Aeroporto de Madrid-Barajas
O Aeroporto Internacional Adolfo Suárez/Madrid-Barajas é o principal aeroporto da capital de Espanha, operado pela espanhola Aena localizado no nordeste da capital, distrito de Barajas a 12 km do centro da cidade, sendo o quarto maior da Europa (Barajas, 2009) e o décimo primeiro do Mundo.
Início
A 23 de março de 1929 teve início a realização de um concurso de eleição dos terrenos para desenvolver o aeroporto civil de Madrid. O concurso terminou a 15 de abril e apresentaram-se quatro propostas: Carabanchel Alto, Getafe, Vallecas e Barajas, aceitou-se finalmente esta última proposta realizada por Rogelio Sol Mestre. Os terrenos seleccionados tinham uma extensão de 493 alqueires, situados a 12 km de Madrid. A compra dos terrenos realizou-se a 30 de julho de 1930 por um valor de 730 000 pesetas. A 23 de julho convocou-se um concurso para a realização do projecto do novo aeroporto, tinham sido apresentados sete projectos distintos. O júri do concurso (composto por diferentes profissionais civis e militares) seleccionou a proposta do engenheiro Marqués de los Álamos e do arquitecto Luis Gutiérrez Soto. As obras começaram assim que os terrenos estiveram disponíveis, começando pela zona de aterragens. A 14 de abril de 1930 foram autorizadas as companhias CLASSA, CETFA, CASA e CEA a instalarem-se no aeroporto. O tráfego aéreo nacional e internacional iniciou-se a 22 de abril de 1931, apesar das operações comerciais regulares tardarem dois anos a realizar-se, pois o aeroporto ainda continuava com obras. Junto ao campo de voos construi-se um pequeno terminal, com uma capacidade para 30.000 passageiros anuais, além de vários hangares e do edifício do Avião Clube.
A era da aviação comercial
A abertura do regime autárquico permitiu um aumento do número de passageiros assim como das infra-estruturas do aeroporto. Nos anos de 1950 o aeroporto superava o meio milhão de passageiros, e aumentara para 5 o número de pistas e tiveram início as linhas regulares com Nova Iorque. Em 1957 o aeroporto foi classificado como um aeroporto internacional de primeira categoria. Os grandes jactos desembargavam no Madrid-Barajas nos anos sessenta e o crescimento de tráfego, como consequência do turismo principalmente, aumentou as expectativas. No princípio da década, alcança-se um milhão e duzentos mil passageiros, mais do dobro que o previsto no Plano de Aeroportos de 1957.
Saturação e ampliação
As ampliações dos anos 1980 tinham sido feitas pensando que não havia saturação até ao ano de 2000. O crescimento após a liberação do tráfego do mercado aéreo já foi pensado em 1989 e a necessidade de fazer algo para evitar que o aeroporto se desorganize completamente em 1992. Então foi proposta uma nova solução, criar um novo aeroporto em Campo Real e fechar o de Barajas. Em 1988 apresentou problemas graves de saturação antes da incapacidade da DGAC, Direcção General de Aviação Civil de Espanha (que tinha a gestão do aeroporto) por resolver. O debate girou em torno de duas soluções distintas: a ampliação das instalações existentes ou a construção de um novo aeroporto. Optou-se pela primeira solução e em 1991 é elaborado um Plano Director do aeroporto de Madrid-Barajas, com um Plano de Infra-estruturas até um horizonte de 15 anos e um plano de acção imediato para responder às insuficiências detectadas em 1990. Em 1992, foi acordada a ampliação do aeroporto com o denominado Plano Barajas, sendo a primeira fase proposta pelo Plano Director com um horizonte de capacidade para o ano de 2010, e que incluía entre outras, a construção de uma nova pista, uma nova torre de controle, um novo edifício terminal, plataformas e sistemas de transporte.
O "Plano Barajas"
No ano de 2000, o aeroporto encontrava-se saturado de tantos anos de crescimento do tráfego que suportava. Nesse mesmo ano tiveram início as obras de ampliação do aeroporto, na forma de um mega projecto conhecido como "Plano Barajas". O plano consistia em construir um edifício terminal, um edifício satélite dependente do novo terminal, duas novas pistas (paralelas às existentes nessa altura), duas grandes plataformas em torno dos novos edifícios terminais, novos estacionamentos e vias de acesso ao aeroporto, enterrar a pista M-111 debaixo das pistas, um trem automático para a ligação entre o terminal e o satélite dentro de um túnel de serviços aeroportuários, assim como um sistema de tratamento automatizado de bagagens nos novos terminais. A isto tudo, também estava associado a ampliação da central eléctrica do aeroporto, o desvio do rio Jarama, ruas de rolamento nas novas infra-estruturas, novas ajudas na navegação aérea e uma nova torre de controle.
Operações
O aeroporto de Madrid-Barajas é um aeroporto H24 (aberto 24 horas) (AIP, 2009), mas as operações realizadas sofrem restrições. São proibidas aeronaves sem comunicação por rádio e helicópteros. As aeronaves de aviação geral e as ligeiras de negócios com menos de 70 passageiros não podem operar entre as 6:00 e as 22:00, deverão ser desviadas para o aeroporto de Madrid-Torrejon. São também proibidas as operações de descolagem e aterragem de aeronaves classificadas como CR-4 ou superior. E ainda existem restrições impostas para outras aeronaves entre as 23h00 e as 7h00. Algumas aeronaves têm restrições noturnas com o uso de APU: Ilyushin, DC-8, Fokker F-50, MD-80, MD-11, Boeing 747, CRJ200, Embraer 120, Boeing 717 e Boeing 727. As seguintes têm mais restrições nas descolagens: Antonov An-72, Antonov An-124, Airbus A340, Boeing 737-200, Boieng 727-200, Boieng 737-100, Boeing 747, DC-10, Ilyushin Il-62, Lockheed 1011, Tupolev Tu-134, British Aerospace BAe 125, North American Sabreliner e Yakovlev Yak-42.
Aeródromo
O aeroporto de Barajas contêm três edifícios, terminais, um edifício satélite e dois diques (um dos quais quase se pode considerar um terminal), possui um terminal exclusivo para a carga. A nomenclatura usada para os terminais do aeroporto (T1, T2, T3, T4 e T4-S) não coincide exatamente com a divisão real arquitectónica do aeroporto. Madrid-Barajas possui quatro pistas paralelas duas a duas: as 18L/36R - 18R/36L e as 15L/33R - 15R/33L. Na terminologia aeronáutica considera-se que tem 8 pistas diferentes, e que só se usam simultaneamente quatro como configurações de operação, norte ou sul. O ATC elege uma ou outra configuração em função da meteorologia.
Navegação aérea
O aeroporto possui três torres de controle: Qualquer uma das três torres tem a capacidade para controlar qualquer tráfego aéreo e o movimento de aeronaves no aeroporto, mas em condições de funcionamento normal as tarefas estão divididas entre as três. A Torre Norte é a torre de controle principal do aeroporto e a maior de todas. Foi inaugurada em 1998 e veio substituir a actual Torre Sul como a principal do aeroporto. A Torre Oeste foi a última torre de controle a ser construída no aeroporto. Inaugurou-se em 2006, também com o terminal T4. Encarrega-se de gerir o movimento das aeronaves em terra em torno do terminal T4. A Torre Sul é a mais antiga torre de controle do aeroporto. Situa-se dentro do terminal T2, mas quando foi construída estava localizada no Terminal Nacional. Até 1998 era a única torre de controle do aeroporto, mas desde esse momento apenas gestiona as operações de rolamento das aeronaves em torno dos edifícios terminais T1, T2 e T3, assim como com o terminal de carga. Apesar desta redução de funções a torre segue as capacidades operativas.
O aeroporto situa-se a nordeste de Madrid, no distrito de Barajas. O Terminal T4, o mais recente, está separado por mais de 2 km dos terminais T1, T2 e T3. Para a comunicação entre todos os terminais, a AENA dispõe de um serviço gratuito de autotocarros Airport Shuttle. Os edifícios do Terminal 4, o principal e o seu satélite, estão separados por mais de 1 km e têm entre si uma das pistas, estabelecem ligação através de uma galeria subterrânea por um comboio eléctrico sem condutor.
Os terminais dispõem de paragens de táxis nas áreas exteriores às chegadas devidamente sinalizadas. As tarifas do aeroporto têm um suplemento. Também pela bagagem se pode cobrar um extra. Os táxis oficiais são brancos com uma risca vermelha e têm o símbolo do Ayuntamiento de Madrid nas portas. As suas paragens estão junto às dos autocarros. Nelas se localizam os dados dos hotéis e os números de telefone.
As linhas 200 e 204 da EMT (Empresa Municipal de Transportes de Madrid) estabelecem a ligação entre o Intercambiador da Avenida da América com Canillejas aos terminais T1, T2, T3 e T4, respectivamente. As tarifas são as mesmas para o resto da rede da EMT. Anteriormente existia a linha 89 de autocarros que fazia a ligação entre o aeroporto e a Plaza de Colón em Madrid, mas foi eliminada pouco depois da linha que partia desde a Avenida da América deixar de prestar serviço. Outras linhas do Consorcio Regional de Transportes estabelecem a ligação com os diferentes terminais dos municípios envolventes:
A linha 8 do Metro de Madrid une a estação de aos terminais do aeroporto em 15-20 min. Existem duas estações no aeroporto, a que serve os terminais antigos (Aeroporto T1, T2 e T3) e a da nova área terminal (Aeroporto T4). Para entrar ou sair de qualquer estação é necessário um suplemento de 1€ que pode comprar-se em separado ou acrescentar ao abono correspondente. Os usuários do abono de transportes não pagam suplemento. O Madrid-Barajas e o Heathrow são dos únicos aeroportos europeus com várias estações de metro, em ambos os casos, com duas. O Aeroporto de Barcelona tem três estações de metro, duas estações de Cercanías Renfe e uma estação de alta velocidade.
A ligação por Cercanías, está em obras, para uma nova ligação entre o terminal T4 e Chamartín com paragens na estação de Fuente de la Mora e Valdebebas. As obras terminarão em 2010. Este novo acesso também fará ligações do aeroporto com o comboio de alta velocidade na estação de Chamartín e com os outros municípios e pontos de interesse da comunidade de Madrid e da rede de Cercanías Madrid.


