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Feira de Santana

Feira de Santana é um município brasileiro no interior da Bahia, Região Nordeste do Brasil. É a cidade-sede da Região Metropolitana de Feira de Santana e da Região Imediata de Feira de Santana, que é formada por 33 cidades. Está localizada no centro-norte baiano, a 108 quilômetros da capital do estado, Salvador, com a qual se liga através da BR-324.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 31/07/2026
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História

Pouco se sabe da Pré-História na região de Feira de Santana. Durante o período Pré-Cabralino a região era habitada por índios paiaiás, sendo praticamente desabitada por europeus até o século XVII, onde há uma ruína de um engenho no distrito de Humildes, o único distrito da cidade ligado à Zona da Mata e à antiga ocupação do território brasileiro. Existiam também algumas estradas de terra ligando o litoral ao sertão nos primórdios da colonização portuguesa. Por volta de 1645, o sesmeiro João Peixoto Viegas, cristão-novo, funda a Vila de São José das Itapororocas. Deste modo o povoamento da urbe original foi no morgado dos Peixoto Viegas, na sede da paróquia de São José das Itapororocas. Ainda no século XVII são fundadas a vila de São Vicente, atual sede do distrito de Tiquaruçu, e a sede do distrito de Humildes. Por volta da década de 1820, um casal de portugueses, Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandoa fundam uma fazenda que mais tarde deu origem à cidade.

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Geografia

De acordo com a divisão regional brasileira instituída pelo IBGE em 2017, que criou um novo recorte regional para o estado da Bahia, o município pertence à Região Imediata de Feira de Santana, que por sua vez integra a Região Intermediária de Feira de Santana. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Feira de Santana, que por sua vez estava incluída na mesorregião do Centro-Norte Baiano.

Relevo e hidrografia

Em relação à hidrografia, os principais elementos são: Rio Subaé, o menos caudaloso do município, porém permanente. O Rio Pojuca, o Jacuípe, diversas lagoas, alguns riachos e várias fontes nativas. O solo contém: argila, caulim, areias, arenito e granulito. Destes elementos são explorados apenas: areia, argila e pedras para construção que também são, industrialmente transformadas em várias espécies de britas e tipos de pedra. Feira de Santana está a 234 metros acima do nível do mar tendo como referência a Igreja Senhor dos Passos, embora os pontos mais elevados da cidade estão nos bairros Pampalona, Asa Branca, Jardim Cruzeiro e Kalilândia. O relevo é um conjunto de tabuleiros, planaltos e esplanadas, sendo a parte oeste e noroeste do município a mais acidentada. Nota-se no município a presença de algumas serras: Serra da Agulha, Cágado, Serra Grande, Branco, Santa Maria e Serra do Boqueirão. Nenhuma destas ultrapassa os 300 metros de altura. O ponto culminante do município é o Morro de São José, no distrito de Maria Quitéria, possui mais de 610 metros e é utilizado para o lazer, como voos livres de asa delta e trilhas, outro ponto culminante do município é o pico das agulhas no distrito de Jaguara. A cidade possui 133.799 hectares e 1 362,880 quilômetros quadrados (516,60 sq mi).

Clima

O clima de Feira de Santana é tropical, classificado como As de acordo com a Köppen-Geiger. A cidade é influenciada por massas de ar quentes provenientes do Atlântico e massas de ar frias vindas do Sul do Brasil. No verão é quente e seco, com médias máximas de 33 °C e mínimas entre 22 °C e 23 °C. No inverno é ameno e chuvoso, com máximas médias em torno de 26 °C e mínimas entre 18 °C e 19 °C. O índice pluviométrico é de aproximadamente 750 mm. O índice de aridez é de 22,0%, hídrico: -19,0 mm.[carece de fontes?] Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 a 1970 e a partir de 1999, a menor temperatura registrada em Feira de Santana (estação climatológica da UEFS) foi de 11,6 °C em 18 de janeiro de 2001, e a maior atingiu 39,4 °C em 12 de fevereiro de 1961. Os maiores acumulados de precipitação registrados em 24 horas foram 100,3 mm em 25 de novembro de 2005 e 100 mm em 17 de março de 2011.

Vegetação

O município está localizado no Agreste (zona de transição entre a Zona da Mata e o Sertão), e possui uma vegetação de transição. A vegetação é constituída por florestas tropicais no lado sudeste do município, no distrito de Humildes, quase totalmente devastadas pela ocupação humana, restando poucos trechos. Essas florestas se transformam em caatinga arbórea e arbustiva no extremo oeste do município.

Localização

O município de Feira de Santana está localizado na zona de planície entre o Recôncavo baiano e os tabuleiros semiáridos do nordeste baiano. Faz divisa com doze municípios: Anguera (oeste); Antônio Cardoso (sul); Candeal (norte); Conceição do Jacuípe (leste); Coração de Maria (leste); Ipecaetá (oeste); Santa Bárbara (norte); Santanópolis (leste); Santo Amaro da Purificação (leste); São Gonçalo dos Campos (sul); Serra Preta (oeste); e Tanquinho (norte). Feira de Santana está localizada geograficamente no Agreste, na zona econômica do Paraguassu, mas antes da sua fundação a região onde hoje se localiza a cidade era de forte ligação cultural e econômica com o Recôncavo Baiano, quando a cidade foi fundada em 1832 houve um desmembramento do território até então pertencente ao município de Nossa Senhora do Rosário do Porto de Cachoeira atual cidade de Cachoeira, ao longo do tempo as influências culturais do Sertão se tornaram mais influentes na cidade assim como as próprias características da sua população, enquanto o Recôncavo Baiano é formado por cidades históricas com população de maioria Negra e cultura de raiz predominantemente Africana, Feira de Santana foi povoada por migrantes vindos do interior da Bahia e de todo o Brasil que a partir de então se misturaram etnicamente e culturalmente, a tradição dos tropeiros e do sertanejo se enraizou na cidade de maneira que Feira se tornou uma das maiores e principais representantes da cultura sertaneja em todo o Nordeste, conhecida como o Portal do Sertão, Feira de Santana é o ponto de divisão sociocultural entre o recôncavo e o interior do estado, esse ponto onde Feira se localiza é o encontro de grandes regiões Culturais e Históricas do estado: Recôncavo (Leste e Sul), Região do médio Paraguassu (Oeste e Sudoeste), região do Nordeste Baiano (Leste e Nordeste) e Região Sisaleira (Norte e Noroeste), a sua região metropolitana possui cidades integrantes de todas estas regiões citadas, fazendo de Feira de Santana um importante polo de encontro cultural e histórico da Bahia além de exercer forte influencia econômica sobre essas regiões.

Região metropolitana

Por meio do protocolamento de um projeto pelo deputado federal Colbert Martins iniciou-se o movimento para criação da região metropolitana centrada em Feira. Em 18 de junho de 2011 a Assembleia Legislativa da Bahia aprovou a criação da região, a primeira região metropolitana do estado fora da capital, e em 6 de julho do mesmo ano o governador Jaques Wagner sancionou o projeto, criando-a oficialmente. A Região Metropolitana de Feira de Santana (RMFS) entrou em vigor já no dia 7 de julho de 2011 pela Lei Complementar nº 35. Com uma população total de 732 754 habitantes, a Região Metropolitana de Feira de Santana engloba por enquanto seis municípios: Amélia Rodrigues, Conceição da Feira, Conceição do Jacuípe, Tanquinho, São Gonçalo dos Campos e Feira de Santana. Durante a segunda fase de incorporação da RMFS, serão incluídas as cidades de Anguera, Antônio Cardoso, Candeal, Coração de Maria, Ipecaetá, Irará, Santa Bárbara, Santanópolis, Serra Preta e Riachão do Jacuípe. Após a segunda fase, a região metropolitana contará com uma população de cerca de 1 milhão de habitantes.

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Demografia

A cidade conta com 416,03 habitantes a cada km², seu crescimento populacional é de 6,70% ao ano. Em números, Feira de Santana que tinha cerca de 4000 habitantes quando da visita do então imperador D. Pedro II,[carece de fontes?] conta com 616 272 moradores, segundo o Censo 2022 do IBGE, ocupando a segunda posição em população no estado da Bahia, atrás apenas da capital Salvador. É a 11ª maior cidade do Nordeste, e a 34ª colocada no ranking nacional, maior que oito capitais: Cuiabá, Vitória, Florianópolis, Rio Branco, Palmas, Porto Velho, Boa Vista e Macapá. Dentro da divisão regional do REGIC - Regiões de Influência das Cidades, constituída em regiões funcionais urbanas, publicadas pelo IBGE em 1987 e 2003, Feira de Santana é classificada como capital regional, abrangendo mais de cem municípios com população de mais de 3 milhões de habitantes, e uma área de 99.538 Km2, representando 20,72% do total de habitantes do Estado da Bahia, 23.02% dos municípios do estado, 27.88% da área territorial do Estado. É também o município mais populoso do interior do Norte, Nordeste, Centro Oeste e Sul do Brasil, o sexto maior município em população do interior do país ficando atrás apenas de Campinas, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Uberlândia e Sorocaba, e a 68º maior cidade da América do Sul, com uma região metropolitana de mais de 732 754 habitantes é o maior aglomerado urbano do interior do Norte-Nordeste, quando concluída, a Região Metropolitana de Feira de Santana contará com cerca de 914 650 habitantes. A população de Feira de Santana cresce em média 80 a 120 mil habitantes por década, um número bastante expressivo. Cerca de 91,7% da população do município vive na zona urbana e apenas 8,3% na zona rural, 52,72% da população do município são mulheres, e 47,42% são homens. Feira de Santana é a cidade que proporcionalmente melhor oferece oportunidades de trabalho, empreendedorismo e educação superior acima da média do estado da Bahia, sendo estes, os principais motivos para intensa migração a cidade. A população de Feira é predominantemente de meia idade.

Migração

Feira de Santana é uma cidade de migrantes, cerca de metade da população não nasceu na cidade, o forte fluxo migratório resultado da posição privilegiada e do crescimento econômico em todos os setores da economia atraiu e continua atraindo a Feira de Santana um grande número de migrantes de todo país. A princípio os comerciantes de gado e sua famílias que viajavam de norte a sul do Brasil foram os primeiros a se estabelecerem na cidade em seus primórdios, logo depois vieram grupos de Nordestinos principalmente do Ceará, Maranhão e Paraíba, que ao se dirigirem para São Paulo, muitos acabaram ficando em Feira de Santana, investiram e prosperaram, alguns bairros antigos da cidade como o Jardim Acácia, Queimadinha, Santo Antônio dos Prazeres e Chácara São Cosme, possui grande número de descendentes de pernambucanos, cearenses e paraibanos, entre outros Nordestinos. Com a expansão das rodovias a partir da década de 1960 e a industrialização a partir dá década de 1970 a cidade viveu uma nova onda de migração que aumentou enormemente a população da cidade em poucos anos, a partir desse período vieram migrantes do Sul e Sudeste do país, como paulistas, paranaenses, gaúchos, mineiros e fluminenses, que juntamente com outros migrantes nordestinos e do interior da Bahia se misturaram e formaram a atual configuração da população feirense. Recentemente a cidade vive um novo tipo de migração, a do retorno, devido ao desenvolvimento recente do Nordeste, muitos nordestinos que migraram para São Paulo e Rio de Janeiro estão voltando para o Nordeste e se distribuindo nas principais cidades da região, Feira de Santana é uma cidade alvo desses migrantes de retorno, não apenas de nordestinos puros, mas também de descendentes miscigenados já nascidos no Sudeste.

Pobreza e desigualdade

Cerca de 15,75% da população de Feira de Santana vive abaixo da linha da pobreza. A pobreza em Feira de Santana assim como em todo o Brasil atinge principalmente as classes menos favorecidas como negros e migrantes sem qualificação profissional. O índice de Gini é de 60,79 (2010). A extrema pobreza (medida pela proporção de pessoas com renda domiciliar per capita inferior a R$ 70,00) passou de 21,51% em 1991 para 14,74% em 2000 e para apenas 5,38% em 2010. A população pobre de Feira de Santana se concentra em bairros, sub-bairros e localidades de classe baixa, como Rocinha, Parque Lagoa do Subaé, Rua Nova, George Américo, Viveiros, Jussara, entre outros, e em expansão de bairros de classe média e conjuntos como o parque Tamandarí, Gabriela, Homero, Queimadinha e a expansão do Feira IX, alguns desses bairros estão em plena ascensão social e econômica. Há muita pobreza também na zona rural do município, onde predominam populações de baixa renda. Feira de Santana não possui grandes favelas em encostas de morros como na maioria das grandes cidades, a maior parte dos bairros pobres é em terreno plano ou pouco acidentado e em antigas lagoas aterradas, e muitos possui alguma infraestrutura básica como: iluminação, pavimentação total ou parcial, saneamento total ou parcial, postos de saúde e transporte público, uma minoria dessas comunidades carece de infraestrutura básica, recentemente o programa do governo federal, Minha Casa Minha Vida, vem diminuindo o avanço de bairros desordenados na cidade, garantindo bairros e condomínios com boa infraestrutura para a população de baixa renda. Cerca de 20% da população de Feira de Santana vive em bairros pobres.

Segurança e criminalidade

Até meados dos anos 2000, Feira de Santana era uma cidade relativamente tranquila com índices de criminalidade baixos, a partir da segunda metade dos anos 2000, esse índice foi aumentando gradativamente, impulsionado principalmente pelo tráfico de drogas, nos últimos anos Feira de Santana passou a ter um número elevado de assassinatos, roubos e assaltos, embora esteja havendo reduções, os números ainda são preocupantes e assustam a população feirense, os bairros mais violentos da cidade são: Queimadinha, Conceição, Rua Nova, George Américo, Santo Antônio dos Prazeres, Tomba e Aviário. Quase todos os assassinatos em Feira de Santana envolvem pessoas ligadas ao tráfico de drogas e com passagem pela Polícia, entre as chamadas pessoas de bem (geralmente vítimas de latrocínio), o número é bem pequeno, mas há uma preocupação por parte da sociedade feirense dessa violência migrar para as pessoas de bem como já aconteceu em outros grandes centros urbanos do país. Em Feira de Santana há políticas públicas para combater a violência e o tráfico de drogas, como o aumento de policiais nas ruas, policiais a paisana, criação de módulos da Policia em praças e pontos estratégicos, a ampliação do presídio regional localizado no bairro Aviário, equipamentos modernos de segurança, câmeras de vigilância em pontos estratégicos por toda cidade e Bases comunitárias de segurança, estas funcionam semelhante as bases de pacificação das favelas do Rio de Janeiro, a primeira foi instalada no final de 2012 no bairro George Américo e no bairro Rua Nova em 2014, até então os mais violentos da cidade, após a instalação das bases houve redução da violência nestes bairros, a Polícia e o governo estadual já confirmaram novas bases em outros bairros periféricos, o objetivo é vencer o tráfico de drogas e reduzir os índices de violência da cidade, desde 2014 as polícias civil e militar vem fazendo um trabalho conjunto no combate a violência, gerando resultados positivos, nos últimos anos os índices de assassinatos vem diminuindo na cidade, mas os assaltos ainda preocupam muito a população. A grande maioria das vítimas de assassinatos são jovens da periferia, com idades entre 15 a 27 anos, e cerca de 97% das pessoas assassinadas em Feira de Santana são Negros, o que é resultado das graves desigualdades sócio-raciais existente na cidade. Na cidade há sedes da polícia Militar, Estadual, Civil e Federal.

Religião

Feira de Santana está localizada no país mais católico do mundo em números absolutos. A Igreja Católica teve seu estatuto jurídico reconhecido pelo governo federal em outubro de 2009, ainda que o Brasil seja atualmente um estado oficialmente laico. Embora a cidade tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, atualmente também é possível encontrar na cidade diversas denominações protestantes diferentes, assim como a prática do budismo, do espiritismo, religiões de matriz africana, entre outras. Segundo o censo brasileiro de 2022, a composição religiosa da cidade era de 46,7% católicos, 31,67% evangélicos ou protestantes, 1,29% espíritas, 0,72% umbandistas ou candomblecistas, 0,01% religião tradicional, 5,49% outra religião, 13,32% irreligiosos, 0,028% desconhecidos e 0,07% não declarados.

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Política

A cidade é sede da comarca que leva o mesmo nome, com dois municípios: Feira de Santana e Tanquinho. É também sede de uma subseção judiciária federal que engloba 73 municípios. A Justiça estadual funciona no Fórum Filinto Bastos, com dezesseis juízes de Direito, ao passo que a Justiça Federal funciona em prédio provisório na Alameda Santos, no Caseb, inaugurado em 2002 com um único juiz federal, Carlos Mascarenhas e hoje com duas juízas federais, Lilian Botelho e Karin Weh. A cidade também é sede da Promotoria Regional, localizada na Rua Miranda, nº 655, bairro da Mangabeira, onde funciona o Ministério Público Estadual. O Ministério Público Federal, instalado em 2006, na cidade atende a 73 municípios da subseção. O primeiro procurador da República lotado em Feira de Santana foi Vladimir Aras.

Símbolos

A Bandeira foi feita por D. Jackson Berenguer Prado, o primeiro bispo da cidade, em 19 de dezembro de 1968. As cores da bandeira são: branca com traços vermelhos e verdes, tendo no centro o brasão da cidade, encimado por uma coroa, vendo-se ao lado uma cesta de frutas, ânforas, um berrante, um pião ladeado, por um pé de milho e outro de fumo. O Brasão de armas foi feito juntamente com a bandeira pelo mesmo D. Jackson Prado.

Relações externas

Os primeiros visitantes ilustres de Feira de Santana de que se tem notícia foram os naturalistas alemães Johann Baptist von Spix e Carl Friedrich Philip von Martius, que estiveram no então vilarejo de Sant ́Anna dos Olhos D'água em 1819 a convite da Princesa Leopoldina. Ambos registraram a visita no seu famoso livro Viagem pelo Brasil. O livro foi levantamento inédito da biodiversidade brasileira, até hoje é tema de séries, exposições e estudos principalmente botânicos. Em 1878, o engenheiro alemão Julius Naeher passou dois dias em Feira de Santana, com sua esposa Eugenie. A cidade na época tinha 1.116 edificações. A visita é relatada no capítulo Uma viagem a cavalo a Feira de Santana, que faz parte do livro Uma viagem à Bahia da segunda metade do século XIX, de Osvaldo Augusto Teixeira . Na ocasião, Naeher pintou uma aquarela retratando o comércio de cavalos na cidade, onde aparece ao fundo, a Serra de São José das Itapororocas.

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Subdivisões

Feira de Santana é dividida em bairros, sub-bairros e distritos. Existe até uma marchinha popular na cidade, que é: Eu tinha uma Asa Branca que fugiu do Aviário, hoje sobrevoa o Aeroporto e sempre pousa nas galhas das Baraúnas, em cujas sombras estaciono a minha Brasília. Os bairros mais populosos da cidade são: Tomba, Campo Limpo, Muchila, Conceição, Brasília, Mangabeira, Calumbi, Queimadinha, Gabriela e Parque Ipê. A cidade também possui vários conjuntos habitacionais com o prenome Feira, são eles: Feira IV (pertencente ao bairro Pedra do Descanso), Feira V (pertencente ao bairro Mangabeira), Feira VI (pertencente ao bairro Campo Limpo), Feira VII (pertencente ao bairro Tomba), Feira IX (pertencente ao bairro Calumbi) e Feira X (pertencente ao bairro Muchila). A cidade conta com numerosos bairros e sub-bairros de classe média alta e nobre, entre eles estão: Tomba, Santa Mônica, Vale do Jacuípe, Santa Mônica 2, Muchila, Parque Getúlio Vargas, SIM, Brasília, Ponto Central, Capuchinhos, Kalilândia, Serraria Brasil, Vila Olímpia, entre outros.

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Economia

O município é o segundo maior centro urbano da Bahia, o maior do interior do Norte-Nordeste e um dos mais importantes do país. Feira de Santana como cidade grande de nível médio metropolitana, assim definida pelo IBGE, durante boa parte de sua história, atuava como parte de um sistema urbano primaz, dependente de Salvador, a partir da segunda metade do século XX a cidade passou a ser um polo de atividades econômicas e sociais, passando a exercer influencia sobre centenas de municípios da região. Em 2016 Feira de Santana possuía um PIB de R$ 13 107 354 bilhões de reais, sendo o município com maior PIB do interior do Nordeste do Brasil. O comércio é o principal motor da economia Feirense, responsável por grande parte de seu produto interno bruto, desde de suas origens a cidade ainda mantém as tradições comerciais muito fortes. A indústria vem em segundo lugar, responsável por uma parcela importante do PIB municipal, a cidade conta com dois grandes pólos industriais: CIS Tomba e CIS BR 324, e está prestes a receber o CIS Norte, possui milhares de fabricas não apenas nos pólos, mas espalhados por diversos cantos da cidade. A indústria de Feira de Santana é bastante diversificada e se destaca na produção de diversos produtos como: alimentícios, material de transporte, materiais elétricos, mecânica, química, utensílios domésticos, vestuário, têxtil, móveis, máquinas e equipamentos, autopeças, bebidas, papel e papelão, e aeronáutico.

Industrialização

O município recebeu uma intensa industrialização a partir da década de 1970, quando houve um grande crescimento da indústria automobilística no Brasil, ao mesmo tempo que a população da cidade crescia em demasia. O entroncamento viário (eixo das BRs 101, 116 e 324) e baixo custo das terras (se comparado com Salvador) atraiu diversas empresas industriais, que acabaram por formar o Centro Industrial de Subaé (CIS) e o Centro das Indústrias de Feira de Santana (CIFS). A principal região industrial de Feira de Santana é o Centro Industrial de Subaé (CIS), localizados no bairro Tomba e na BR-324, considerado um três maiores centros industriais da Bahia, atrás apenas do Polo de Camaçari e o Centro Industrial de Aratu em Simões Filho/Candeias. O local atrai grandes empresas por conta de incentivos fiscais, por conta dos baixos salários que um trabalhador baiano recebe em relação aos das regiões Sul e Sudeste, e pela localização privilegiada (fica em rotas comerciais próximas ao Sudeste). Feira de Santana também é o primeiro município do interior (ou seja, cidade não capital) do nordeste a abrigar uma unidade da Defensoria Pública da União. A indústria de Feira de Santana é bastante diversificada e se destaca na produção de diversos produtos como: alimentícios, material de transporte, materiais elétricos, mecânica, química, utensílios domésticos, vestuário, têxtil, móveis, máquinas e equipamentos, autopeças, bebidas, papel e papelão, e até aeronáutico.

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Turismo e lazer

Feira de Santana é famosa também por suas festas típicas, como a da Senhora Sant'Ana (padroeira da cidade), na segunda quinzena de julho, com bumba-meu-boi, segura-a-véia, burrinha e outros folguedos populares; a Micareta, conhecida como Carnaval fora de época, comemorada na cidade 15 dias após a Páscoa; o Festival de Violeiros, em setembro; e a Corrida de Jegues, em novembro. A cidade tem como principais pontos turísticos a estátua do "Vaqueiro", símbolo que representa a cidade, já que foi fundada originalmente por vaqueiros que atravessavam aquela região levando seus gados; a Igreja Senhor do Passos, localizada no centro da cidade, e uma das maiores da região; o Mercado de Arte, (vale lembrar que o Mercado de Arte antes de ser o famoso Centro cultural da cidade foi o grande centro de comercialização de todos os produtos se constituindo na maior feira livre do Nordeste logo se transferindo para o Centro de Abastecimento), local onde são exibidos e comercializados produtos artesanais, produzidos por artistas da cidade e proximidades; o "Feiraguay", espécie de centro comercial, composto por centenas de camelôs, que comercializam produtos importados como eletroeletrônicos, roupas, calçados, brinquedos, artigos para casa e escritório e outros, que em sua maioria são importados do China; o Observatório Astronômico Antares, situado no bairro do Jardim Cruzeiro e administrado pela UEFS, As Igrejas Senhor dos Passos (em estilo gótico), Nossa Senhora dos Remédios e a Catedral de Santana (Matriz), monumento à heroína Maria Quitéria, e o Paço Municipal. O evento "Natal Encantado", assim como a Micareta, também é um evento de grande visibilidade na cidade de Feira de Santana.

Turismo comercial e financeiro

Considerado como o principal entroncamento rodoviário do Norte/Nordeste brasileiro, Feira de Santana possui classificação turística B, do Ministério do Turismo, ficando num grupo seleto de 167 municípios brasileiros que se destacam com uma média de 458 empregos formais de hospedagem e uma estimativa turística de 7,5 mil turistas internacionais e 135,8 mil domésticos, estando assim entre as cidades turísticas mais importantes do país. Feira de Santana se destaca na sua estrutura hoteleira, restaurantes, bares e principalmente no turismo de negócios. Além das famosas transações comerciais que dão nome à cidade, Feira de Santana traz nas raízes muitos elementos da cultura sertaneja, como a culinária.

Museus

A cidade possui os seguintes museus: Galeria de Artes Carlo Barbosa, Observatório Astronômico Antares, Museu Casa do Sertão, Museu Regional de Arte, Museu de Arte Contemporânea - MAC, e o Museu Parque do Saber Dival da Silva Pitombo, que é um museu de ciências, que também fala da história e cultura de Feira de Santana. O museu apresenta o Teatro Virtual, cuja tecnologia empregada possibilita a proteção de diversos tipos de vídeos em uma cúpula de 13m de diâmetro, com capacidade para 165 lugares por sessão, além de uma ampla área para exposição, foyer e estacionamento. O equipamento utilizado no Teatro Virtual do Museu Parque do Saber é o ZKP4 Quinto, um sistema de projetores que emprega tecnologia de feixe de fibra ótica, laser, lente e processamento de imagens digitais. O ZKP4 Quinto é o sétimo instalado no mundo e o primeiro da América Latina (o segundo foi implantado em Buenos Aires, Argentina), presente no: Kuwait, Coreia do Sul, Texas, Illinois, Áustria e Alemanha. Dispõe de um sistema de som Dolby 5.1 Digital utilizado nas apresentações. Sua cúpula de 13m é a maior das instalações até então implementadas para este projetor. Apresentações em formato de cúpula-completa 360º x 180º são possíveis graças a este modelo, além da possibilidade de transmissão ao vivo.

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Infraestrutura

Saúde

Feira de Santana é um grande polo regional da área da saúde, a cidade conta com dezenas de Hospitais públicos e privados, são eles: Hospital geral Clériston Andrade, Hospital Estadual da Criança, Hospital municipal da Criança, Hospital da Mulher, Hospital Dom Pedro, EMEC, HTO, Hospital São Mateus, Casa de Saúde Santana, Maternidade Stela Gomes entre outros. A cidade conta também com dezenas de postos de saúde de bairros, Policlínicas, Clinicas de diversas áreas da saúde e centros médicos modernos como o Premier Medical Business, Meddi Center ou IHEF (antiga Só Baby), Centro Médico Sawaya entre outros. E foi anunciado em 2013 a construção de um novo Hospital Regional com mais de 200 leitos. Com as UPAs e mais esses avanços Feira de Santana se afirma como Centro de Referência em Saúde no Nordeste do país.

Saneamento

Feira de Santana possui 95,69% de domicílios com abastecimento de água e 100% da população abastecida, considerando as casas que possuem poços artesianos. A cidade possui três estações de tratamento de esgoto, a Jacuípe I, no bairro Vila Olímpia, e tem capacidade de tratamento de 150 l/s, a Jacuípe II que fica próxima ao aterro sanitário, no bairro Nova Esperança, com capacidade de cerca de 400 l/s. A terceira é a estação Subaé que fica perto do presidio, no bairro Aviário, e com capacidade de cerca de 350 l/s. Feira de Santana era no início da década de 2010 a terceira cidade em percentual de saneamento da Bahia, atrás de Salvador e Vitória da Conquista, sexta do Nordeste e 42º do Brasil, entre os 5.570 municípios, com cerca de 57,82% de cobertura total, sendo que na área urbana, chega aos 63,03%. Desde 2010 a EMBASA desenvolve o projeto da bacia do Pojuca, que inclui os bairros do lado leste/noroeste (Mangabeira, CASEB, Parque Getúlio Vargas, SIM, Santo Antonio dos Prazeres, etc). A Conder realizou as obras de saneamento em alguns desses bairros, como parte da revitalização da Lagoa Grande, deixando Feira de Santana com um dos maiores níveis de cobertura de saneamento básico do Brasil.

Educação

Feira de Santana é o maior polo educacional da Bahia e uma das cidades do país que mais se destacam no quesito educacional. O Colégio Helyos conquistou o 7º lugar no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) 2013, o 1º lugar na Bahia e em toda região Norte/Nordeste/Centro Oeste e Sul do Brasil. Na rede privada, o destaque são os Colégio Helyos, Colégio Acesso, Colégio Nobre, Colégio Gênesis, Escola SESI José Carvalho, Escola João Paulo I, Colégio Santo Antônio, entre outros. Na rede pública, o destaque é o Colégio da Polícia Militar, sempre consegue o primeiro lugar no ENEM das escolas públicas de Feira de Santana. Entre os colégios públicos Estaduais tem destaque o Colégio Gastão Guimarães, Colégio Rotary, Eliana Boaventura, Polivalente, Ecassa, Tecla Mello, Carmem Andrade, Coriolano Carvalho, Godofredo Filho, Assis Chateaubriand, Modelo Luís Eduardo Magalhães, entre outros. E entre escolas públicas municipais tem destaque a escola Jônatas Telles, Alvaro Pereira Boaventura, escola Básica da UEFS, Elizabeth Johnson, entre outras. Há uma parceria da prefeitura com o SENAI. A cidade possui algumas importantes Bibliotecas, como a Biblioteca Municipal, Biblioteca do CUCA, Biblioteca da UEFS, Biblioteca Monteiro Lobato, entre outras. A cidade possui 673 escolas no total de acordo com os dados de 2010, um número de escolas maior que o de várias capitais do país, como Aracaju, João Pessoa, Natal, Maceió, Florianópolis, Cuiabá, entre outras. Em 2011 havia cerca de 25 escolas municipais de alto padrão em fase de conclusão

Ciência e tecnologia

Em Feira de Santana esta área é coberta por atividades de várias instituições. Entre elas estão o Instituto Federal da Bahia (IFBA), SENAI e o Centro de Educação Tecnológica do Estado da Bahia (CETEB), que oferecem cursos de diversos níveis. Tem a EAEFS – Centro de Educação Tecnológica que oferece cursos técnicos. A cidade possui diversos programas de educação tecnológica como O NTE-03 (Núcleo de Educação Tecnológica), que propõe disseminar e fomentar o uso das tecnologias da informação e comunicação - TIC - nas unidades escolares da rede pública, com vistas a contribuir para a melhoria da qualidade da educação, contando com uma equipe de especialistas na área de informática educativa. Os profissionais que trabalham nos NTE são especialmente capacitados para auxiliar as escolas em todas as fases do processo de incorporação das novas tecnologias. Portanto, o NTE é o parceiro mais próximo da escola no processo de inclusão digital, prestando orientação aos diretores, professores e alunos, quanto ao uso e aplicação das novas tecnologias.

Transportes

Segundo o DETRAN/BA 2016, Feira de Santana possui 252.696 veículos cadastrados, sendo: Automóveis: 112.948; Camionetas: 25.097; Caminhões: 11.088; Ônibus: 1.510; Micro-ônibus: 1.499; Motos: 91.668; outros: 8.936. O sistema de transporte coletivo é formado pelo Sistema Integrado de Transporte (SIT), que padroniza as linhas municipais e estabelece os terminais de transbordo, onde há uma confluência das linhas municipais. A cidade possui 3 terminais de integração, são eles: Terminal Norte no bairro Cidade Nova, Terminal Sul no bairro CIS, e o Terminal Central no centro da cidade. Esse último, por ser maior, possui um movimento diário de mais de 80 mil passageiros. Serão construídos mais três terminais de integração: o Terminal Oeste, no bairro Pampalona, e o Terminal Leste, no bairro SIM, e o terminal ACM no bairro Mangabeira, somando 6 no total. O Sistema Integrado de Transportes (SIT) é baseado no sistema de transporte de Curitiba, embora com várias particularidades; todos os ônibus possuem elevadores para facilitar o acesso a pessoas deficientes, GPS, sensores, câmeras de segurança, bilhetagem eletrônica e assentos acolchoados. A frota é composta por cerca de 248 ônibus, o sistema é composto por 110 linhas; há linhas também para alguns distritos da cidade, com Humildes, Jaíba, Maria Quitéria e Matinha, os demais são atendidos apenas pelo transporte alternativo e empresas particulares. Cerca de 100 mil pessoas por dia e 3 milhões por mês utilizam o transporte coletivo urbano da cidade. As duas empresas que operam o transporte urbano de Feira de Santana, são as empresas Rosa Transportes e Viação São João, ambas do estado de São Paulo. Em 2016 houve uma renovação total da frota com ônibus 0 km, se tornando uma das poucas cidades do Brasil com 100% da frota renovada.

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Cultura

Feira é a terra natal de muitos personagens históricos, como a guerreira Maria Quitéria e de Lucas da Feira, um ex-escravizado que se tornou um líder popular. Com a instalação do Rotary Clube Feira de Santana e o Lions Clube Feira de Santana, além da expansão das vagas para intercambistas estrangeiros na Universidade Estadual de Feira de Santana, a cidade passou a ser um destino de intercambistas de todo o mundo, inclusive com estas entidades realizando festas e exposições destinadas ao público estrangeiro. Há até monumentos públicos homenageando as agremiações de intercâmbio nas ruas da cidade, como o Relógio do Rotary, inaugurado em 1997, e localizado entre a Avenida Getúlio Vargas e a rua J.J. Seabra. Também por estar em uma confluência de rodovias federais, a cidade inaugurou em 15 de setembro de 2007 na praça Jackson do Amaury o Monumento ao Caminhoneiro, de autoria do artista plástico Gil Mário.

Literatura

Feira de Santana também é cidade de origem de poetas como Godofredo Filho e o bacharel em direito Eurico Alves, em sua maioria poetas que enalteciam o sertão baiano em suas obras. Além disso, nela também nasceram Juraci Dórea (artista plástico e poeta), o polêmico cordelista Franklin Maxado e o músico Carlos Pita. Muitas obras com origem feirense estão expostas no Museu Casa do Sertão, pertencente à UEFS. Eurico Alves (1909-1974) cantou a cidade em diversos dos seus poemas, como na sua famosa "Elegia para Manuel Bandeira": "Manuel Bandeira, dê um pulo a Feira de Santana e venha comer pirão de leite com carne assada de volta do curral e venha sentir o perfume de eternidade que há nestas casas de fazenda, nestes solares que os séculos escondem nos cabelos desnastrados das noites eternas"

Na cultura popular

Feira de Santana é mencionada em trechos de músicas e bordões de alguns programas de TV como no Programa do Jô onde o apresentador Jô Soares, e Bira, integrante do sexteto musical, sempre mencionam a cidade quando um baiano é entrevistado, com a famosa frase "Fica perto de Feira de Santana", ou "Todos os lugares do mundo ficam perto de Feira de Santana". No álbum Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum! do cantor Raul Seixas, o pai do rock brasileiro, lançado em 1987, Feira é mencionada na canção "Quando Acabar o Maluco Sou Eu" no trecho "...Eu sou louco mais sou feliz, muito mais louco é quem me diz, eu sou dono, dono do meu nariz, em Feira de Santana ou mesmo em Paris..."

Música

Feira de Santana produz um grande número de músicos que alcançam nível nacional e até mesmo internacional. Destaque-se o mentor e criador do axé music, Luiz Caldas, também o vocalista da banda BaianaSystem, Russo Passpusso. Os bares, casas de shows e eventos, são predominantemente com cantores e bandas feirenses de todos os gêneros musicais, como MPB, rock, jazz, axé music, pagode, forró, sertanejo, arrocha e samba. Alguns compositores feirenses alcançaram fama mundial, como o empresário Antonio Diggs da banda Os meninos de Seu Zé que compôs a canção Ai, se Eu Te Pego interpretada pelo cantor sertanejo Michel Teló, Cássio Sampaio que compôs a canção Balada gravada por Gusttavo Lima e Roberto Kuelho autor de "A Tomada" do grupo É o Tchan do Brasil e "Na Manteiga" gravada pelo grupo Terra Samba. Feira abriga diversos festivais músicas locais que sempre atraem um grande público contribuindo para a divulgação de vários artistas da cidade. Entre os músicos mais famosos e populares da cidade estão o cantor e produtor musical Paulo Bindá, a cantora e apresentadora de rádio Marcia Porto. Até 2009 a cidade sediou o Festival de Inverno.

Culinária

Muitos pratos típicos do estado da Bahia são encontrados nos bares e restaurantes típicos da cidade, como iguarias baseadas em vegetais da região. Alguns exemplos são a feijoada com mandioca, beiju, palma de cactus (da qual se prepara o caruru da palma do cactus) com milho, e também tradicionalmente, o vatapá (normalmente acompanhado com camarão) e acarajé. Nas ruas da cidade, a céu aberto (fora de estabelecimentos), também é sempre muito comum encontrar vendedoras de acarajé, assim como barracas de caldo de cana. Pratos originários de outros estados também são populares na cidade. A culinária estrangeira como a italiana, árabe, japonesa, chinesa e estadunidense são muito populares na cidade, existe no município muitas redes de fast-foods. Um prato típico de Feira de Santana que acabou ficando popular em outras regiões, é o Macarrão ao vivo e o pão delícia, considerado concorrente do pão de queijo mineiro.

Esporte

A cidade conta com um clube de rally e automobilismo, o Trail Clube Bahia (também chamada Trail Clube de Feira de Santana). No futebol, o Fluminense de Feira obteve primeiro título no Campeonato Baiano de Futebol ( 1963 e 1969), vices campeonatos na Série C e Copa do nordeste, o Bahia de Feira trouxe de volta o título estadual em 2011 para o município, vencendo o campeonato baiano (Baianão) e também o Torneio Início da Bahia. A cidade possui também times de outros esportes como vôlei, basquete, e até mesmo de Futebol Americano, o Santana Red Bulls. Jogadores de destaques na cidade são Júnior Baiano, Jorge Wagner, Anderson Talisca. Esportes como vôlei, basquete, natação e artes marciais são muito populares na cidade.

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Fontes consultadas

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