Pink Floyd
Pink Floyd foi uma banda britânica de rock formada em Londres em 1965. Ganhando seguidores como um grupo de rock psicodélico, eles se destacaram por suas composições longas, pela experimentação sonora, pelas letras filosóficas e pelas apresentações ao vivo criativas, o que levou a se tornarem uma banda líder do gênero do rock progressivo. Eles são um dos grupos mais bem-sucedidos comercialmente e influentes da história da música popular.
1963–1967: primeiros anos
Roger Waters e Nick Mason se conheceram enquanto estudavam arquitetura no Politécnico de Londres, na Regent Street. Eles tocavam música juntos em um grupo formado por Keith Noble e Clive Metcalfe com a irmã de Noble, Sheilagh. Richard Wright, um colega do curso de arquitetura, juntou-se mais tarde naquele ano e o grupo tornou-se um sexteto, o Sigma 6. Waters tocava guitarra, Mason bateria e Wright guitarra rítmica (já que raramente havia um teclado disponível). A banda se apresentou em eventos particulares e ensaiava em uma sala de chá no porão do Politécnico. Eles tocavam músicas dos The Searchers e material escrito por Ken Chapman, seu gerente, compositor e colega.
1967–1978: transição e sucesso internacional
Em dezembro de 1967, o grupo adicionou o guitarrista David Gilmour como o quinto membro da banda. Gilmour já conhecia Barrett, tendo estudado com ele na Cambridge Tech no início dos anos 1960. Os dois haviam tocado juntos durante o almoço com guitarras e harmônicas e mais tarde de carona pelo sul da França. Em 1965, enquanto membro do Wild Joker, Gilmour assistiu ao Tea Set. O assistente de Morrison, Steve O'Rourke, instalou Gilmour em um quarto na casa de O'Rourke com um salário de trinta libras esterlinas por semana e, em janeiro de 1968, a Blackhill Enterprises anunciou Gilmour como o mais novo membro da banda; com o segundo guitarrista e seu quinto membro, a banda pretendia manter Barrett como compositor não-produtivo. Jenner comentou: "A ideia era que Dave... encobrisse as excentricidades de [Barrett] e, quando isso não fosse viável, Syd iria compor. Apenas para tentar mantê-lo envolvido". Em uma expressão de sua frustração, Barrett, que deveria escrever singles de sucesso adicionais para acompanhar "Arnold Layne" e "See Emily Play", apresentou "Have You Got It Yet" para a banda, alterando intencionalmente a estrutura de cada apresentação, de modo a tornar impossível acompanhar e aprender a música. Em uma sessão de fotos da banda em janeiro de 1968, as fotografias mostram Barrett parecendo distanciado dos outros, olhando para o horizonte.
1978–1985: era liderada por Waters
Em julho de 1978, em meio a uma crise financeira causada por investimentos negligentes, Waters apresentou duas ideias para o próximo álbum da banda. A primeira foi uma demonstração de noventa minutos com o título de trabalho Bricks in the Wall; a outra mais tarde se tornou o primeiro álbum solo de Waters, The Pros and Cons of Hitch Hiking. Embora Mason e Gilmour tenham sido inicialmente cautelosos, eles escolheram a primeira. Bob Ezrin coproduziu e escreveu um roteiro de quarenta páginas para o novo álbum. Ezrin baseou a história na figura central de Pink — um personagem gestalt inspirado nas experiências de infância de Waters, a mais notável delas foi a morte de seu pai na Segunda Guerra Mundial. Esse primeiro "tijolo" metafórico levou a mais problemas; Pink se tornaria viciado em drogas e deprimido pela indústria da música, eventualmente se transformando em um megalomaníaco, um desenvolvimento inspirado em parte pelo declínio de Syd Barrett. No final do álbum, o público cada vez mais fascista assistia enquanto Pink derrubava a parede, tornando-se novamente uma pessoa comum e carinhosa.
1985–1994: era liderada por Gilmour
Em 1986, Gilmour começou a recrutar músicos para o que seria o primeiro álbum da banda sem Waters, A Momentary Lapse of Reason. Havia obstáculos legais à re-admissão de Wright no grupo, mas após uma reunião em Hampstead, a banda convidou Wright para participar das próximas sessões. Gilmour afirmou mais tarde que a presença de Wright "nos tornaria mais fortes legalmente e musicalmente" e o grupo o empregou como músico com ganhos semanais de onze mil dólares (em valores da época). As sessões de gravação começaram no barco de Gilmour, o Astoria, atracado ao longo do rio Tamisa. Gilmour trabalhou com vários compositores, incluindo Eric Stewart e Roger McGough, eventualmente escolhendo Anthony Moore para escrever as letras do álbum. Gilmour disse mais tarde que o projeto era difícil sem a direção criativa de Waters. Mason, preocupado com o fato de estar muito fora de prática para se apresentar no álbum, usou músicos de sessão para completar muitas partes da bateria e, em vez disso, trabalhou em efeitos sonoros.
2005–2016: reunião, mortes e The Endless River
Em 2 de julho de 2005, Waters, Gilmour, Mason e Wright se apresentaram juntos como "Pink Floyd" pela primeira vez em mais de 24 anos no show Live 8 em Hyde Park, Londres. A reunião foi arranjada pelo organizador do Live 8, Bob Geldof; depois que Gilmour recusou a oferta, Geldof perguntou a Mason, que contatou Waters. Cerca de duas semanas depois, Waters ligou para Gilmour, a primeira conversa entre os dois em dois anos, e no dia seguinte Gilmour concordou. Em comunicado à imprensa, a banda enfatizou a falta de importância de seus problemas no contexto do evento Live 8. Eles planejaram seu setlist no Connaught Hotel em Londres, seguidos por três dias de ensaios no Black Island Studios. As sessões foram problemáticas, com divergências sobre o estilo e o ritmo das músicas que eles estavam praticando; a ordem de execução foi decidida na véspera do evento. No início de sua apresentação de "Wish You Were Here", Waters disse à plateia: "É muito emocionante ficar de pé aqui com esses três caras depois de todos esses anos... estamos fazendo isso para todos que não estão aqui, e particularmente para Syd". No final, Gilmour agradeceu à plateia e começou a sair do palco. Waters o chamou de volta e a banda compartilhou um abraço em grupo. As imagens do abraço foram as favoritas dos jornais de domingo após o Live 8. Waters disse sobre seus quase vinte anos de animosidade: "Não acho que nenhum de nós tenha saído dos anos 1985 com qualquer crédito... Foi um momento ruim e negativo e lamento minha parte nessa negatividade".
2022–presente: "Hey, Hey, Rise Up!" e conflitos
Mason disse em 2018 que, embora continuasse próximo de Gilmour e Waters, os dois permaneciam "em desacordo". Uma versão remixada de Animals foi adiada para 2022 depois que Gilmour e Waters não conseguiram chegar a um acordo sobre as notas do encarte. Em uma declaração pública, Waters acusou Gilmour de tentar roubar os créditos e reclamou que Gilmour não o permitia usar o site e os canais de mídia social do Pink Floyd. A Rolling Stone observou que a dupla parecia "ter atingido mais um ponto baixo em seu relacionamento". Em março de 2022, Gilmour e Mason se reuniram como Pink Floyd, juntamente com Pratt e o tecladista Nitin Sawhney, para gravar o single "Hey, Hey, Rise Up!", em protesto contra a invasão russa da Ucrânia em fevereiro daquele ano. A música conta com vocais do cantor da banda BoomBox, Andriy Khlyvnyuk, retirados de um vídeo do Instagram em que Khlyvnyuk canta o hino ucraniano de 1914 "Oh, the Red Viburnum in the Meadow" em Kiev. Gilmour descreveu a performance de Khlyvnyuk como "um momento poderoso que me fez querer musicá-lo". "Hey, Hey, Rise Up!" foi lançado em 8 de abril, com a renda destinada à Ajuda Humanitária Ucraniana. Gilmour disse que a guerra o inspirou a lançar novas músicas como Pink Floyd, pois sentiu que era importante conscientizar as pessoas em apoio à Ucrânia. Questionado se considerava lançar mais músicas do Pink Floyd, Gilmour disse que o single foi um "caso isolado".
Gêneros
Considerado um dos primeiros grupos de música psicodélica do Reino Unido, a banda começou sua carreira na vanguarda da cena musical underground de Londres. De acordo com a Rolling Stone: "Em 1967, eles haviam desenvolvido um som inconfundivelmente psicodélico, realizando composições longas e altas, semelhantes às que tocavam hard rock, blues, country, folk e música eletrônica". Lançada em 1968, a música "Careful with That Axe, Eugene" ajudou a galvanizar sua reputação como um grupo de art rock. Outros gêneros atribuídos à banda são o space rock, o rock experimental, o acid rock, o proto-prog, o pop experimental (sob Barrett), o pop psicodélico e o rock psicodélico. O'Neill Surber comenta a música da banda:
O trabalho de guitarra de Gilmour
O crítico da Rolling Stone, Alan di Perna, elogiou o trabalho de guitarra de Gilmour como parte integrante do som do grupo e o descreveu como o guitarrista mais importante da década de 1970, "o elo perdido entre Hendrix e Van Halen". Segundo a Rolling Stone, ele é o 14.º melhor guitarrista de todos os tempos. Em 2006, Gilmour disse sobre sua técnica: "[Meus] dedos produzem um som distinto... [eles] não são muito rápidos, mas acho que sou instantaneamente reconhecível... A maneira como toco melodias está ligada a coisas como Hank Marvin e The Shadows." A capacidade de Gilmour de usar menos notas do que a maioria para se expressar sem sacrificar a força ou a beleza fez uma comparação favorável ao trompetista de jazz Miles Davis.
Experimentação sônica
Ao longo de sua carreira, o grupo fez experimentações com seu som. Seu segundo single, "See Emily Play" estreou no Queen Elizabeth Hall, em Londres, em 12 de maio de 1967. Durante a apresentação, o grupo usou pela primeira vez um dispositivo quadrafônico antigo chamado "Coordenador de Azimute". O dispositivo permitia ao controlador, geralmente Wright, manipular o som amplificado da banda, combinado com fitas gravadas, projetando os sons em 270 graus em torno de um local, obtendo um efeito de turbilhão sônico. Em 1972, eles compraram um amplificador personalizado que apresentava um sistema atualizado de quatro canais e 360 graus. Waters experimentou o sintetizador VCS 3 em peças da banda, como "On the Run", "Welcome to the Machine" e "In the Flesh?". Ele usou o efeito de delay do Binson Echorec 2 em sua faixa de baixo para "One of These Days".
Trechos de filmes
A banda também compôs várias trilhas sonoras para filmes, começando em 1968, com The Committee. Em 1969, eles gravaram a trilha sonora do filme de Barbet Schroeder, More. Este tipo de trabalho mostrou-se benéfico: não apenas pagava bem, mas, juntamente com A Saucerful of Secrets, o material que eles criaram para os filmes se tornou parte de seus shows ao vivo algum tempo depois. Ao compor a trilha sonora do filme Zabriskie Point, do diretor Michelangelo Antonioni, a banda ficou em um hotel de luxo em Roma por quase um mês. Waters alegou que, sem as constantes mudanças de Antonioni na música, eles teriam concluído o trabalho em menos de uma semana. Eventualmente, ele usou apenas três de suas gravações. Uma das peças recusadas por Antonioni, chamada "The Violent Sequence", mais tarde se tornou "Us and Them", incluída no The Dark Side of the Moon de 1973. Em 1971, a banda novamente trabalhou com Schroeder no filme La Vallée, para o qual eles lançaram um álbum da trilha sonora chamado Obscured by Clouds. Eles compuseram o material em cerca de uma semana no Château d'Hérouville, perto de Paris e, após seu lançamento, tornou-se o primeiro álbum da banda a entrar no topo 50 da Billboard dos Estados Unidos.
Apresentações ao vivo
Considerado pioneiro na apresentação de música ao vivo e conhecido por seus luxuosos espetáculos de palco, o grupo também estabeleceu altos padrões de qualidade de som, fazendo uso de efeitos sonoros inovadores e sistemas de alto-falantes quadrafônicos. Desde seus primeiros dias, eles empregaram efeitos visuais para acompanhar seu rock psicodélico enquanto se apresentavam em locais como o UFO Club em Londres. O show de slides e luzes foi um dos primeiros do rock britânico e os ajudou a se tornar popular entre a cena underground de Londres. Para comemorar o lançamento da revista International Times da London Free School, em 1966, eles se apresentaram na frente de dois mil pessoas na abertura do Roundhouse, com a presença de celebridades como Paul McCartney e Marianne Faithfull. Em meados de 1966, o gerente Peter Wynne-Willson juntou-se à sua equipe e atualizou o equipamento de iluminação da banda com algumas ideias inovadoras, incluindo o uso de polarizadores, espelhos e preservativos esticados. Após o contrato com a EMI, o grupo comprou uma van Ford Transit, então considerada um transporte extravagante de banda. Em 29 de abril de 1967, eles encabeçaram um evento noturno chamado The 14 Hour Technicolor Dream no Alexandra Palace, em Londres. A banda chegou ao festival por volta das três horas da manhã, após uma longa viagem de van e balsa a partir dos Países Baixos, subindo ao palco no exato momento em que o sol estava começando a nascer. Em julho de 1969, por conta de suas músicas e letras relacionadas ao espaço, eles participaram da cobertura televisiva ao vivo da BBC do pouso na Lua pela Apollo 11, apresentando uma peça instrumental que eles chamaram de "Moonhead".
Marcada pelas letras filosóficas de Waters, a Rolling Stone descreveu o grupo como "fornecedores de uma visão distintamente sombria". O autor Jere O'Neill Surber escreveu: "seus interesses são verdade e ilusão, vida e morte, tempo e espaço, causalidade e chance, compaixão e indiferença". Waters identificou a empatia como um tema central nas letras da banda. O autor George Reisch descreveu a obra psicodélica de Meddle, "Echoes", como "construída em torno da ideia central de comunicação genuína, simpatia e colaboração com os outros". Apesar de ter sido rotulado como "o homem mais sombrio do rock", a autora Deena Weinstein descreveu Waters como existencialista, descartando o apelido desfavorável como resultado da má interpretação dos críticos de sua música.
Desilusão, ausência e não-ser
A letra de Waters para "Have a Cigar", do álbum Wish You Were Here, lida com a percepção de falta de sinceridade por parte de representantes da indústria da música. A música ilustra uma dinâmica disfuncional entre a banda e um executivo da gravadora que parabeniza o grupo pelo sucesso atual de vendas, o que implica que eles estão no mesmo time e revelam que ele erroneamente acredita que "Pink" é o nome de um dos membros do grupo. Segundo o autor David Detmer, as letras do álbum tratam dos "aspectos desumanos do mundo do comércio", uma situação que o artista deve suportar para alcançar seu público. A ausência como tema lírico é comum na música do grupo. Exemplos incluem a ausência de Barrett depois de 1968 e a do pai de Waters, que morreu durante a Segunda Guerra Mundial. As letras de Waters também exploravam objetivos políticos não realizados e empreendimentos sem sucesso. Sua trilha sonora, Obscured by Clouds, lida com a perda da exuberância juvenil que às vezes acompanha o envelhecimento. O designer de capa do álbum da banda, Storm Thorgerson, descreveu a letra de Wish You Were Here: "A ideia de presença retida, das maneiras que as pessoas fingem estar presentes enquanto suas mentes estão realmente em outro lugar e os dispositivos e motivações empregados psicologicamente pelas pessoas para suprimir toda a força de sua presença, acabou se resumindo a um único tema, ausência: a ausência de uma pessoa, a ausência de um sentimento". Waters comentou: "é sobre nenhum de nós estar realmente lá... [deveria] ter sido chamado de desejo que estávamos aqui".
Exploração e opressão
O autor Patrick Croskery descreveu Animals como uma mistura única dos "sons poderosos e temas sugestivos" de Dark Side com o retrato de alienação artística de The Wall. Ele traçou um paralelo entre os temas políticos do álbum e o de Animal Farm, de Orwell. Animals começa com um experimento mental, que pergunta: "Se você não se importava com o que aconteceu comigo. E eu não me importava com você" e então desenvolve uma fábula de animais baseada em personagens antropomorfizados, usando a música para refletir os estados de espírito individuais de cada um. A letra finalmente mostra um retrato da distopia, o resultado inevitável de um mundo desprovido de empatia e compaixão, respondendo à pergunta colocada nas linhas de abertura.
Alienação, guerra e insanidade
"Quando digo: "Vejo você no lado escuro da lua" ... o que eu quero dizer [é] ... Se você sente que é o único ... que parece louco [porque] você acha que tudo está louco, você não está sozinho." O'Neill Surber comparou a letra de "Brain Damage", do álbum Dark Side of the Moon, com a teoria de auto-alienação de Karl Marx; "tem alguém na minha cabeça, mas não sou eu". A letra de "Welcome to the Machine", de Wish You Were Here, sugerem o que Marx chamou de alienação da coisa; o protagonista da música preocupou-se com os bens materiais a ponto de se afastar de si e dos outros. Alusões à alienação das espécies humanas podem ser encontradas em Animals; o "cão" reduzido a viver instintivamente como um não humano. Os "cães" ficam alienados de si mesmos na medida em que justificam sua falta de integridade como uma posição "necessária e defensável" em "um mundo cruel, sem espaço para empatia ou princípios morais", escreveu Detmer. A alienação dos outros é um tema consistente nas letras da banda e é um elemento central do The Wall.
O grupo é uma das bandas de rock de maior sucesso comercial e influência de todos os tempos. Eles venderam mais de 250 milhões de discos em todo o mundo, incluindo 75 milhões de unidades certificadas e 37,9 milhões de álbuns vendidos nos Estados Unidos desde 1993. A Sunday Times Rich List de 2013 classificou Waters no número doze, com uma fortuna estimada em 150 milhões de libras esterlinas, Gilmour no número 27, com 85 milhões de libras, e Mason no número 37, com cinquenta milhões de libras. Em 2004, o MSNBC considerou o grupo como a oitava melhor banda de rock de todos os tempos, de uma lista de dez artistas. No mesmo ano, a revista Q nomeou a banda como a melhor de todos os tempos, de acordo com "um sistema de pontos que mede as vendas de seu maior álbum, a escala de seu maior show de destaque e o número total de semanas passadas nas paradas de álbuns do Reino Unido". A Rolling Stone classificou a banda no número 51 na lista dos "100 Maiores Artistas de Todos os Tempos". O VH1 classificou o grupo no número dezoito na lista dos "100 Maiores Artistas de Todos os Tempos". Colin Larkin classificou a banda como o terceiro melhor artista de todos os tempos, de uma lista de cinquenta artistas, um ranking baseado nos votos acumulados para os álbuns de cada artista incluídos no livro All Time Top 1000 Albums. Em 2008, o crítico de rock e pop do The Guardian, Alexis Petridis, escreveu que a banda ocupa um lugar único no rock progressivo, afirmando: "Trinta anos depois, a música progressiva ainda é persona non grata... Apenas o Pink Floyd — que nunca foi realmente uma banda de música progressiva, apesar de sua propensão a músicas longas e 'conceituais' — está nas listas de cem melhores álbuns."


