Caça Talentos
Caça Talentos é um seriado de televisão brasileiro produzido pela TV Globo e exibido de 16 de setembro de 1996 a 20 de novembro de 1998, em quatro temporadas, totalizando 517 capítulos inéditos - 567 contando reprises de férias durante a exibição original.
Imagem: revista Forum · BY-NC-SA · Openverse
Bela (Angélica) é uma menina que sofreu um acidente de carro ainda bebê, no qual seus pais morreram. Bela foi encontrada por duas fadas – a atrapalhada Margarida (Marilu Bueno) e a sábia Violeta (Betina Vianny) –, que a levaram para o Mundo Mágico e a criaram como uma fada, dando poderes mágicos a ela. Quando Bela completa 18 anos, descobre que nasceu no mundo real e precisa escolher se deseja ser uma fada ou uma humana. Para auxiliá-la nesta missão, suas tutoras mandam-na para a produtora de televisão Caça-Talentos, que abriga a passagem entre o mundo mágico e o mundo real, onde ela deve aprender como os seres humanos vivem, se relacionam e lidam com as dificuldades sem o uso de magia, podendo escolher no fim de suas conclusões qual caminho seguir. Entretanto, Bela não pode beijar nenhum humano, pois isso retiraria todos os seus poderes e sua memória do mundo mágico, já que este ato implicaria uma escolha precoce em se tornar humana para sempre. Isso se torna um problema quando Bela se vê apaixonada por Artur Carneiro (Eduardo Galvão), o dono da agência, que tem grandes problemas financeiros por não saber tocar os negócios como seus pais, contratando a fada como sua assistente. Mantendo contato remoto com suas fadas madrinhas através do espelho mágico em sua sala(com o qual faz videochamadas entre o mundo mágico e o mundo real), mas contando com o auxílio presencial de um duende em seu trabalho na agência(e consequentemente no mundo real), Bela precisa preservar ao máximo sua identidade de ser mágico(assim como a de seu duende auxiliar), evitando qualquer suspeita de qualquer pessoa, desta forma, deve usar seus poderes mágicos com muita sabedoria e geralmente em último caso, tendo que resolver problemas do cotidiano da forma mais humana possível.
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Originalmente, Caça Talentos entraria no ar em 9 de setembro de 1996, mas a produção acabou estreando uma semana depois do previsto, em 16 de setembro. A trama foi exibida de segunda-feira a sexta-feira, as 11h30, logo após o programa Angel Mix, apresentado por Angélica. Seu desfecho foi mostrado em 20 de novembro de 1998, totalizando 496 episódios inéditos + 71 De Reprises, distribuídos em quatro temporadas. Na numeração oficial da emissora foram 567 capítulos, pois considera-se as reprises de férias. .
Reprises
Durante sua reprise ocorreram represes ocasionais durante o período de férias. Estes episódios contam na numeração oficial adotada pela Globo para o programa, como pode ser visto na Globoplay. Os capítulos estão na plataforma no formato exibido pelo Canal Viva, com a imagem esticada. Após o seu término, a Rede Globo reexibiu apenas os primeiros episódios de 23 de novembro a 18 de dezembro de 1998, sendo substituído logo em seguida pela reapresentação do programa humorístico Os Trapalhões. Foi reexibido pelo canal Viva de 22 de maio de 2010 a 17 de maio de 2012, e novamente reexibido até 11 de abril de 2014, sendo substituído por Flora Encantada, seriado também protagonizado por Angélica.
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"Fazer uma fada que fosse boazinha, que resolvesse os problemas, blá blá blá, todo mundo esperava isso da Angélica. A gente fez dela uma trapalhona, então ela só fazia besteira! Claro que uma vez ou outra ela acertava, mas ela acertava, normalmente, por caminhos tortos". — A roteirista Denise Bandeira sobre desenvolver a personagem de Angélica. Em maio de 1996, após passagens pela Rede Manchete e SBT, a apresentadora Angélica assina contrato com a Rede Globo para comandar um programa infantil nas manhãs de segunda a sexta-feira da emissora, o Angel Mix. Além disso, o então diretor-geral da Rede Globo, Boni, ao perceber a boa aceitação de telenovelas infantojuvenis em outras emissoras, como Colégio Brasil, no SBT, e a reprise de O Meu Pé de Laranja Lima, na Rede Bandeirantes, também queria que a apresentadora protagonizasse uma produção de teledramaturgia voltada para o mesmo público, como um complemento do programa. A ideia era ser um diferencial na imagem de Angélica em relação às demais apresentadoras infantis, que apenas comandavam programas de auditório, sem se envolver com dramaturgia. Com roteiros de Denise Bandeira, Mauro Wilson e Ronaldo Santos, foi divulgado, em 25 de agosto de 1996, que a trama, provisoriamente intitulada Mundo Mágico, seria uma fantasia, e que Angélica viveria uma "fada moderna". A produção também teve o título provisório de Talento e Cia., logo após sendo alterado em definitivo para Caça Talentos.
Cenografia
A cenografia de Caça Talentos ficou a cargo de Leila Moreira, Cláudio Domingos e Marco Aurélio – montado no Projac (atualmente Estúdios Globo), o cenário da floresta na qual se passava a maior parte da ação da história contava com árvores e um lago artificial, e consumiu cerca de 100 metros quadrados de grama verdadeira, enquanto as cenas que se passavam na agência eram gravadas dentro dos estúdios Tycoon. Além disso, Caça Talentos também contava com uma série de efeitos especiais, para ilustrar as mágicas de Bela, personagem de Angélica, e dos demais personagens místicos da trama.


