Baixas da Guerra do Iraque
As estimativas das fatalidades da Guerra do Iraque foram feitas de várias formas, e essas estimativas, de diferentes tipos, tem grande variabilidade.
As tabelas abaixo resumem os relatórios sobre os números de vítimas iraquianas.
Contagem de corpos
Resumo das baixas da Guerra do Iraque. As estimativas sobre o número de pessoas mortas na invasão e ocupação do Iraque variam amplamente e são objeto de grande contestação. As estimativas de baixas a seguir incluem tanto a invasão do Iraque em 2003, quanto o período pós-invasão, de 2003 até o presente [en]: Em 24 de fevereiro de 2009, havia 318 mortes nas forças armadas de outros países da coalizão: 179 mortes do Reino Unido e 139 mortes de outras nações. A distribuição dessas mortes é a seguinte:
Franks supostamente estimou, logo após a invasão, que houve 30.000 baixas iraquianas em 9 de abril de 2003. Esse número foi extraído da transcrição de uma entrevista de outubro de 2003 do Secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld, com o jornalista Bob Woodward. No entanto, nenhum dos dois conseguiu se lembrar claramente do número, nem se ele se referia apenas a mortes ou a mortos e feridos. Um artigo do Guardian de 28 de maio de 2003 relatou que, “extrapolando as taxas de mortalidade entre 3% e 10% encontradas nas unidades ao redor de Bagdá, chega-se a um número entre 13.500 e 45.000 mortos entre tropas e paramilitares.” Outro estudo, de 20 de outubro de 2003, do Project on Defense Alternatives do Commonwealth Institute em Cambridge, Massachusetts, estimou que, entre 19 de março de 2003 e 30 de abril de 2003, ocorreram “prováveis mortes de aproximadamente 11.000 a 15.000 iraquianos, incluindo aproximadamente 3.200 a 4.300 civis não combatentes.”
Projeto Iraq Body Count (IBC)
O Projeto Iraq Body Count (IBC), um grupo independente britânico-americano, compila as mortes de civis iraquianos relatadas como resultado da guerra desde a invasão de 2003, incluindo a consequente insurgência e guerra civil. Isso abrange mortes causadas diretamente pela ação militar da coalizão, pelas forças militares iraquianas, pela insurgência iraquiana e aquelas resultantes de crimes. O IBC sustenta que a autoridade ocupante tem a responsabilidade de evitar tais mortes, de acordo com a lei internacional. Até junho de 2020, o projeto IBC registrou em seu banco de dados um total de pelo menos 185.194 a 208.167 mortes violentas de civis. O IBC compila seus números com base em uma "pesquisa abrangente da mídia comercial e relatórios de ONGs, juntamente com registros oficiais divulgados na esfera pública". Os relatórios variam desde relatos específicos baseados em incidentes até números provenientes de hospitais, necrotérios e outras agências de coleta de dados documentais. O IBC também teve acesso às revelações do WikiLeaks sobre os registros da Guerra do Iraque.
Tabela IBC de mortes violentas de civis
A seguir estão os totais anuais de mortes violentas de civis do Projeto Iraq Body Count (IBC), divididos por mês, desde o início de 2003. A tabela abaixo foi copiada de forma irregular da página de origem e, portanto, logo ficará desatualizada, uma vez que os dados são atualizados continuamente na fonte. Em 12 de junho de 2023, a parte superior da página do banco de dados do IBC indicava 186.901 - 210.296 "Documented civilian deaths from violence" (Mortes de civis documentadas por violência). A mesma página também observava: "As lacunas nos registros e relatórios sugerem que mesmo nossos totais mais altos até o momento podem não refletir todas as mortes de civis por violência."
People's Kifah
O partido político iraquiano People's Kifah, ou Luta contra a Hegemonia (PK), afirmou que sua pesquisa, realizada entre março e junho de 2003 nas áreas não curdas do Iraque, registrou 36.533 civis mortos nessas regiões até junho de 2003. Embora o porta-voz da PK tenha fornecido totais detalhados cidade por cidade, os detalhes sobre a metodologia utilizada são limitados e os dados brutos não estão disponíveis publicamente. Um relatório menos detalhado sobre esse estudo foi publicado alguns meses depois no site da Al Jazeera, cobrindo as baixas até outubro de 2003.
Estima-se que cerca de 40% da classe média iraquiana tenha fugido, conforme informado pela ONU em 2007. A maioria dessas pessoas está deixando o país devido à perseguição sistemática e não deseja retornar. Pessoas de diferentes profissões, como professores universitários e padeiros, foram alvos de milícias, insurgentes iraquianos e criminosos. De acordo com a Human Rights Watch, estima-se que 331 professores tenham sido assassinados nos primeiros quatro meses de 2006, e pelo menos 2.000 médicos iraquianos foram mortos, com 250 sequestrados, desde a invasão dos EUA em 2003.
Desde a entrega oficial do poder ao Governo Provisório do Iraque em 28 de junho de 2004, os soldados da coalizão continuaram a ser atacados em diversas cidades do país. O total combinado de baixas da coalizão e de contratados no conflito é atualmente dez vezes maior do que o da Guerra do Golfo de 1990-1991. Na Guerra do Golfo, as forças da coalizão sofreram cerca de 378 mortes, enquanto os militares iraquianos perderam dezenas de milhares de vidas, além de milhares de civis. A National Public Radio, o iCasualties.org e o GlobalSecurity.org apresentam gráficos mensais das mortes das tropas americanas na Guerra do Iraque.
Tropas doentes, feridas ou lesionadas
Em 29 de agosto de 2006, o The Christian Science Monitor relatou: “Devido às novas armaduras e aos avanços na medicina militar, por exemplo, a proporção de mortes em zonas de combate em relação aos feridos caiu de 24% no Vietnã para 13% no Iraque e no Afeganistão. Em outras palavras, o número de mortos como porcentagem do total de baixas é menor.” Muitos veteranos norte-americanos da Guerra do Iraque relataram uma série de problemas de saúde graves, incluindo tumores, sangue na urina e nas fezes, disfunção sexual, enxaquecas, espasmos musculares frequentes e outros sintomas semelhantes aos da “síndrome da Guerra do Golfo”, que afetaram muitos veteranos da Guerra do Golfo de 1991. Alguns acreditam que esses sintomas podem estar relacionados ao uso de urânio empobrecido radioativo pelos EUA.
Acidentes e negligência
Em agosto de 2008, dezesseis soldados americanos morreram devido a eletrocussão acidental no Iraque, conforme informado pelo Departamento de Defesa. Um soldado foi eletrocutado enquanto tomava banho, enquanto outro morreu após ser eletrocutado em uma piscina. A KBR, a empreiteira responsável, havia sido alertada por funcionários sobre práticas inseguras e foi criticada após as revelações.
Polêmica da Nightline
Ted Koppel, apresentador do programa Nightline da ABC, dedicou todo o seu programa, em 30 de abril de 2004, à leitura dos nomes de 721 dos 737 soldados americanos que haviam morrido até então no Iraque. (O programa não conseguiu confirmar os dezesseis nomes restantes.) Alegando que a transmissão foi "motivada por uma agenda política destinada a minar os esforços dos Estados Unidos no Iraque", o Sinclair Broadcast Group [en] tomou a decisão de impedir que as sete estações afiliadas à rede ABC sob seu controle transmitissem o programa. A decisão de censurar a transmissão gerou críticas de diversos setores, incluindo membros das forças armadas, opositores da guerra, MoveOn.org e, principalmente, o senador republicano dos EUA John McCain, que condenou a medida como "antipatriótica" e "um grande desserviço ao público".
Amputados
Em 18 de janeiro de 2007, havia pelo menos 500 americanos que sofreram amputações devido à Guerra do Iraque. Em 2016, o número foi estimado em 1.650 soldados americanos. A estimativa de 2007 indicava que os amputados representavam 2,2% dos 22.700 soldados americanos feridos em ação (5% para os soldados cujos ferimentos os impediram de retornar ao serviço).
Lesões cerebrais traumáticas
Em março de 2009, o Pentágono estimou que 360.000 veteranos americanos dos conflitos do Iraque e do Afeganistão poderiam ter sofrido lesões cerebrais traumáticas (TCE), incluindo entre 45.000 e 90.000 veteranos com sintomas persistentes que exigem cuidados especializados. Em fevereiro de 2007, um especialista do Departamento de Assuntos dos Veteranos estimou que o número de TCEs não diagnosticados superava 7.500. De acordo com o USA Today, em novembro de 2007, estimava-se que mais de 20.000 soldados norte-americanos apresentavam sinais de lesões cerebrais, mas não foram classificados como feridos durante os combates no Iraque e no Afeganistão.
Doença mental e suicídio
Em março de 2008, o Coronel Charles Hoge, um dos principais psiquiatras do Exército dos EUA, afirmou que cerca de 30% das tropas em seu terceiro destacamento apresentavam sérios problemas de saúde mental, e que um ano não era tempo suficiente entre as missões de combate. Em 12 de março de 2007, a revista Time relatou um estudo publicado no Archives of Internal Medicine. Cerca de um terço dos 103.788 veteranos que retornaram das guerras do Iraque e do Afeganistão e que foram atendidos nas instalações do Departamento de Assuntos dos Veteranos dos EUA entre 30 de setembro de 2001 e 30 de setembro de 2005 foram diagnosticados com doenças mentais ou distúrbios psicossociais, como falta de moradia e problemas conjugais, incluindo violência doméstica. Mais da metade dos diagnosticados (56%) sofria de mais de um distúrbio. A combinação mais comum era transtorno de estresse pós-traumático e depressão.
É difícil estimar o total de mortes de insurgentes. Em 2003, o Exército dos EUA informou que 597 insurgentes foram mortos. De janeiro de 2004 a dezembro de 2009 (sem incluir maio de 2004 e março de 2009), estima-se que 23.984 insurgentes tenham sido mortos com base em relatos de soldados da coalizão nas linhas de frente. Nos dois meses ausentes na estimativa, 652 insurgentes foram mortos em maio de 2004 e 45 foram mortos em março de 2009. Em 2010, outros 676 insurgentes foram mortos. De janeiro a outubro de 2011, estima-se que 451 insurgentes tenham sido mortos. Com base nessas estimativas, cerca de 26.405 insurgentes foram mortos de 2003 até o final de 2011. No entanto, esse número pode ser subestimado, pois considera apenas as mortes em combate contra as forças lideradas pelos EUA, sem contabilizar aqueles mortos em confrontos com outros grupos ou em circunstâncias não relacionadas a combate. Além disso, houve contradições entre os números divulgados pelos militares dos EUA e os fornecidos pelo governo iraquiano. Por exemplo, o número de insurgentes mortos pelos militares dos EUA em 2005 foi de 3.247, enquanto o governo iraquiano informou 1.734 mortes. Essa discrepância pode ser atribuída ao receio de reportar mortes de civis. Em 2007, os ministérios iraquianos informaram que 4.544 militantes foram mortos, enquanto os militares dos EUA relataram 6.747 mortes. Em 2008, 2.028 insurgentes foram mortos, e em 2009, exceto no mês de junho, o Ministério da Defesa do Iraque informou 488 mortes, o que também difere da estimativa dos EUA, que apontou cerca de 3.984 mortes no mesmo período.
Em julho de 2007, o Departamento do Trabalho registrou 933 mortes de empreiteiros no Iraque. Em abril de 2007, o Inspetor Geral Especial para a Reconstrução do Iraque [en] declarou que o número de mortes de empreiteiros civis em projetos financiados pelos EUA no Iraque era de 916. Em janeiro de 2007, o Houston Chronicle informou que o Pentágono não registrava as mortes de empreiteiros no Iraque. Em janeiro de 2017, estimava-se que 7.761 empreiteiros haviam sido feridos no Iraque, mas não se sabia a nacionalidade deles. Até o final de 2010, pelo menos 40.000 militares privados contratados sofreram ferimentos. O Departamento do Trabalho tinha esses números porque rastreava os pedidos de indenização de trabalhadores feridos ou famílias de empreiteiros mortos de acordo com a Lei da Base de Defesa federal.
Em novembro de 2006, foram relatados sinais de uma deterioração significativa no sistema de saúde do Iraque como resultado da guerra. No ano de 2007, um estudo realizado pela Sociedade Iraquiana de Psiquiatras e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) constatou que 70% dos 10.000 alunos do ensino fundamental na região de Sha'ab, no norte de Bagdá, apresentavam sintomas relacionados a traumas. Artigos posteriores publicados no The Lancet e na Al Jazeera sugeriram que o número de casos de defeitos congênitos, câncer, abortos, doenças e nascimentos prematuros pode ter aumentado drasticamente após a primeira e a segunda guerras do Iraque, devido à presença de urânio empobrecido e produtos químicos introduzidos durante os ataques americanos, especialmente nas áreas de Fallujah, Basra e no sul do Iraque.
De 25 de fevereiro a 5 de março de 2007, a D3 Systems realizou uma pesquisa para a BBC, ABC News, ARD e USA Today. A ABC News reportou que: “Um em cada seis entrevistados afirmou que alguém em sua própria casa foi afetado pela violência. 53% dos iraquianos disseram que um amigo próximo ou um membro da família imediata foi ferido devido à violência atual. Essa porcentagem variou de 30% nas províncias curdas a quase 80% em Bagdá." A metodologia foi descrita da seguinte forma: “Essa pesquisa foi conduzida entre 25 de fevereiro e 5 de março de 2007, por meio de entrevistas pessoais com uma amostra aleatória de 2.212 adultos iraquianos, incluindo amostras das províncias de Anbar, da cidade de Baçorá, de Quircuque e da área de Sadr City [en] em Bagdá. Os resultados têm uma margem de erro de 2,5 pontos percentuais." A pesquisa contou com uma equipe de campo de 150 iraquianos, incluindo 103 entrevistadores que realizaram entrevistas em 458 locais ao longo do país. A pesquisa abordou nove tipos de violência, como carros-bomba, franco-atiradores ou fogo cruzado, sequestros, confrontos entre grupos adversários e abuso de civis por diferentes forças armadas.
Iraq Living Conditions Survey (2004)
Um estudo encomendado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), denominado Iraq Living Conditions Survey (Pesquisa sobre as condições de vida no Iraque - ILCS), coletou amostras de quase 22.000 domicílios em todas as províncias iraquianas. Estimou-se que 24.000 mortes violentas relacionadas à guerra ocorreram até maio de 2004 (com um intervalo de confiança de 95% de 18.000 a 29.000). Esse estudo não tentou medir qual parte de sua estimativa era composta por civis ou combatentes, incluindo os militares iraquianos mortos durante a invasão, bem como os insurgentes ou outros combatentes posteriores.
Lancet (2004)
O estudo Lancet de outubro de 2004, realizado por especialistas em saúde pública da Universidade Johns Hopkins e publicado em 29 de outubro de 2004 na revista médica The Lancet, estimou que 100.000 mortes iraquianas “excessivas” de todas as causas ocorreram desde o início da invasão dos EUA. O estudo não tentou medir quantos desses mortos eram civis, mas os autores afirmaram acreditar que a “grande maioria” eram não combatentes, com base no fato de que 7% das vítimas eram mulheres e 46% eram crianças com menos de 15 anos (incluindo dados de Fallujah). Para chegar a essa estimativa, foi realizada uma pesquisa em 988 residências iraquianas em 33 grupos em todo o país, onde os residentes foram questionados sobre quantas pessoas viviam ali e quantos nascimentos e mortes ocorreram desde o início da guerra. Em seguida, comparou-se a taxa de mortalidade com a média dos 15 meses anteriores à guerra. Descobriu-se que os iraquianos tinham uma probabilidade 1,5 vezes maior de morrer de todas as causas após a invasão (aumentando de 0,5% para 0,79% ao ano) do que nos 15 meses anteriores à guerra, produzindo uma estimativa de 98.000 mortes excessivas. Esse número excluiu os dados de um cluster em Fallujah, que foi considerado discrepante demais para ser incluído na estimativa nacional. Se os dados de Fallujah fossem incluídos, que apresentaram uma taxa mais alta de mortes violentas do que os outros 32 grupos combinados, a taxa de aumento de mortes seria de 2,5 vezes, com as mortes violentas sendo 58 vezes mais prováveis, a maioria delas causadas por ataques aéreos das forças da coalizão. Nesse caso, seriam estimadas mais 200.000 mortes.
Estimativa do Iraqiyun (2005)
A organização não governamental iraquiana Iraqiyun estimou 128.000 mortes desde a invasão até julho de 2005. Um artigo da United Press International (UPI) de julho de 2005 informou que o número foi fornecido pelo presidente da organização humanitária Iraqiyun em Bagdá, Dr. Hatim al-'Alwani. Ele afirmou que 55% dos mortos eram mulheres e crianças com 12 anos ou menos. O artigo da UPI relatou que a Iraqiyun obteve dados de parentes e famílias das vítimas, bem como de hospitais iraquianos em todas as províncias do país. O número de 128.000 inclui apenas aqueles cujos parentes foram informados sobre suas mortes e não considera aqueles que foram sequestrados, assassinados ou desapareceram. Um livro de 2010 de Nicolas Davies também mencionou a estimativa da Iraqiyun e observou que a organização era afiliada ao partido político do presidente interino Ghazi Al-Yawer. Davies escreveu: “O relatório especificou que incluía apenas mortes confirmadas, omitindo um número significativo de pessoas que desapareceram sem deixar rastros em meio à violência e ao caos.”
Lancet (2006)
O estudo Lancet de outubro de 2006 [en], realizado por Gilbert Burnham (da Universidade Johns Hopkins) e coautores, estimou o total de mortes excessivas (civis e não civis) relacionadas à guerra em 654.965 mortes até julho de 2006. O estudo de 2006 foi baseado em pesquisas realizadas entre 20 de maio e 10 de julho de 2006, e incluiu mais residências do que o estudo de 2004, permitindo um intervalo de confiança de 95% entre 392.979 e 942.636 mortes excessivas iraquianas. Essas estimativas eram muito mais altas do que outros registros disponíveis na época. O estudo de Burnham et al. foi descrito como um dos mais controversos na pesquisa sobre conflitos armados, e suas conclusões foram amplamente contestadas na literatura acadêmica. Logo após a publicação, a estimativa e a metodologia do estudo foram criticadas por diversas fontes, incluindo o governo dos Estados Unidos, acadêmicos e o Iraq Body Count. Na época, outros especialistas elogiaram a metodologia do estudo. John Tirman [en], que encomendou e financiou o estudo, defendeu suas conclusões. Uma revisão sistemática de 2008, publicada na revista Conflict and Health, concluiu que os estudos de maior qualidade usaram "métodos baseados na população", os quais "produziram as estimativas mais altas." Um estudo de 2016 descreveu o estudo da Lancet como “amplamente visto entre os colegas como uma das investigações mais rigorosas sobre a mortalidade relacionada à Guerra do Iraque entre civis iraquianos” e argumentou que parte das críticas “pode ter sido motivada politicamente”.
Estimativa do Ministro da Saúde do Iraque (2006)
No início de novembro de 2006, o Ministro da Saúde do Iraque, Ali al-Shemari, estimou que entre 100.000 e 150.000 pessoas haviam sido mortas desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em março de 2003. O Taipei Times reportou sobre sua metodologia, mencionando que al-Shemari baseou sua estimativa em uma média de 100 corpos por dia levados a necrotérios e hospitais, o que resultaria em cerca de 130.000 mortes no total. O Washington Post acrescentou que, enquanto al-Shemari apresentava essa nova estimativa, o chefe do necrotério central de Bagdá informou que sua instalação recebia até 60 vítimas de mortes violentas diariamente, sem incluir as vítimas cujos corpos eram levados a outros necrotérios ou enterrados rapidamente por parentes, conforme o costume muçulmano.
Nações Unidas (2006)
As Nações Unidas informaram que, em 2006, ocorreram 34.452 mortes violentas no Iraque, com base em dados coletados de necrotérios, hospitais e autoridades municipais de todo o país.


