Pesquisa · Mapa mental

Aeroporto Internacional de Vitória

O Aeroporto Internacional de Vitória – Eurico de Aguiar Salles, também conhecido como Aeroporto de Goiabeiras é um aeroporto brasileiro no município de Vitória, no Espírito Santo. É o principal aeroporto do estado do Espírito Santo e opera voos nacionais e internacionais de passageiros e de carga.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/06/2026
01

História

Depois de todos os percalços que emperravam a modernização do aeródromo havia cerca de uma década, foi lançado novo edital de licitação para contratar a empresa que concluiria as obras do Aeroporto de Vitória, até que, em novembro de 2014, as propostas foram abertas e foi anunciada vencedora a construtora paranaense JL Construções Civis S/A, a mesma que realizou as obras de ampliação do Aeroporto de Curitiba e de revitalização do hotel Copacabana Palace. Em janeiro de 2015, o resultado do processo de licitação foi homologado. Em junho de 2015, o então Ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, assinou a ordem de serviço para a retomada das obras de construção do novo aeroporto de Vitória. A obra tem previsão para ficar pronta no mês de setembro de 2017 e o valor do contrato é de R$ 523 milhões. Os recursos são provenientes em parte do Orçamento da União, mas a maioria advém do Fundo Nacional de Aviação Civil, totalizando mais de R$ 500 milhões.

O cais do hidroavião

Antes da construção do Aeroporto Eurico de Aguiar Salles, os voos com destino à capital pousavam no hidroporto de Santo Antônio, o mais antigo bairro da capital. Projetado pelo arquiteto Ricardo Antunes e construído em 1939, o hidroporto logo ficou conhecido como Cais do Hidroavião. A edificação era equipada tanto para o transporte de passageiros quanto para o transporte de carga. A escolha do local se deveu, especialmente, à calmaria das águas naquele lugar, à topografia do bairro e, também, ao fato de haver ali uma linha de bonde que fazia a ligação direta com o Centro da cidade. O tempo de vida do Cais não foi muito longo. Durou menos de dez anos. Com o fim da Segunda Guerra, os hidroaviões entraram em desuso. O Cais de Santo Antônio foi um dos últimos a encerrar as operações aéreas no país, em 1948.

O nascimento do Aeroporto de Vitória

Na década de 1930, no local onde fica o atual Aeroporto de Vitória, funcionava o aeroclube da cidade, com uma pista de terra batida. O local foi escolhido para a instalação do aeroporto da cidade por um engenheiro francês da Société des Lignes Latécoère, empresa postal francesa. Em 1942, com uma verba total de 50 contos de réis, teve início a construção de uma pista de cimento, que custou 38 contos de réis. O restante do valor foi utilizado na construção do terminal de passageiros. A construção da pista e do terminal foi concluída em 1943. O Aeroporto de Vitória fez parte da relação de aeroportos participantes do convênio firmado entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos, por meio do qual o Brasil cedia, durante o período de guerra, a utilização de aeródromos às Forças Armadas dos EUA. Em 1943, a U.S. Engineer Office, repartição do exército americano, concluiu o projeto para o recém-construído aeroporto, prevendo a ampliação da pista para 1.500 metros de comprimento por 45 metros de largura. O projeto foi realizado pela Diretoria de Obras do Ministério da Aeronáutica, tendo sido concluído em 1946, data oficial da inauguração do Aeroporto de Vitória.

Estudos para a transferência de sítio

A expansão do Aeroporto de Vitória vem sendo estudada desde 1975, quando o Governo do Estado do Espírito Santo realizou um estudo de alternativas locacionais visando a transferir o aeroporto para outro sítio. Foram identificadas duas alternativas, uma ao norte da cidade de Vitória, no município da Serra, em região próxima a Nova Almeida, e a segunda ao sul, no município de Vila Velha, em região que se estende desde a Barra do Jucu até a Ponta da Fruta. A região localizada na Serra mostrou-se inviável, uma vez que a área que se pretendia ocupar já possuía culturas da Agrosuco (frutas e vegetais em conserva) e da Citriodora (eucalipto), contrariando os critérios estabelecidos, pelos quais seriam evitadas propriedades de grande valor industrial e agropecuário. Já a área de Vila Velha se tornou inviável, atualmente, tendo em vista a criação da Área de Proteção Ambiental de Setiba, em 1994, e da Reserva Ecológica de Jacarenema, em 1997.

Projeto de modernização

Ante a inviabilidade de mudança do local do aeroporto, sua modernização tornou-se imprescindível, a fim de atender a uma demanda crescente tanto do transporte de passageiros quanto do transporte de cargas. Em 2005, iniciaram-se as obras de modernização do aeroporto, cujo projeto incluía um moderno terminal de passageiros com aeroshopping, climatizado e com acessibilidade para deficientes físicos, seis modernas pontes de embarque, uma segunda pista de pouso e decolagem com 2.416 metros (sentido leste/oeste), estacionamento com 1.000 vagas, um novo pátio de aeronaves, novas vias de acesso, novas instalações do Corpo de Bombeiros, nova torre de controle, novas instalações de navegação aérea, áreas reservadas para comércio e um centro de convenções.

Irregularidades na execução do contrato

Foram muitos os transtornos na execução da obra até que o TCU determinou a retenção de parte do pagamento ao consórcio formado pelas construtoras Camargo Corrêa, Mendes Júnior e Estacon por suspeita de sobrepreço e desvio de verbas. Sob arguição de insegurança jurídica, as empreiteiras abandonaram definitivamente o canteiro de obras em 2008. Foram várias as tentativas do TCU e da Infraero para se retomar o andamento das obras com o consórcio vencedor da primeira licitação, porém a proposta feita pelo consórcio de R$ 900 milhões foi considerada excessiva pelo TCU, que recomendou finalizar as negociações e realizar uma nova licitação.

Atualização do Plano Diretor Aeroportuário

Provocado pelo Ministério Público Federal (MPF), o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), em parecer de 2010, manifestou entendimento de que a nova pista do Aeroporto de Vitória deveria ter, no máximo, 1.900m de comprimento, contra os 2.535m previstos no projeto, tendo em vista as novas construções realizadas no entorno do aeroporto desde a formulação do Plano Diretor Aeroportuário (PDIR), aprovado em 1987, e do Plano Específico de Zona Proteção Aeroportuária (PEZPA), de 1994. Segundo o Decea, “o projeto de construção da nova pista de pouso e decolagem do Aeroporto de Vitória não está de acordo com o previsto no seu Plano Diretor e, por conseguinte, no seu Plano Específico de Zona de Proteção Aeroportuária (PEZPA), não oferecendo, pois, um nível de segurança aceitável às operações aéreas daquele aeroporto”. Para o órgão, “em função da efetiva e necessária segurança operacional, especificamente do ponto de vista da Zona de Proteção de Aeródromos, para garantir o nível de segurança oferecido pelo PEZPA de Vitória, o projeto de construção da nova pista não deve contemplar um comprimento maior que 1.900m”.

02

Movimento operacional

Movimento anual de passageiros (embarques e desembarques)

Observação: os dados constantes da tabela acima incluem embarques e desembarques de passageiros no Aeroporto de Vitória em voos regulares e não regulares.

Movimento anual de aeronaves (pousos e decolagens)

Observação: os dados constantes da tabela acima referem-se ao conjunto de pousos e decolagens realizados no Aeroporto de Vitória em cada ano, sejam de transporte de passageiros ou de carga, regulares ou não regulares e domésticos ou internacionais.

Movimento anual de carga aérea e correios (t)

Observação: as informações contidas na tabela acima referem-se ao total da carga aérea operacional, isto é, a carga transportada nos porões das aeronaves (carregadas, descarregadas e trânsito), não devendo ser confundida com a carga comercial do TECA (Terminal de Logística de Carga) da rede Infraero.

03

Infraestrutura

(Podem eventualmente operar simultaneamente)

04

Terminal de Cargas

Imagem: Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) · BY-NC-SA · Openverse

O Aeroporto de Vitória é um dos aeródromos da rede Infraero que conta com um terminal internacional de cargas. Foi inaugurado em 21 de outubro de 1976 e conta com as seguintes instalações: cofre, câmaras frigoríficas, armazém de carga perigosa e armazém de material radioativo. Desde 1999 o terminal recebe voos internacionais semanalmente, com uma companhia aérea operando o trecho Miami-Vitória, facilitando o comércio exterior capixaba. Em 2016, o terminal movimentou 2.580,2 toneladas de carga, segundo dados estatísticos da Infraero, carga esta composta principalmente por eletrônicos, equipamentos de telecomunicação, vestuário, cosméticos, medicamentos e insumos industriais.

05

Acessibilidade

Imagem: Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) · BY-NC-SA · Openverse

O aeroporto de Vitória conta com quatro cadeiras Stair-Trac (da Gol Transportes Aéreos, LATAM Brasil, Azul Linhas Aéreas Brasileiras e Voe Pass), um elevador portátil que pode ser adaptado à maioria das cadeiras de rodas, facilitando o acesso e o desembarque do passageiro à aeronave. A Infraero disponibiliza, ainda, um ambulift, um veículo adaptado com uma plataforma elevatória que realiza o embarque e desembarque de pessoas deficientes ou com mobilidade reduzida.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando