Patriarcado Latino de Jerusalém
O Patriarcado Latino de Jerusalém ou Patriarcado de Jerusalém dos Latinos é um patriarcado da Igreja Católica Romana em Jerusalém. Tem jurisdição sobre a Palestina, Israel, Jordânia e Chipre, sendo imediatamente sujeita à Santa Sé. O título de Patriarca Latino de Jerusalém é a dignidade atribuída, na hierarquia da Igreja Católica, ao Arcebispo Latino de Jerusalém. Atualmente, é o único arcebispo latino com a dignidade de patriarca que não é metropolita, e ao lado do Patriarca das Índias Orientais, são as únicas dignidades patriarcais eclesiásticas concedidas fora da Europa.
Cruzadas
O cruzados criaram o Reino Latino de Jerusalém e em 1099 foi reerigida a Arquidiocese, seguindo o rito latino, pois, até então, os cristãos estavam sob a orientação do Patriarca de Jerusalém, sob o rito oriental. Essa Arquidiocese possuia 4 dioceses sufragâneas, Tiro, Cesareia, Nazaré e Petra. Quando a Cidade Santa foi invadida por Saladino, em 1187, a Sé foi transferida para Acra, depois para Chipre, em 1291, até por fim chegar a Roma, quando tornou-se uma Sé titular, em 1374. Já em 1342, o Papa Clemente VI entregou os cuidados cristão aos Franciscanos, através da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, nomeando seu Grão-Prior ex officio apenas como título honorífico.
Patriarcado moderno
Em 1842, a Igreja Anglicana manda um missionário à Terra Santa, ao passo que o Patriarcado de Moscou também manda uma missão. Em 23 de julho de 1847, o Papa Pio IX decide restabelecer o Patriarcado Latino de Jerusalém, mas desta vez considerando o Patriarca Greco-ortodoxo como legítimo sucessor do primeiro Bispo de Jerusalém. Em 4 de outubro, o Sultão Otomano autoriza a instalação da Sé em Jerusalém. Ainda assim, as nomeações papais diziam respeito ao Grão-Prior da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, até 1905. A Catedral escolhida para Sé do Patriarcado foi a Catedral do Santo Sepulcro, na parte velha de Jerusalém. Entretanto, conforme o tratado Status Quo dos Lugares Santos de 1852, rerratificado pelo "Acordo fundamental entre Israel e o Vaticano" em 30 de dezembro de 1993, o Santo Sepulcro é propriedade de greco-ortodoxos, armênio-ortodoxos e católicos romanos, além de copta-ortodoxos egípcios, etíope-ortodoxos e sírio-ortodoxos. Por isso, a Cátedra do Patriarca Ortodoxo Grego toma a nave, ao passo que a Cátedra do Patriarca Latino fica na Concatedral do Santíssimo Nome de Jesus. Para evitar envolvimento em questões de caráter nacional foram nomeados apenas patriarcas italianos até 1987, quando foi nomeado o patriarca Michel Sabbah, que é um palestino.
O Patriarca é apoiado por bispos e vigários patriarcais não bispos:
Patriarcas titulares
Nessa época, até 1374, a Sé titular funciona em Chipre, quando é transferida para Roma, onde fica até 1847. Com a Custódia Franciscana da Terra Santa, os Grandes Mestres da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém ostentam o título de 1342 a 1847, em virtude da bula papal Gratiam agimus do Papa Clemente VI (a menos que alguém fosse nomeado especificamente como uma grande honra). Com o Grande Cisma do Ocidente (1378 - 1417), os Patriarcas eram nomeados por cada Papa, o que gerou dualidade nas nomeações.
Patriarcas atuais
Com a restauração da Sé em Jerusalém, o Título de Patriarca Latino de Jerusalém volta a existir. A Ordem Hierárquica Eclesiástica é restabelecida e as nomeações dos Patriarcas passam a referir-se ao prelado da Arquidiocese.


