um intérprete, cursos em faculdades locais e se seu passe fosse vendido por mais de US$ 3,7 milhões de dólares para outro clube, ele teria direito a 15% de tudo que excedesse a esse valor. O técnico da equipe neerlandesa, Guus Hiddink, veio pessoalmente ao Brasil para participar das negociações.
Barcelona
Romário chega ao Barcelona como o jogador brasileiro mais bem pago do mundo com um salário de US$ 1,4 milhões de dólares por temporada e tem um início arrasador no clube catalão. Na pré-temporada, marca quatorze gols em oito partidas, seu primeiro título veio em cima do São Paulo no Torneio Tereza Herrera, em que o Romário faz o gol do título de cabeça na final. Logo após conquista outro torneio Troféu FORTA em Marbella sendo o artilheiro e também é artilheiro do Troféu Isla de Tenerife. Conseguiu também, para a surpresa geral, a amizade do temperamental Hristo Stoichkov, que não escondera da imprensa seu descontentamento inicial com a chegada de um quarto estrangeiro — na época, as regras só permitiam três em campo, e o Barcelona já reunia, além do búlgaro, o neerlandês Ronald Koeman (ex-colega de PSV) e o dinamarquês Michael Laudrup, todos já consagrados no clube. De fato, Cruijff teve de revezar os quatro em um rodízio que pouco os agradava, mas logo Romário se destaca e é eleito o segundo melhor jogador do mundo pela FIFA em 1993.
Flamengo
No início de 1995 o Flamengo contrata o jogador, em uma inusitada jogada de marketing, após cerca de três a quatro meses de negociações com o Barcelona, facilitadas com a colaboração do próprio Romário. O negócio foi feito graças a uma mobilização de empresas desejosas em ter, em contrapartida, a imagem do craque. Em agosto de 2019, em uma enquete realizada pelo site GloboEsporte.com com 100 pessoas, entre jornalistas e ex-jogadores, essa contratação foi eleita a maior da história do futebol brasileiro. Romário foi o 1º jogador jogando fora da Europa (e o único até hoje, já que no anúncio da FIFA, na época feito no dia 30 de janeiro de 1995 em Lisboa, ele já estava oficialmente contratado pelo Flamengo, onde já tinha inclusive estreado) a ser eleito o Melhor Jogador do Mundo pela FIFA em 1994, devido ao seu bom desempenho pelo Barcelona e papel decisivo no tetracampeonato mundial brasileiro: para isso, Brahma, Banco Real, Rede Bandeirantes e Multiplan forneceram os recursos para a contratação do Baixinho que chegou como o jogador mais bem pago do Brasil com salário de R$ 62,5 mil mensais. Como grande contratação do ano em que o Flamengo festejava seu centenário, Romário chegou festejado pelos flamenguistas, fazendo desfile, em carreata, para 1 milhão de pessoas. Ofusca a chegada de outro tetracampeão, curiosamente também consagrado em um rival, o Fluminense: Branco.
Valencia
Em 10 de junho de 1996, foi anunciado pelo Valencia. Romário chega no Valencia como o jogador mais bem pago do mundo com um salário de US$ 3,6 milhões de dólares por temporada, mas pouco dura no Valencia, por coincidência tem sua estreia em um amistoso contra seu anterior clube o PSV e marca seu primeiro gol pelo Valencia em outro amistoso contra o time Colônia (ALE) e acaba ganhando apenas dois torneios, Torneio Naranja em cima do próprio Flamengo, porém, não disputa esse jogo e durante o torneio marca apenas um gol contra o Perugia na competição e também ganha o Troféu de la Generalitat Valenciana no qual ele também marca apenas um gol contra o Feyenoord e ganha o título em cima do time espanhol Hércules. Logo após desentende-se com o técnico Luis Aragonés e vê-se isolado no elenco, que apoia o treinador.
Retorno ao Flamengo
No dia 26 de outubro de 1996, retorna ao Flamengo em um período de empréstimo até 25 de julho de 1997 e vai com o Flamengo a três decisões, mas duas são perdidas em empates por 2 a 2: o Torneio Rio-São Paulo, contra o Santos, e a Copa do Brasil, contra o Grêmio, em que ele chega a marcar, mas o Grêmio fica com o título pelo critério do gol fora de casa. O único título conquistado é o da Copa dos Campeões Mundiais de 1997, mas Romário não jogou nenhuma partida do torneio porque o técnico Sebastião Rocha e a equipe decidiram poupá-lo para usá-lo em outras competições, como a Copa do Brasil e o Torneio Rio-São Paulo. No Cariocão, o jogador fica com a artilharia pela segunda vez seguida. Tornou-se também o segundo jogador a marcar gols contra os 4 grandes paulistas no mesmo ano. Em uma partida contra o Madureira pelo estadual, Romário marcou o seu centésimo gol pelo Flamengo. Na mesma partida, porém, se envolveu em uma briga com o lateral Cafezinho, do Madureira.
1985 - Copa do Mundo de 1990
Romário começou a jogar pela Seleção Brasileira desde as categorias de base. Em 1985 foi campeão e artilheiro do campeonato Sul-Americano Sub-20, porém, já enfrentava problemas com treinadores, algo que o marcaria: irritado com a falta de foco de Romário, que gostava de passar o tempo paquerando as mulheres que via, além de outros atos de indisciplina, o técnico Gílson Nunes não o coloca na lista dos jogadores que vai disputar (e vencer) o Campeonato Mundial Sub-20, na União Soviética. No ano seguinte, quando tem um começo de carreira profissional arrasador no Vasco da Gama, chega a ser pedido por parte da torcida brasileira para que fosse convocado por Telê Santana para a Copa do Mundo FIFA de 1986, mas o técnico sequer o cogita. É apenas em 1987 que Romário finalmente estreia com a seleção principal, recebendo a primeira chance com Carlos Alberto Silva em um amistoso contra Irlanda. É chamado para a Copa América de 1987. Como reserva, vê o Brasil cair ainda na primeira fase. A primeira vez que Romário utilizou a camisa 11 da Seleção foi em uma vitória do Brasil (1–0, gol dele) contra a Austrália, em Melbourne, pelo Torneio Bicentenário da Austrália de 1988.[carece de fontes?]
Copa do Mundo de 1994
No entanto, após questionar o técnico Carlos Alberto Parreira sobre ter sido chamado para um amistoso contra a Alemanha em 16 dezembro de 1992 e ficado no banco de reservas (ele só jogou os últimos 23 minutos e o Brasil venceu por 3 a 1), acabou sendo deixado de lado, a despeito da boa fase que mantinha no PSV e, posteriormente, no Barcelona. Apesar do clamor popular, devido à decepcionante campanha rumo à Copa do Mundo FIFA de 1994, que chegou a incluir a primeira derrota brasileira nas Eliminatórias (0 a 2 para a Bolívia, em La Paz), Romário só voltou a ser chamado na última partida, por conta da contusão do atacante Müller. Assim como na Copa América de 1989, o jogo decisivo foi contra o Uruguai, no Maracanã. Se perdesse, o Brasil ficaria de fora, pela primeira vez, de uma Copa do Mundo FIFA. Romário não deu chances. Em uma das atuações mais inspiradas já vistas no estádio, ele marcou os dois gols da vitória e garantiu seu lugar no mundial dos Estados Unidos, prometendo o tetracampeonato.
Olimpíadas e Copa do Mundo de 1998
Não jogou pelo Brasil nos anos de 1995 e 1996, quando a prioridade do técnico Zagallo era testar jogadores jovens, aceitáveis pelas regras do futebol nas Olimpíadas de 1996. Chegou a ser convocado por Zagallo algumas vezes em 1995, mas pediu dispensa, alegando que queria focar no Flamengo, mas que jogaria pela Seleção nas Olimpíadas. Romário pretendia se dedicar totalmente ao clube e só voltar à Seleção nas Olimpíadas de Atlanta, para ajudar o Brasil a conquistar o até então inédito ouro olímpico. Muitos torcedores pediam pela convocação do atacante para os jogos olímpicos. Porém, Zagallo optou por não convocar Romário para as Olimpíadas de 1996 e levou o meia Rivaldo em seu lugar, o que gerou críticas. O treinador disse que não convocou Romário porque o jogador não marcava os adversários e tinha problemas de disciplina. O fato de Romário não ter jogado pela Seleção durante a preparação para as Olimpíadas também incomodou Zagallo, que chegou a reclamar de "falta de amor à amarelinha". Sem Romário, o Brasil terminou aquelas Olimpíadas com a medalha de bronze.
Anos 2000
Após a Copa, com a derrota brasileira na final contra a anfitriã França, o técnico escolhido foi seu desafeto Vanderlei Luxemburgo. O Baixinho foi utilizado pelo treinador em apenas dois jogos: no empate de 2 a 2 com o Barcelona num amistoso em 1999 por ocasião do centenário do clube; e na goleada por 5 a 0 contra a Bolívia pelas Eliminatórias da Copa de 2002 em que Romário marcou três vezes. No entanto, apesar dos pedidos de que ele fosse chamado para as Olimpíadas de 2000 como um dos jogadores acima dos 23 anos, Luxemburgo não o convocou. Após o fracasso olímpico do Brasil e a demissão de Vanderlei Luxemburgo, Romário voltou a ser convocado, dessa vez pelo técnico interino Candinho. O atacante teve uma grande atuação contra a Venezuela e marcou quatro vezes na goleada por 6 a 0, em jogo válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 2002. Logo após, sob o comando do novo treinador Emerson Leão, o atacante acabou sendo chamado para alguns amistosos e jogos das Eliminatórias. Leão, no entanto, abriu mão de Romário e de outros jogadores, levando virtualmente um elenco B para a Copa das Confederações FIFA de 2001. Com um desempenho insatisfatório na competição, em que o Brasil acabou sendo eliminado na semifinal e perdeu para a Austrália o terceiro lugar, Leão foi demitido e substituído por Luiz Felipe Scolari.
Romário é um dos maiores artilheiros do história do futebol, e o quarto maior artilheiro da Seleção Brasileira segundo a FIFA, com 55 gols marcados contando apenas jogos oficiais, ficando em segundo lugar na posição até outubro de 2004 quando foi ultrapassado por Ronaldo, após a sua aposentadoria da Seleção. Sua média de gols pelo Brasil é superior a Neymar (primeiro) e Ronaldo (terceiro). É o jogador que mais fez gols em uma temporada com a camisa da Amarelinha, balançando as redes 20 vezes em 1997. É o segundo maior artilheiro da Seleção Brasileira nas Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA, ficando em primeiro lugar até setembro de 2021, quando foi ultrapassado por Neymar. Foi o jogador mais bem pago do mundo em 1996, quando atuava pelo Valencia. Para a revista argentina El Gráfico, é o maior goleador da história do futebol com 768 gols em jogos oficiais. Da mesma forma assim o considera a revista Placar, com 731 gols em competições oficiais. É ainda o jogador com o maior número de artilharias na história do futebol — foi artilheiro em 31 das 83 competições que disputou como profissional, sendo 27 em competições oficiais. Foi o terceiro jogador a ter o recorde de ter sido campeão da Copa do Mundo e ganhado o prêmio de melhor jogador do mundial, depois de Paolo Rossi em 1982 e Diego Maradona em 1986. Lionel Messi também conseguiu esse feito em 2022. Romário é o único brasileiro entre os recordistas, tendo sido campeão e melhor jogador do mundial em 1994. Foi eleito o melhor jogador estrangeiro de todos os tempos do futebol holandês em uma pesquisa feita pelo jornal Sportwereld, da Holanda. Para a IFFHS, Romário é o quarto maior goleador do futebol mundial em campeonatos nacionais de primeira divisão e o segundo maior artilheiro por clubes da história, ficando em primeiro lugar até março de 2022, quando foi ultrapassado por Cristiano Ronaldo. Foi eleito o melhor centroavante do século pela revista holandesa Voetbal International e considerado o maior centroavante da história do futebol mundial pelo site do UOL.
Após entrar para a política, Romário alugou uma casa em Brasília, onde morou entre 2012 e 2016. Em 2019, a Justiça decidiu que o ex-jogador tinha que pagar os aluguéis atrasados do imóvel. Também chegou a ser decidido que ele iria ter parte do salário de senador penhorado para pagar a dívida da casa, mas depois essa decisão foi revertida, decidindo-se por outros tipos de cobrança. Em 2015 e 2016, quando Romário ainda morava na casa em Brasília, algumas pessoas tentaram invadir a casa, mas foram detidos. Um inquérito foi aberto para investigar se Romário teria cometido crime ambiental ao realizar obras na casa em Brasília. Ao final, a conclusão foi de que as obras não causaram qualquer dano direto ou indireto na área de proteção ambiental onde fica a casa e o inquérito foi arquivado.
Deputado federal
Em 2009, anunciou sua entrada na política, filiando-se ao PSB. Concorreu ao cargo de deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro nas eleições de 2010, sendo eleito o sexto candidato mais votado do estado. Foi eleito presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara em 6 de março de 2013. Meses depois, em 9 de agosto, anunciou sua desfiliação do PSB, que o obrigou a deixar a presidência da comissão. Romário regressou ao partido em 26 de setembro de 2013, tornando-se também presidente do partido no estado do Rio de Janeiro.
Senador
Em 5 de outubro de 2014, elegeu-se senador pelo Rio de Janeiro com 4 683 963 votos, correspondendo a 63,43% dos votos e 38,53% do número de eleitores. Em abril de 2015, concedeu uma polêmica entrevista à revista Placar em que revelou pela primeira vez o desejo de um dia se tornar prefeito do Rio de Janeiro e disse uma frase emblemática sobre a política brasileira: Em seguida à publicação, o senador pediu desculpas em sua conta no Facebook e disse que se empolgou durante a entrevista. Ele afirmou em nota que "existem ótimos políticos no Congresso Nacional”. Apesar de sua negativa, em 27 de julho de 2015 a revista Veja publicou uma reportagem afirmando que obteve com o Ministério Público Federal o extrato de uma conta no banco suíço BSI em que Romário teria cerca de 7,5 milhões de reais. Imediatamente Romário respondeu com ironia às acusações e se deslocou até a Suíça para confirmar a existência da conta e do dinheiro. O banco BSI informou que o extrato publicado pela revista era falso e apresentou queixa ao ministério público da Suíça. Devido à falsidade das informações publicadas Romário abriu processo por danos morais e direito de resposta contra a revista Veja, apesar do pedido de desculpas e reconhecimento do erro publicados pela revista.
Envolvimento em acidente de trânsito
No dia 16 de dezembro de 2017, Romário se envolveu em um acidente de trânsito na Avenida das Américas, uma via que corta o bairro carioca da Barra da Tijuca. O acidente consistiu na colisão de um Porsche Macan Turbo, inscrito no nome da irmã do senador, com uma motocicleta. A vítima, o motociclista Ernesto Gill Cavalcante da Silva, sofreu uma grave fratura na bacia e teve que passar por uma cirurgia. A ocorrência foi registrada como lesão corporal culposa na 16ª DP (Barra da Tijuca). Segundo informações iniciais do 31.º BPM (Barra da Tijuca), Romário era o proprietário do automóvel que, no instante do acidente, seria dirigido por Marcelo Antônio Soares Wagner, um amigo do ex-futebolista. No entanto, segundo relatos de testemunhas, Romário foi visto deixando o carro pela porta do motorista, fato confirmado pelo senador. O político justificou os relatos afirmando que, por conta da batida, a porta do carona teria travado e que teve que sair pela porta da esquerda a fim de prestar socorro à vítima. Já de acordo com o depoimento de uma outra testemunha, Romário dirigia o veículo e que o ex-futebolista estaria sozinho no carro, hipótese reforçada por indícios de que Marcelo não estaria no local do acidente na hora da batida em razão do cruzamento de dados de antenas de operadoras de telefonia. Em razão de tais indícios e relatos, Romário passou a ser considerado autor do crime pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).
Acusações de ocultação de patrimônio
No dia 25 de fevereiro de 2018, uma reportagem do jornal O Globo denunciou que Romário teria ocultado parte de seu patrimônio a fim de evitar o pagamento de dívidas reconhecidas pela Justiça. Estima-se que o ex-futebolista possuía, em 2018, uma dívida de R$ 20 milhões com credores. A matéria apurou que os seguintes bens, avaliados em R$ 9,6 milhões, estiveram ou estão oficialmente registrados em nome de terceiros: No dia seguinte ao da publicação da matéria, ao responder perguntas feitas pelo jornal O Globo, Romário negou que tivesse adquirido algum imóvel de Adriana Sorrentino, afirmou que os apartamentos citados pertenciam à empresa Romário Sports Marketing, firma que tem o senador como principal sócio, após serem transferidos pela Cyrela em 2016 e que não via irregularidades em relação à posse do veículo mencionado por sua irmã. Nas redes sociais, Romário declarou que todo o seu patrimônio estava declarado à Receita Federal dentro da legalidade e que a matéria estaria sendo utilizada politicamente contra ele visto que o político era pré-candidato a governador do estado do Rio de Janeiro na época.
Proposta de delação de Hudson Braga
Em abril de 2018, a coluna Radar, da revista Veja, revelou parte da proposta de delação de Hudson Braga, coordenador da campanha de Luiz Fernando Pezão ao Governo do Estado do Rio de Janeiro em 2014, à Justiça. De acordo com a proposta de delação, Romário teria cobrado R$ 3 milhões para apoiar a reeleição de Pezão. O valor teria sido acertado em uma sala de reunião de um hotel, onde Romário teria indicado o valor com três dedos e confirmado com um gesto positivo temendo ser gravado. O pagamento teria sido feito em espécie por pessoa indicada pelo senador. Em nota publicada em sua página pessoal no Facebook, Romário declarou que as afirmações de Braga são uma difamação a ele.
Candidatura ao governo do Rio de Janeiro em 2018
No dia 28 de junho de 2017, Romário deixou o partido que até então estava filiado, o PSB, a fim de filiar-se ao Podemos (PODE), argumentando que a nova sigla apresentava "um modelo de fazer política mais conectado com a sociedade atual". Na cerimônia de lançamento do Podemos, ocorrida em 1º de julho de 2017, foi exibido um vídeo onde Romário anunciava sua filiação à legenda. No dia 27 de setembro de 2018, durante o programa Bem, Amigos!, transmitido pelo SporTV, Romário anunciou sua pretensão de se candidatar ao cargo de governador do estado do Rio de Janeiro nas eleições do ano seguinte. A declaração foi feita em meio a críticas dos comentaristas do programa em relação à crise política brasileira. Em 16 de março de 2018, Romário anunciou, em evento realizado no Club Municipal, sua pré-candidatura ao Governo do Estado do Rio de Janeiro pelo Podemos nas eleições de 2018.
Filho de Edevair de Souza Faria e Manuela Ladislau Faria, Romário foi casado três vezes e tem seis filhos com quatro mulheres diferentes. Com a primeira esposa, Mônica Santoro, teve Moniquinha e Romarinho. Separado de Mônica devido a suas aventuras extraconjugais, Romário depois casou-se com Danielle Favatto, com quem teve Daniellinha. Danielle separou-se dele após a descoberta de que Romário tivera um relacionamento extraconjugal com a atriz Edna Velho, com quem teve Raphael. Sua terceira esposa foi Isabelle Bittencourt, com quem teve Isabellinha e Ivy. Em 2001 foi satirizado no programa de Chico Anysio, Escolinha do Professor Raimundo, pela paródia Ramório. Ele criou em 1998 o Café do Gol, que não deu certo em duas tentativas — na primeira, como casa noturna e, na segunda, como bingo. Ambas duraram dois anos cada. Posteriormente, a empresa responsável pelas obras processaria Romário, alegando falta de pagamento. Romário defendeu-se afirmando que o débito teria se extinguido em decisão judicial de 2005. Por causa dessas dívidas com a empresa, alguns bens de Romário chegaram a ser colocados à leilão, que depois foi suspenso pela Justiça. Outras dívidas chegaram a colocá-lo uma noite na cadeia, em 2009, quando atrasou o pagamento da pensão dos filhos que tem com Mônica Santoro.
Clubes que gostaria de ter jogado
Depois de se aposentar como jogador, Romário disse que gostaria de ter jogado no Botafogo, no São Paulo e no Corinthians.
Problemas com pensão alimentícia
No dia 14 de julho de 2009, Romário foi levado à 16ª DP, situada na Barra da Tijuca, por suspeita de não pagar pensão alimentícia à ex-mulher Mônica Santoro, com quem tem dois filhos, Moniquinha e Romarinho. O ex-jogador passou a noite detido na delegacia, onde dividiu uma cela com outros dois detentos. No dia seguinte, a Justiça do Rio de Janeiro expediu um alvará de soltura após a quitação da dívida de R$ 89.641,44, referentes a dois meses da pensão dos filhos. Antes de ser liberado, Romário prestou esclarecimentos em uma audiência ocorrida no Fórum da Barra da Tijuca. Em agosto de 2004, quando atuava no Fluminense, Romário também teve que depor após Mônica Santoro ter reclamado que o jogador lhe devia cerca de R$ 140 mil de pensão alimentícia. Na ocasião, Romário ficou detido por cerca de seis horas.
Em 2022, Romário submeteu-se a exame de ancestralidade, onde descobriu que possui uma sopa genética, onde possui 30% de ancestralidade africana, Costa da Mina (dos países Nigéria, Gana, Togo e Benim), leste (da Tanzânia à África do Sul) e oeste africanos (que compreende de Camarões à República Democrática do Congo), além de etnias como mandê (do Mali à Costa do Marfim) e khoisan (de Angola a Botsuana), 56% de ancestralidade europeia (Península Ibérica, Itália e Sardenha), 2% de ancestralidade do Oriente Médio e 10% americana.
Gol 500
Marcado em 30 de abril de 1997, na partida Brasil 4–0 México, em um amistoso. Romário marcou três gols na partida, sendo o primeiro o 500º gol. Tinha 31 anos e três meses quando fez seu 500º gol, Romário terminou aquela temporada com 63 gols.
Gol 600
Marcado em 22 de janeiro de 1998, na partida Flamengo 2–2 São Paulo, pelo torneio Rio-São Paulo. Romário marcou um gol na partida, sendo o 600º gol. Tinha 31 anos, faltando sete dias para completar 32 anos de idade. Romário terminou aquela temporada com 42 gols.
Gol 700
Marcado em 11 de março de 2001, na partida Vasco 2–0 Cabofriense, pelo Campeonato Carioca. Romário marcou dois gols na partida, sendo o primeiro o 700º gol. Tinha 35 anos e dois meses de idade, Romário terminou aquela temporada com 45 gols, porém, Romário não concordou com a contagem, pois foram contabilizados apenas gols oficiais, sendo assim, Romário disse que não estava de acordo porque naquela altura ele tinha certeza que já estava chegando ao gol 800º.
Gol 800
Marcado em 7 de outubro de 2001, na partida Vasco 5–1 Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro. Romário marcou três gols na partida, sendo o primeiro o 800º gol. Tinha 35 anos e nove meses de idade. Romário terminou aquela temporada com 45 gols.
Gol 900
Marcado em 2 de abril de 2004, na partida Fluminense 3–3 Paysandu, pelo Campeonato Brasileiro. Romário marcou um gol na partida, sendo o 900º gol. Tinha 38 anos e três meses de idade. Romário terminou aquela temporada com 17 gols.
Gol 1000
Marcado em 20 de maio de 2007, na partida Vasco 3–1 Sport, pelo Campeonato Brasileiro. Romário marcou um gol na partida, sendo o 1000º gol. Havia acabado de fazer 41 anos. Romário terminou aquela temporada com 15 gols.


