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Eleição presidencial nos Estados Unidos em 2024

A eleição presidencial dos Estados Unidos de 2024 foi a 60.ª eleição presidencial quadrienal norte-americana, que ocorreu em 5 de novembro de 2024 em todos os 50 estados e no Distrito de Columbia. A chapa republicana do ex-presidente Donald Trump e do senador J. D. Vance derrotaram a então vice-presidente democrata, Kamala Harris, e Tim Walz, governador, e foram eleitos, respectivamente, presidente e vice-presidente para um mandato de quatro anos. Trump, que já havia servido como o 45.º presidente dos Estados Unidos até quatro anos antes, se tornou o segundo presidente americano da história a ser eleito para um segundo mandato não-consecutivo desde Grover Cleveland em 1892. Esta foi a primeira vitória de um republicano no voto popular desde 2004.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 05/11/2026
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Contexto

Procedimento

O artigo dois da Constituição dos Estados Unidos afirma que, para uma pessoa servir como presidente, o indivíduo deve ser um cidadão natural dos Estados Unidos, ter pelo menos 35 anos e ser residente nos Estados Unidos há pelo menos 14 anos. Os candidatos à presidência geralmente buscam a indicação de um dos vários partidos políticos dos Estados Unidos, concedido por meio de um processo como uma eleição primária. As eleições primárias são geralmente eleições indiretas, onde os eleitores votam para uma lista de delegados do partido comprometidos com um determinado candidato. Os delegados do partido então nomeiam oficialmente um candidato para concorrer em nome do partido. O candidato presidencial normalmente escolhe um vice-presidente para formar a chapa desse partido, que é então ratificada pelos delegados na convenção do partido.

Revanche de 2020

Se Joe Biden ganhasse a indicação para o pleito de 2024, esta eleição seria marcada pela repetição dos mesmos candidatos da eleição anterior. Caso tal cenário se concretizasse, seria a primeira vez em 68 anos que isso iria ocorrer. Ao longo da história americana já ocorreram outras eleições consecutivas disputadas pelos mesmos candidatos:

Os candidatos mais velhos da história americana

Entre todos os 46 presidentes que os Estados Unidos já tiveram, Joe Biden é o presidente em exercício mais idoso de todos. O candidato incumbente teria 82 anos na data da posse para um novo mandato caso fosse reeleito em 2024. Por outro lado, Trump não fica muito atrás. Ele terá 78 anos na data da posse.

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Mapa eleitoral

Efeitos do censo de 2020

Esta foi a primeira eleição presidencial dos EUA a ocorrer após a redistribuição dos votos no Colégio Eleitoral dos Estados Unidos, seguindo o censo dos Estados Unidos de 2020. Se os resultados da eleição de 2020 permanecessem os mesmos (o que nunca ocorreu na história das eleições presidenciais) em 2024, os democratas teriam 303 votos eleitorais contra 235 dos republicanos, uma ligeira mudança em relação aos 306 votos eleitorais de Biden e aos 232 de Trump, significando que os democratas perderam um total líquido de 3 votos eleitorais no processo de redistribuição. Esta distribuição de votos do colégio eleitoral permanecerá válida apenas até a eleição de 2028. Uma nova redistribuição será realizada após o censo dos Estados Unidos de 2030.

Estados-pêndulos

A maioria dos estados não é competitivo do ponto de vista eleitoral e, devido a diferenças demográficas, tende a votar no mesmo partido político em todas as eleições. Por causa da natureza do Colégio Eleitoral, isso significa que um número limitado de estados-pêndulos—estados competitivos que "oscilam" entre os partidos—são vitais para vencer a presidência. Esses estados incluem os do Cinturão da Ferrugem (Rust Belt), como Wisconsin, Michigan e Pensilvânia; e os do Cinturão do Sol (Sun Belt), como Arizona, Geórgia, Nevada e Carolina do Norte. Devido a mudanças demográficas graduais, alguns antigos estados em disputa não são mais tão competitivos; Iowa, Ohio e Flórida se inclinaram significativamente para os republicanos, enquanto Colorado, Novo México e Virgínia se inclinaram significativamente para os democratas. Arizona e Geórgia costumavam ser bastiões republicanos, mas recentemente mudaram o suficiente para serem considerados estados em disputa; os democratas venceram ambos os estados por menos de um ponto na eleição presidencial de 2020.

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Partido Democrata

Em 25 de abril de 2023, o presidente Biden anunciou oficialmente sua candidatura à reeleição, confirmando que a vice-presidente Harris permaneceria como sua companheira de chapa. Após esse anúncio, os republicanos aumentaram seu foco em Harris, intensificando as críticas contra ela. No final de 2021, em meio à queda nas taxas de aprovação de Biden, surgiram especulações sobre se ele buscaria a reeleição. Figuras públicas, incluindo os ex-representantes Carolyn Maloney, Tim Ryan e Joe Cunningham, instaram Biden a não concorrer. Preocupações sobre a idade de Biden foram proeminentes, dado que ele era a pessoa mais velha a assumir o cargo aos 78 anos, o que o faria ter 82 anos ao final de seu primeiro mandato e 86 ao final de um possível segundo mandato. Uma pesquisa de abril de 2023 indicou que 70% dos americanos, incluindo 51% dos democratas, acreditavam que Biden não deveria buscar um segundo mandato, com quase metade citando sua idade como razão. A taxa de aprovação de Biden era de 41%, com 55% desaprovando, segundo a média de pesquisas nacionais da FiveThirtyEight. Especulações também surgiram de que Biden poderia enfrentar um desafio nas primárias da facção progressista do Partido Democrata. No entanto, após o desempenho dos democratas ter superado as expectativas nas eleições de meio de mandato de 2022, muitos acreditavam que as chances de Biden de garantir a nomeação do partido haviam aumentado.

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Partido Republicano

Trump, o então presidente em exercício, foi derrotado por Biden nas eleições de 2020 e se tornou o quinto ex-presidente a buscar um segundo mandato não consecutivo em 2024. Ele registrou sua candidatura na Comissão Federal de Eleições (FEC) em 15 de novembro de 2022 e anunciou sua campanha no Mar-a-Lago no mesmo dia. Em 2023, Trump foi considerado culpado em processos civis por abuso sexual e difamação, além de ser indiciado por pagamentos de suborno à atriz Stormy Daniels e por sua gestão de documentos classificados. Trump enfrentou oposição nas primárias, principalmente de Ron DeSantis, governador da Flórida, que anunciou sua candidatura em maio de 2023. Após uma vitória esmagadora de Trump nas caucuses de Iowa, DeSantis e o empresário Vivek Ramaswamy retiraram-se da corrida, endossando Trump. Nikki Haley, a ex-governadora da Carolina do Sul, foi a única concorrente restante, mas suspendeu sua campanha após o Super Tuesday.

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Debates

Em abril de 2022, o Comitê Nacional Republicano votou unanimemente para se retirar da Comissão de Debates Presidenciais (CPD). Em maio de 2024, a campanha de Biden propôs realizar dois debates fora do cronograma da CPD e recusou-se a participar dos debates organizados pela CPD. Biden e Trump concordaram em debater na CNN em 27 de junho e na ABC News em 10 de setembro.

27 de junho

A CNN realizou o primeiro grande debate da eleição em 27 de junho, com 51 milhões de telespectadores assistindo. Os meios de comunicação caracterizaram a performance de Biden no debate como um "desastre". Alguns comentaristas notaram que ele frequentemente perdia o raciocínio e dava respostas confusas e desordenadas. G. Elliott Morris e Kaleigh Rogers, da ABC News 538, argumentaram que Biden não conseguiu tranquilizar os eleitores sobre a sua capacidade de servir como presidente por mais quatro anos. Após o debate, autoridades eleitas, estrategistas de partido e arrecadadores discutiram sobre a possibilidade de substituir Biden como candidato do partido, inclusive se figuras proeminentes do Partido Democrata deveriam fazer uma declaração pública pedindo que ele se retirasse. Biden afirmou que não desistiria. Barack Obama e Hillary Clinton reiteraram o seu apoio a Biden após o debate. A performance no debate acabou levando Biden a retirar a sua candidatura à reeleição em 21 de julho.

10 de setembro

O segundo debate presidencial aconteceu em 10 de setembro e foi apresentado pela ABC News.

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Resultados

Resultados por estado

Resultados preliminares; apenas estados relatados pela Associated Press como tendo mais de 99% da contagem concluída estão incluídos.

Estados disputados

Estados onde a margem de vitória foi inferior a 1% (10 votos eleitorais; todos vencidos por Trump): Estados onde a margem de vitória foi entre 1% e 5% (87 votos eleitorais; 72 vencidos por Trump, 15 vencidos por Harris): Estados/distritos onde a margem de vitória foi entre 5% e 10% (46 votos eleitorais; 12 vencidos por Trump, 34 por Harris): Vermelho indica estados ou distritos congressionais vencidos pelo republicano Donald Trump; azul indica aqueles vencidos pela democrata Kamala Harris.

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Análise do resultado

A vitória de Trump foi descrita como decisiva, com ele conquistando todos os estados-pêndulo e mantendo todos os estados que havia vencido em 2020. Ele virou seis estados que votaram nos democratas em 2020: Arizona, Geórgia, Michigan, Nevada, Pensilvânia e Wisconsin. Trump venceu o voto popular nacional, tornando-se o primeiro republicano a fazê-lo desde George W. Bush em 2004. Ele aumentou significativamente sua participação de votos entre quase todos os grupos demográficos, especialmente entre eleitores hispânicos, formando uma coalizão de classe trabalhadora descrita como a mais diversificada racialmente para um candidato republicano em décadas. Após sua vitória em 2016, Trump tornou-se o segundo presidente eleito para um segundo mandato não consecutivo, 132 anos após Grover Cleveland derrotar Benjamin Harrison em 1892. Esta foi também a primeira eleição desde 1892 em que o partido que ocupava a Casa Branca foi derrotado em três eleições consecutivas. Trump, com 78 anos, é a pessoa mais velha já eleita presidente dos Estados Unidos; Vance, com 40 anos, foi o primeiro millennial eleito vice-presidente. Harris obteve 226 votos eleitorais, o pior desempenho de um candidato presidencial democrata desde Michael Dukakis em 1988.

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Dados demográficos dos votantes

Precisão das pesquisas

As pesquisas subestimaram Trump pela terceira vez, mesmo quando ele já estava em uma posição mais forte do que em 2020 e 2016. A maioria dos comentaristas apontou o fato de que as pesquisas não subestimam um partido por três ciclos consecutivos. Os resultados das eleições de 2022 também deram mais legitimidade a essa teoria, já que as previsões de uma onda vermelha haviam desaparecido no dia da eleição. As médias das pesquisas foram mais precisas nos estados disputados, mas subestimaram enormemente a força de Trump tanto em estados seguros republicanos quanto democratas. Flórida e Texas foram projetados para votar em Trump por cerca de sete pontos, mas ele os venceu por cerca de 13 pontos. A renomada pesquisadora Ann Selzer divulgou uma pesquisa em Iowa que indicava a vitória de Harris por três pontos, mas Trump venceu o estado por 13 pontos. Por outro lado, Nova Jérsei foi projetado para ser um estado seguro para Harris, mas a maioria das emissoras de notícias aguardou até que 90% dos votos fossem apurados para declarar sua vitória, já que ela estava liderando por apenas cinco pontos.

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Fontes consultadas

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