Eva Todor
Eva Todor, nome artístico de Éva Fodor, foi uma atriz húngara, naturalizada brasileira. Considerada uma das maiores atrizes do Brasil, Eva fez uma vasta e consolidada carreira, especialmente no teatro, estreando na televisão apenas quando já tinha 30 anos de trajetória nos palcos.
Nascida como Eva Fodor, filha única do casal Sándor "Alexandre" Fodor e Gizella Rothstein, judeus húngaros ligados ao meio artístico. Induzida por seus pais, Eva começou nos palcos ainda criança como bailarina da Ópera Real de Budapeste. Por conta das dificuldades financeiras que a Europa enfrentava no período pós-Primeira Guerra, a família Fodor abandonou sua terra natal e emigrou para o Brasil, em 1929. No ano seguinte, Eva, com apenas onze anos, retomou carreira como bailarina, no Rio de Janeiro. Aos 10 começou a estudar dança clássica com Maria Olenewa, no Teatro Municipal. Foi quando adotou o sobrenome artístico de "Todor" no lugar do original Fodor, cuja pronúncia em português poderia remeter a uma palavra de baixo calão. Aos 15 anos, em 1934, Eva fez um teste e entrou para o Teatro Recreio, estreando como atriz no espetáculo de revista "Há uma forte corrente", de Luis Iglesias e Freire Junior. Permaneceu na companhia e acabou por se casar com Iglesias em 1936, tornando-se a primeira atriz daquela companhia de revistas. Logo seu talento para os papéis cômicos se revelou, o que levou seu marido a escrever peças com personagens concebidas especialmente para sua verve. Era especialista em papéis de moças ingênuas. No ano de 1940, fundou a companhia “Eva e Seus Artistas”, que estreou com “Feia”, de Paulo de Magalhães, sob a direção de Esther Leão.
Últimos anos
Sua rotina domiciliar dividia-se entre o seu apartamento no bairro do Flamengo, decorado com centenas de lembranças dos 67 anos em que viveu lá, e sua casa de veraneio na cidade de Miguel Pereira. Com a saúde fragilizada pela idade avançada, sofria de Parkinson e Alzheimer, além de insuficiência cardíaca. Desde o dia 9 de setembro de 2017 estava em internação domiciliar, vindo a falecer dormindo, em sua residência, na Zona Sul do Rio de Janeiro, na manhã do dia 10 de dezembro, em razão de uma pneumonia. Velada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, seu corpo cremado no Memorial do Carmo. Viúva, sem filhos e sem nenhum parente vivo, Eva deixou toda sua fortuna como herança para seus sete funcionários, que conviveram com ela a vida inteira, e também cuidaram da artista até o fim de sua vida.


