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Motim de Atlanta de 1906

O Motim de Atlanta de 1906 foi uma série de ataques violentos de multidões armadas de brancos americanos contra afro-americanos em Atlanta, Geórgia, estes começaram na noite de 22 de setembro de 1906 e duraram até o dia 24 de setembro. Os eventos foram relatados por jornais de todo o mundo, incluindo o francês Le Petit Journal que descreveu como o "massacre de negros em Atlanta", O número final de mortes no conflito é desconhecido e contestado, mas oficialmente pelo menos 25 afro-americanos e dois brancos morreram. Relatórios não oficiais variam de 10 a 100 negros americanos mortos durante o massacre. De acordo com o Atlanta History Center, alguns negros americanos foram enforcados em postes de luz; outros foram baleados, espancados ou esfaqueados até a morte. Eles foram retirados dos bondes e atacados na rua; turbas brancas invadiram bairros negros, destruindo casas e empresas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 22/06/2026
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Eventos

Reportagem de jornal e ataques

Na tarde de sábado, 22 de setembro de 1906, os jornais de Atlanta noticiaram quatro agressões sexuais a mulheres brancas locais, supostamente essas agressões teriam sido cometidas por homens afro-americanos. Dois foram posteriormente indiciados por um grande júri pelo estupro de Ethel Lawrence e sua tia. Após este relatório, várias dezenas de homens brancos começaram a se reunir em turbas e começaram a espancar, esfaquear e atirar em negros em retaliação, puxando ou atacando aqueles que estavam dentro de bondes, começando do centro da cidade. Depois que edições extras do jornal foram impressas, pela meia-noite as estimativas eram de que 10.000 a 15.000 homens brancos se reuniram nas ruas do centro da cidade e estavam deambulando para atacar os negros. Por volta das 22h, os três primeiros negros foram mortos e outros estavam sendo tratados no hospital (pelo menos cinco morreriam); entre estes estavam três mulheres. O governador Joseph M. Terrell convocou oito companhias da Quinta Infantaria e uma bateria de artilharia leve da guarda nacional da Geórgia para intervir e conter a situação. Por volta das 2h30, cerca de 25 a 30 negros foram declarados mortos, com muitos mais feridos. As linhas do bonde foram fechadas antes da meia-noite para reduzir o movimento, na esperança de desencorajar as turbas e oferecer alguma proteção aos bairros afro-americanos, já que os brancos estavam indo para lá e atacando as pessoas em suas casas, ou forçando as mesmas para fora de suas casas.

Tentativas de defesa

No domingo, um grupo de afro-americanos se reuniu na comunidade de Brownsville ao sul do centro da cidade e perto da Universidade de Clark (Atlanta) para discutir ações; eles haviam se armado para sua própria defesa. A polícia do condado de Fulton soube da reunião e a invadiu; um oficial foi morto em um tiroteio que se seguiu. Três companhias de milícias locais foram enviadas a Brownsville, onde prenderam e desarmaram cerca de 250 negros, incluindo professores universitários. O New York Times relatou que quando o prefeito James G. Woodward foi questionado sobre as medidas tomadas ele respondeu: "A melhor maneira de prevenir um motim racial depende inteiramente da causa. Se a sua consulta tiver algo a ver com a situação atual em Atlanta, eu diria que a única solução é remover a causa. Enquanto os negros brutos atacarem nossas mulheres brancas, eles serão tratados sem cerimônia."

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Rescaldo

Grande júri

Em 28 de setembro, o jornal The New York Times noticiou:.mw-parser-output .flexquote{display:flex;flex-direction:column;background-color:#F1F1F1;border-left:3px solid #C7C7C7;font-size:100%;margin:1em 4em;padding:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.flex{display:flex;flex-direction:row}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.quote{width:100%}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.separator{border-left:1px solid #C7C7C7;border-top:1px solid #C7C7C7;margin:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.cite{text-align:right}@media all and (max-width:600px){.mw-parser-output .flexquote>.flex{flex-direction:column}}@media screen{html.skin-theme-clientpref-night .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}@media screen and (prefers-color-scheme:dark){html.skin-theme-clientpref-os .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}

Total de vítimas

Um número desconhecido e contestado de afro-americanos fora morto no conflito. Acredita-se que pelo menos duas dúzias de afro-americanos foram mortos. Foi confirmado que houve duas mortes de brancos, sendo estas uma mulher que morreu de ataque cardíaco depois de ver o tumulto perto de sua casa.

Discussões

Na segunda e terça-feira seguintes, cidadãos importantes da comunidade branca, incluindo o prefeito, se reuniram para discutir os eventos e trabalhar para prevenir qualquer violência adicional. O grupo incluiu líderes da elite negra, ajudando a estabelecer uma tradição de comunicação entre esses grupos. Mas durante várias décadas o massacre foi ignorado ou suprimido na comunidade branca e deixado de fora das histórias oficiais da cidade.

Lembrança

O massacre não foi coberto pelas histórias locais e foi ignorado por décadas no currículo escolar. Em 2006, no seu 100º aniversário, a cidade e grupos de cidadãos marcaram o evento com discussões, fóruns e eventos relacionados, como "passeios a pé, arte pública, serviços memoriais, inúmeros artigos e três novos livros". No ano seguinte, passou a fazer parte do currículo de estudos sociais do estado para escolas públicas o tema desse tumulto.

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Fontes consultadas

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