Aetio
Aetio é uma divindade indígena, de carácter predominantemente masculino, pertencente ao panteão lusitano e hispano-celta pré-romano. Cultuado localmente em regiões do interior da antiga província da Lusitânia, a sua figura insere-se no grupo de deuses menores ou de âmbito estritamente comunitário (populi) que caracterizavam a religiosidade paleohispânica antes e durante a romanização.
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Diferente das grandes divindades nacionais ou regionais dos lusitanos, como Endovélico, Arentio ou Arentia, o culto a Aetio apresenta uma dispersão geográfica bastante circunscrita e fragmentária, típica das divindades de cariz local ou gentílico da Beira Interior e da zona transfronteiriça da Extremadura espanhola. As evidências da sua veneração assentam em achados epigráficos integrados em aras votivas de pedra de pequenas dimensões. Estes monumentos eram erguidos por devotos indígenas que, ao adotarem o hábito epigráfico latino, registavam os nomes dos seus deuses ancestrais sob fórmulas de cumprimento de voto (como ex voto ou votum solvit) para garantir a proteção das suas famílias, colheitas ou povoados fortificados (Castros).
Devido à ausência de relatos literários clássicos ou de iconografia associada diretamente ao seu teónimo, a natureza teológica de Aetio é estudada através da linguística comparada aplicada às línguas indo-europeias da Península Ibérica:


