Nawal al-Sa'dawi
Nawal al-Sa'dawi foi uma escritora, médica, psiquiatra e feminista egípcia. Escreveu muitos livros sobre o tema das mulheres no Islã, prestando especial atenção à prática da mutilação genital feminina em sua sociedade. Ela foi descrita como "a Simone de Beauvoir do mundo árabe".
Nasceu em 1931, em uma pequena vila nos arredores do Cairo, chamada Kafr Tahl, nos arredores do Rio Nilo, no seio de uma tradicional família egípcia, e quando criança, sofreu mutilação genital feminina. Era a segunda entre os nove irmãos. Seu primeiro livro foi escrito com 13 anos de idade. Seu pai era um funcionário do governo, enquanto sua mãe vinha de uma família rica. Estudou medicina na Universidade do Cairo, onde graduou-se em 1955. Trabalhando como médica em Kafr Tahl pôde observar as dificuldades e desigualdades que enfrentavam as mulheres, em especial as camponesas. Depois de mostrar interesse em proteger as mulheres e tentar proteger uma de suas pacientes de violência doméstica, Sa'dawi foi enviada ao Cairo. Lá, conseguiu o cargo de diretora de Saúde pública e encontrou seu terceiro marido, Sherif Hetata, que havia sido preso político durante treze anos. Sa'dawi foi demitida do cargo no Ministério da Saúde como consequência de suas atividades políticas. Estas atividades também custaram-lhe os cargos de chefe de redação de um jornal de saúde da Secretaria Geral Adjunta da Associação Médica do Egito. Entre 1973 e 1976 trabalhou na investigação de neurose nas mulheres da África pela Universidade de Ain Shams, e entre 1979 e 1980 foi assessora das Nações Unidas para o Programa da Mulher Africana (CEP) e de Oriente Próximo (CEPA).
Em dezembro de 2015, foi eleita uma das 100 mulheres mais influentes do mundo pela BBC.
Nawal morreu em 21 de março de 2021, aos 89 anos de idade.
Saadawi escreveu prolificamente, colocando alguns de seus trabalhos online


