Alan Licht
Alan Licht é um guitarrista, compositor e escritor norte-americano. A sua música vai das loops de fita e da guitarra ruidosa, por vezes preparada, até à pop. Colaborou com músicos como Loren Mazzacane Connors [en], Lee Ranaldo, Jim O'Rourke e Tom Verlaine, e é autor de livros sobre arte sonora e de coletâneas de entrevistas.
Imagem: modmtv · BY · Openverse
Licht começou a ter aulas de guitarra aos dez anos. Um professor de guitarra deu-lhe Music for 18 Musicians, de Steve Reich, que despertou o seu interesse pela música minimalista. Estudou cinema no Vassar College, onde concluiu o curso em 1990 e descobriu o cinema experimental. Em 1987 formou com Rebecca Odes e Will Baum a banda Love Child [en], que editou os álbuns Okay? (1991) e Witchcraft (1992) pela Homestead. Depois do fim dos Love Child, integrou o grupo Run On [en], com Rick Brown e Sue Garner, que gravou dois álbuns para a Matador Records, Start Packing (1996) e No Way (1997). Tocou também nos Blue Humans, de Rudolph Grey, e com a banda The Pacific Ocean. O primeiro álbum a solo, Sink the Aging Process, saiu em 1994 pela Siltbreeze [en]. Seguiram-se Evan Dando of Noise? (1997), totalmente improvisado, e Rabbi Sky (1999), composto de raiz. Uma das suas colaborações mais duradouras é com o guitarrista Loren Mazzacane Connors, com quem gravou, entre outros, Hoffman Estates (Drag City, 1998), produzido por Jim O'Rourke. Em 2023 os dois assinalaram trinta anos de colaboração com dois concertos no Cafe Oto, em Londres. Com Lee Ranaldo, dos Sonic Youth, fundou o grupo Text of Light, que atua ao vivo acompanhando filmes de Stan Brakhage. Trabalhou ainda com músicos como Derek Bailey, Christian Marclay, Rhys Chatham, Phill Niblock, Yoko Ono, Tom Verlaine e Arto Lindsay.
Imagem: Seth Tisue · BY-SA · Openverse
Licht escreve para a revista The Wire desde 1999 e publicou textos sobre arte em Modern Painters, Premiere, The Village Voice e The New York Sun. O seu primeiro livro, An Emotional Memoir of Martha Quinn, sobre a pop dos anos 1980 e a MTV, foi publicado pela Drag City. Sound Art: Beyond Music, Between Categories (Rizzoli, 2007) procura definir a arte sonora e traçar a sua história. O livro foi objeto de uma recensão de Christoph Cox na Artforum [en], que o considerou «menos um livro do que um ensaio alargado» e lhe apontou falta de análise crítica e teórica, embora reconhecesse o conhecimento factual do autor. Uma edição revista e atualizada, Sound Art Revisited, foi publicada pela Bloomsbury Academic em 2019. Em 2012 a Faber and Faber publicou Will Oldham on Bonnie 'Prince' Billy, um livro de conversas entre Licht e Will Oldham. Common Tones: Selected Interviews with Artists and Musicians 1995–2020 (Blank Forms Editions, 2021) reúne entrevistas suas com artistas como os Suicide, ANOHNI, Tony Conrad, Lou Reed e os Yo La Tengo, na maior parte inéditas.


