Aeroporto Internacional de Belo Horizonte-Confins
O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte/Confins – Tancredo Neves está localizado no município de Confins, em Minas Gerais, Brasil. É o sexto aeroporto mais movimentado do país e o principal terminal aéreo do estado, atendendo Belo Horizonte e sua Região Metropolitana. O aeródromo possui capacidade para atender até 32 milhões de passageiros por ano e está apto a receber aeronaves de grande porte, como o Boeing 747, o Airbus A380 e Antonov An-124.
Durante muitos anos, o saturado Aeroporto da Pampulha foi o principal aeroporto de Belo Horizonte, porém o mesmo sofria com frequentes fechamentos e inundações, devido à sua localização. Ainda foi previsto que em alguns anos o Aeroporto fosse engolido pela cidade, inviabilizando sua utilização. Assim, iniciaram estudos para a construção de um novo aeroporto em Belo Horizonte e o local escolhido foi o então distrito de Confins, na cidade de Lagoa Santa, cerca de 40 quilômetros do centro da capital. Na escolha do local, foram levados em consideração estudos que apontavam uma previsão do quanto a cidade iria crescer, e dessa forma o aeroporto não sofreria com os mesmos problemas que afetavam o Aeroporto da Pampulha. Apesar de arqueólogos afirmarem que a existência do aeroporto no local poderia danificar grutas com tesouros arqueológicos na região, o local foi mantido para a construção do aeroporto.
Década de 1980 - projeto e inauguração
O projeto elaborado foi o de um grande aeroporto industrial, dividido em quatro fases, que seriam realizadas de acordo com a demanda do Aeroporto de Confins, consistindo de duas pistas paralelas de cerca de 3000 metros e quatro módulos de terminais de passageiros, cada um com um anexo no qual se localizariam lojas, a administração e dois estacionamentos. As obras de terraplanagem começaram em 1980, para construir a plataforma onde ficaria o aeroporto. As obras do terminal se iniciaram em 1981. Durante os anos de 1982 e 1983, o aeroporto recebeu 190 aviões que não puderam aterrissar no Aeroporto da Pampulha. Os passageiros desembarcam no terminal de cargas, que já estava pronto, recebendo depois modificações provisórias.
Década de 1990 - as operações e a queda de movimento
Diversos voos internacionais começaram a ser operados a partir do Aeroporto de Confins. Em 1993, veio a PLUNA, voando para Montevidéu, e em seguida a American Airlines anunciou voos para Miami com escala em São Paulo. Depois ainda vieram United Airlines, voando para Miami, a Varig, para Nova Iorque, e ainda a Continental Airlines, para Newark e Rio de Janeiro, além de muitos fretamentos. O Aeroporto estava em seu auge. Porém, a partir dos anos 2000, a situação do Aeroporto piorou. Os voos em Confins passaram a ficar mais escassos: A PLUNA saiu em 1996, seguida a LAB, United, Continental Airlines e em 2004, a American Airlines. O Aeroporto estava com um único voo da Varig para Guarulhos, poucos da VASP e quatro da TAM, que chegaram no final da década de 90. O principal motivo da saída das companhias aéreas, foi a localização do aeroporto em relação à cidade.
Década de 2010 - expansão e concessão
A década anterior terminou com grandes expansões no aeroporto, principalmente por parte das empresas Azul, TRIP e Webjet, que, em 2010, inauguraram voos para Belém, Porto Velho, Manaus, Rio Branco, Ribeirão Preto, Navegantes e outros destinos nunca antes operados a partir de Confins, como Fortaleza, Maceió e Porto Alegre. O aeroporto atinge níveis recordes de passageiros transportados e número de destinos e, como consequência, passa a enfrentar problemas de superlotação, sobretudo no Check-in e Embarque, evidenciando-se a necessidade de ampliação e construção do segundo terminal. Consolidou-se como principal Hub da TRIP e Hub secundário da Azul. Após a fusão das duas empresas, várias ligações com a região Sul foram perdidas, bem como após a aquisição da Webjet pela Gol. Ainda assim, Confins continua tendo inúmeros voos para todas as regiões do Brasil.
Década de 2020 - Consolidação como Hub Nacional
Durante a pandemia de COVID-19, os aeroportos do planeta inteiro enfrentaram desafios significativos devido às restrições de viagem, fechamentos de fronteiras e quedas drásticas na demanda por voos, experimentando-os uma redução substancial no número de passageiros e resultando em dificuldades financeiras e operacionais. As medidas de segurança e restrições de viagem impostas pelos governos afetaram diretamente a aviação civil. Com a diminuição da demanda por viagens aéreas, as companhias aéreas reduziram suas operações e encerraram rotas. Em Confins, o Movimento Operacional ultrapassou os 11 milhões de passageiros em 2019 (ultimo ano antes da pandemia), tendo caído para menos de 5 milhões em 2020. Nos anos seguintes, a movimentação voltou a subir, mas ainda não ultrapassou os números de 2019 (previsto para acontecer apenas em 2024).
Terminal 1 e Terminal 2
Os dois Terminais (T1 e T2) são totalmente integrados e possuem atualmente três pisos: Térreo, 1º Pavimento e 2º Pavimento.
Terminal 3
Após a total transferência das Operações Internacionais para o Terminal 2, o Terminal 3 que antes era usado provisoriamente para os voos internacionais foi desativado. Foi transformado em Terminal de Aviação Geral e Executiva, com uso restrito pela BH Airport. O Terminal 3 tinha capacidade para receber com conforto e segurança até 4,3 milhões de passageiros por ano.
Unificação dos Terminais
A BH Airport trata os Terminais 1 e 2 como um só, de modo a facilitar a compreensão do usuário quanto à localização dos serviços, através da indicação do Check-in a ser utilizado (1 e 2 para Operações Domésticas e 3 para Operações Internacionais).
Centro de Manutenção de Aeronaves - GOL AeroTECH
Em 2006, a Gol Linhas Aéreas Inteligentes inaugurou ao lado do aeroporto o principal centro de manutenções de aeronaves da América Latina. É situado em uma área de 47.387 m², que pode receber até sete aeronaves simultaneamente para manutenção, distribuídas em três modernos hangares. Sua especialidade é realizar serviços de manutenção para companhias aéreas da família Boeing 737 (Next Generation, Classic e MAX) e Boeing 767. É certificada por órgãos reguladores nacionais (ANAC - Agência Nacional de Aviação Civil) e internacionais, tais como a FAA (Federal Aviation Administration, dos Estados Unidos) e EASA (European Union Aviation Safety Agency).
A concessionária BH-Airport conduziu um processo de expansão do aeroporto, cujas melhorias incluem reforma do Terminal 1 e construção do Terminal 2. No ano de 2013, foi concluída a construção do Pátio 2, ao lado do Pátio 1, e a ampliação do Pátio 3 (do TECA - Terminal de Carga Aérea), o que aumentou sobremaneira o número de posições disponíveis no aeródromo. Em 2022, foi inaugurada a primeira fase da reforma total do Terminal 1. Além disso, na sala de embarque, a parte mais antiga, que abrigava os portões 3, 4, 5 e 6, também foi reformada e agora lembra o Terminal de Passageiros 2. O projeto de modernização do Terminal foi assinado pelo escritório Fernandes Arquitetos Associados. As intervenções demandaram investimentos da ordem de R$ 100 milhões e contribuem para fortalecer o papel do aeroporto como hub.
LMG-800 Km 7,9 s/n, Confins - MG, 33500-900


