Alain Soral
Alain Soral é um escritor, sociólogo, ensaista, jornalista, realizador e instrutor de boxe. Alain Soral é diretor da Égalité et Reconciliation, think tank francês que tem produzido livros e debates sobre variados temas de interesse social na França.
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Alain Bonnet nasceu em Aix-les-Bains em 1958, crescendo nos subúrbios de Annemasse e mudando-se para Meudon aos doze anos para estudar numa reputada escola católica, o Collège Stanislas de Paris. No seu site pessoal, Alain Soral aponta 1976 como o início da sua carreira de "agitador". É o ano em que atinge a maioridade, mas também o ano em que se sai da conflituosa casa de seus pais. Em 1978 entra nas Belas Artes de Paris e apaixona-se pela poesia e pela filosofia. A partir de 1980 frequenta salas de boxe. É acolhido por uma família de universitários, sendo admitido como estagiário na École des Hautes Études en Sciences Sociales, e publica em 1984 o ensaio de sociologia popular Les Mouvements de Mode expliqués aux parents, traduzido em japonês no ano seguinte. Apesar do sucesso da obra, Alain Soral desentende-se com os seus mentores, decidindo viver no campo, onde mantém uma ativa produção literária.
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Alain Soral é um personagem polêmico do panorama intelectual francês: para uns um provocador, para outros, um defensor de um pensamento livre da ideologia dominante. Considera-se um marxista, apesar de afiliar-se com personalidades conservadoras como Marine Le Pen. Dedica-se à crítica daquilo que entende ser a ideologia dominante nos media franceses, e milita a favor da liberdade de expressão e de pensamento no país. Soral denuncia o sionismo internacional, apontando o domínio de certa elite vinculada a Israel na economia mundial, como uma nova classe dominante composta por financistas parasitários, em detrimento dos produtores imediatos de riquezas. Ele está relacionado com os grupos nacionalistas que ressurgem na Europa e com tradicionalistas, apontando o iluminismo como um sintoma de decadência. Sua editora foi condenada em 2013 a retirar de circulação livros de cunho considerado antissemita, por tribunal que nestes viu "ofensa contra um grupo de pessoas por serem membros de uma religião especifica e negação de crimes contra a humanidade", e também "incitação ao ódio extremo". Soral foi também condenado criminalmente em 2014 por difamação, no processo do jornalista Frédéric Haziza.


