Aguada de Cima
A Freguesia de Aguada de Cima é uma freguesia portuguesa do Município de Águeda com 28,39 km² de área e 3893 habitantes, tendo, por isso, uma densidade populacional de 137,1 hab./km².
Localizada na parte sul do município, a freguesia de Aguada de Cima tem por vizinhos as freguesias da Borralha, a norte, Belazaima do Chão, a nordeste, Aguada de Baixo e Barrô, a oeste, e Recardães, a oeste, e, a sul, as freguesias de Avelãs de Cima e Sangalhos do município de Anadia.
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É centenária a sua história. Terá sido vila romana. A sua igreja de Santa Eulália aparece mencionada no ano de 957 numa doação ao Mosteiro de São Salvador de Esperandei, não sendo ainda referido o nome da vila. A mesma igreja volta a aparecer numa relação de propriedades do mosteiro da Vacariça, datada de 1064. Aparece como Agualata de Susana (= Aguada de Cima), em 1132, na carta de couto de Barrô. Passou depois para a posse da Universidade de Coimbra. Foi município com origem medieval. D. Manuel I concedeu-lhe foral em 23 de agosto de 1514. Teve pelourinho, forca e tribunal. Foi sede de uma capitania-mor que abrangia as terras da Universidade de Coimbra na Bairrada, a saber, Aguada de Cima e Anadia. No âmbito das reformas liberais, o município e a capitania-mor de Aguada de Cima foram extintos, sendo criada a freguesia civil de Aguada de Cima, integrada no novo concelho de Águeda. Em 12 de julho de 1997 Aguada de Cima recebeu o título de vila. Em 12 de julho de 2007 foi inaugurada uma réplica do antigo pelourinho.
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O Foral Manuelino data de 1514. Existem fragmentos do pelourinho original, que estão depositados no Museu Santa Joana em Aveiro e demonstra que este tinha o emblema universitário. Em 2007 foi construída uma réplica deste mesmo pelourinho que está implantada numa praceta criada para o efeito no centro cívico da freguesia. As terras de Aguada de Cima estão demarcadas desde, pelo menos 1520, por marcos (em pedra) e malhões (montes de terra), que ainda hoje são mantidos. Reconstrução de 1711, data gravada, dá o ano médio da reconstrução. Escultura de mérito é a imagem da Virgem e do Menino de calcário e de oficina coimbrã da primeira metade de século XV. Do meado do mesmo século é a imagem de Sta. Luzia. Colunas em talha torcidas e de parras, ao meio pilastras misuladas com crianças atlantes. Excepcional é o púlpito, tratado em calcário ançanense, do século XVIII. Sofreu última reconstrução em 2005, que lhe conferiu conforto e arquitectura moderna, mantendo as suas peças de maior valor.


