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Alabás ibne Almamune

Alabás ou Abbas ibne Almamune foi um príncipe e um general árabe, filho do califa abássida Almamune (r. 813–833). Um distinto líder militar durante as guerras bizantino-árabes, ele foi passado pra trás na sucessão de seu pai por seu tio, Almotácime (r. 833–842). Em 838, ele foi preso por seu envolvimento numa conspiração fracassada contra o califa e morreu na prisão.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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História

Alabás era o filho único de Almamune que, em 828-829, o nomeou como governador de Al-Jazira (Mesopotâmia) e da fronteira militar mesopotâmica ("thughur") com o Império Bizantino. Alabás já havia se distinguido nas campanhas contra Bizâncio por sua bravura. No verão de 830, ele liderou uma expedição contra os rebeldes curramitas de Pabeco no Azerbaijão acompanhado de um contingente de prisioneiros bizantinos sob o general renegado Manuel, o Armênio que, dada a inexperiência de Alabás, pode ter sido real líder do exército. A força de Alabás conseguiu algumas vitórias contra os curramitas e iniciou o retorno para casa. Quando ela passou perto da fronteira bizantina em Adata, Manuel, tenho ganho a confiança de Alabás e de seus oficiais árabes, o persuadiu a cruzar os passos ali próximos e atacar o território bizantino. Uma vez lá, Manuel se aproveitou de uma caçada para desarmar Alabás e seu séquito e desertou novamente para o lado bizantino juntamente com os prisioneiros sob seu comando. Alabás e seus homens foram deixados para trás e, após se reunirem com o exército, recuaram de volta ao território abássida.

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Ascensão de Almotácime

Embora Alabás fosse o filho de Almamune, o califa aparentemente havia nomeado seu irmão, Almotácime, como seu herdeiro pouco antes de sua morte. Alabás rapidamente jurou lealdade ao tio, mas logo se percebeu que o ato era impopular entre as tropas ali reunidas, que tentaram aclamar Alabás como califa. Ele se recusou e conseguiu acalmar os ânimos. Mesmo assim, a situação de Almotácime no trono ainda era precária e ele abandonou a campanha planejada pelo irmão falecido: a nova base em Tiana foi arrasada novamente e o exército retornou para o território do califado. Apesar de ter aceitado a ascensão do tio, Alabás se tornou o foco das forças que se opunham ao novo califa e, em particular, à sua dependência - cada vez maior - de seus soldados-escravos turcos (os gulans), que também recebiam as graças do califa. Este descontentamento resultou numa conspiração liderada pelo general Ujaife ibne Ambaça que se propunha a assassinar Almotácime e colocar Alabás, que sabia do plano, no trono. A conspiração foi descoberta quando Almotácime estava em campanha contra os bizantinos, logo após o saque de Amório. A investigação subsequente, liderada pelo leal general turco Axinas resultou na execução da maior parte dos conspiradores e numa purga do exército, até então dominado por elementos oriundos da região do Grande Coração em favor dos turcos de Almotácime. O próprio Alabás foi preso e morreu na prisão em Mambije em 838, enquanto que seus descendentes do sexo masculino foram presos e assassinados por Axinas.

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